27 de dezembro de 2016

Corrupção entre um Ministro Português e um Ministro Angolano



Um ministro Português recebeu, em Lisboa, um ministro Angolano.

Simpático, o ministro português convidou o outro a ir lá a casa.

O ministro angolano foi e ficou espantado com a bela vivenda.
Em bairro chiquérrimo e com piscina.

Com a informalidade dos luandenses pôs-se a fazer perguntas.

- Com um ordenado que não chega a 5000 euros limpos, como é que o meu amigo conseguiu tudo isto? Não me diga que era rico antes de ir para o Governo?

Mozambique: Revolution or Reaction?

 

Mozambique Revolution 1964-1974


Cabo Verde: Ribeira Grande de Santiago


Cabo Verde: Praça Alexandre Herculano


Angola: Congolenses e o mercado da beleza


Bens de Salazar disputados em tribunal



Sobrinho-neto de Salazar exige a devolução de bens do antigo presidente do Conselho.

Um sobrinho-neto de Salazar exige a devolução de bens do antigo presidente do Conselho que estão em depósito na Câmara de Santa Comba Dão ou o pagamento de 324 mil euros, no âmbito de um julgamento que começa na quinta-feira.

Depois de, em maio, ter decorrido uma audiência prévia deste processo, o início do julgamento ficou marcado para quinta-feira de manhã, no Tribunal de Viseu.

20 de novembro de 2016

Ninguém Nasce Corrupto (Escrito por Rafael Marques de Morais)



Quando recebi o convite da Associação Moçambicana de Juízes para falar no Seminário sobre “Corrupção e Justiça Criminal – A eficácia e garantia da justiça criminal no tratamento da corrupção”, julguei tratar-se de algum engano, ou mesmo de uma armadilha. Até hoje, a minha relação com juízes tem-se limitado a processos de julgamento e a condenações, precisamente pelo facto de eu denunciar actos de corrupção e as consequentes violações dos direitos humanos.

@Verdade EDITORIAL: Abutres humanos




Pode parece que estamos a caricaturar mas, infelizmente, é nisto que somos bons neste país:

empregar sobrinhos, amantes e cunhados, esvaziar os cofres do Estado e ampliar os patrimónios pessoais à custa do dinheiro do povo. Como consequência disso, hoje o país caminha a passos largos para uma situação insustentável. Tudo indica que o pior está por vir. Porém, o mais revoltante nessa história é saber o rumo que dado ao dinheiro que nós é descontado todos os santos mês, após jornadas duras de trabalho.

Portugal - A Leitura e a Escrita Iniciais


Angola: Imagens de Luanda

6 de novembro de 2016

Moçambique: Pérola sem brilho (Celso Filipe)


Há dois anos, o futuro de Moçambique era pintado com cores promissoras, sobretudo por causa da descoberta de enormes reservas de gás natural. Hoje, o país vive um clima de incerteza por causa da guerra e da dívida oculta.

Na Praça dos Trabalhadores, morada da estação de caminhos-de-ferro de Maputo, um polícia repara no turista que, do interior de uma carrinha "pick-up", tira fotografias a um dos edifícios mais emblemáticos da capital moçambicana. Com um gesto curto, ordena que a viatura encoste. De seguida, encaminha-se vagarosamente e, pela janela entretanto aberta, pede os documentos. Fala com docilidade para o condutor, num tom de reprimenda professoral.

Quando Spínola quis invadir Portugal com ajuda do Brasil (Manuel Carvalho)


Em vésperas do Verão Quente, António de Spínola está exilado no Brasil e sonha com um regresso à frente de um exército invasor para expulsar os comunistas do poder. Numa reunião secreta com altas patentes do Serviço Nacional de Informações, no Rio de Janeiro, pede ao Brasil ajuda para preparar as suas tropas a tempo da invasão prevista para Dezembro de 1975. Ernesto Geisel, o general que mandava no Brasil, cortou-lhe as asas do sonho. Foi a primeira de uma série de derrotas que acabou com o “escândalo Wallraff”. Memórias de um tempo em que Portugal parecia um filme de James Bond.

Toda a Verdade Sobre o "Angoche": O "Caso Angoche", 45 anos depois



Foi graças a O DIABO que o “caso Angoche” não caiu no esquecimento. Uma série de reportagens publicadas no jornal de Vera Lagoa levantou a ponta do véu sobre uma tragédia da guerra de África, ignorada ostensivamente pelos sucessivos governos posteriores ao golpe militar de Abril de 1974. Hoje, a memória dos tripulantes do navio mercante português continua a exigir uma reparação histórica. 

Angola: Huambo em imagens


Angola: Bengo em imagens


Angola: Imagens Antigas de Benguela

1 de novembro de 2016

Investigador realça acção da Igreja Católica na independência de Moçambique



Um investigador da California State University, nos Estados Unidos, realçou quinta-feira, em Coimbra, Portugal, que a Igreja Católica defendeu os direitos dos povos de Moçambique.

Através de alguns dos bispos que nomeou para o território, na costa oriental de África, o Vaticano assumiu “um jogo crítico” da permanência das tropas portuguesa em Moçambique, acabando por apoiar a luta de libertação protagonizada pela Frelimo, disse Mustafah Dhada.

O professor universitário, que investiga há várias décadas as lutas de guerrilha e os processos de emancipação política das antigas colónias de Portugal no continente africano, falava à agência Lusa após ter participado no colóquio internacional “Quarenta anos de independência de Moçambique: que futuro para o passado?”.

Frelimo considera "tristes e lamentáveis" declarações de Dhlakama sobre independência



A Frelimo, partido no poder, classificou como "tristes e lamentáveis" as declarações do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, de que a maior força política de oposição nunca foi contra a independência do país.

"É triste e lamentável que depois de tantas atrocidades e destruição das conquistas da independência, a Renamo e o seu líder apareçam agora em público a dizer que este partido nunca esteve contra a independência", disse o porta-voz da Frelimo, Damião José, citado na passada quarta-feira no diário Notícias.

Branqueamento da história exclui lutadores pela independência de Moçambique, diz Daviz Simango



O presidente do MDM, Daviz Simango, considerou esta quinta-feira que o país cometeu “erros graves” com o branqueamento da sua história, reescrita segundo a agenda do Governo, e defendeu a “inclusão de heróis” com títulos “negados”.

Presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força parlamentar, Daviz Simango disse que a classificação de moçambicanos, como "reacionários, contra reacionários e traidores", excluiu muitos que lutaram pela independência do panteão de heróis nacionais, considerando tratar-se de “uma ação discriminatória que divide os moçambicanos”, que se torna num travão real aos esforços para a reconciliação.

40 anos de independência: O homem que confinou a tropa colonial



“O velho anda muito. Estava aqui mas desapareceu. Talvez (seja melhor) ir ver na sede dos antigos combatentes”.

Foi assim que uma das netas (do velho) nos respondeu quando chegámos à casa de Luís Miguel Magunga, um nome que trazíamos na manga para a reportagem que pretendíamos com heróis vivos, cuja participação no processo de libertação do país não se põe em causa e que nunca havia dado a voz em público.

Fomos ao centro dos combatentes e não o encontrámos. Afinal estava no centro de mutilados de guerra, na companhia dos seus camaradas, alguns dos quais sem os seus membros em consequência dos horrores da guerra de libertação.

Moçambique: O Parque Nacional da Gorongosa (1965)



É o mais povoado de toda a África e constitui um valioso elemento de valorização no cartaz turístico de Moçambique

O cuidado posto na protecção às espécies existentes fez com que fossem criados em Moçambique, sob a jurisdição dos Serviços de Veterinária, um Parque Nacional e quatro reservas de caça onde, embora o visitante não possa caçar, encontra motivos de extraordinário interesse. As reservas são: a dos tandos de Marromeu (distrito de Manica e Sofala) a do Gilé (Zambézia); a reserva parcial do Niassa (abrangendo parte da área de Vila Cabral e da Circunscrição de Marrupa) e a reserva dos elefantes no Maputo (próximo de Lourenço Marques).

Moçambique: Campanha Contra a Corrupção


20 de outubro de 2016

Telegramas de 1980: A guerra civil, a seca e o metical


Telegramas de 1979: Guerra e resistência


Telegramas de 1978: Depurações e socialismo


Telegrama "confidencial" revela ataque da Frelimo contra católicos em 1978



Um telegrama "confidencial" da embaixada de Portugal em Maputo revela que Sérgio Vieira, dirigente da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), ameaçou diretamente os bispos católicos em 1978.

A 18 de dezembro de 1978, um telegrama “confidencial” relata o encontro entre as autoridades de Moçambique e os bispos católicos e que contou com a presença de todos os governadores provinciais.

Segundo o mesmo aerograma, Sérgio Vieira, chefe de gabinete de Samora Machel que desempenhava na altura funções de governador do Banco de Moçambique, presidiu à reunião, acusando diretamente os católicos de terem desempenhado o papel de “arma do colonialismo” e apontando o caracter contra revolucionário da igreja face aos princípios políticos que norteavam a República Popular de Moçambique comunicando novas medidas.

“Todos os edifícios religiosos, incluindo respetivo recheio passariam a ser propriedade do Estado moçambicano; todos os atos de culto e catequese seriam doravante confinados ao interior dos templos; seria proibida a circulação de todo e qualquer documento eclesiástico sem aprovação prévia das autoridades moçambicanas", refere Sérgio Vieira, citado no telegrama.

O mesmo dirigente da Frelimo comunica também que "seria proibida a constituição ou manutenção pela igreja de qualquer espécie de associação ou organização, que seria proibida a realização de manifestações públicas, bem como reuniões fora dos templos, não devendo os sacerdotes ir ao encontro dos fiéis mas apenas recebe-los quando procurados por eles" e que "seria proibida a realização de ataques e críticas à doutrina marxista-leninista”, informa a embaixada na mesma transmissão a partir de Maputo.

Segundo o telegrama 1036/1978, a reação dos bispos teria sido de “estupefação”, mas, apesar de tudo, a sensação que ficou entre os presentes foi que as medidas anunciadas por Sérgio Vieira nunca seriam publicadas “por óbvias razões de imagem política”, principalmente externa.

Em todo o caso, mesmo sem publicar as normas, os responsáveis religiosos, refere a embaixada, jamais poderiam invocar “ignorância” porque os governadores provinciais, presentes na reunião, poderiam exercer pressão junto dos sacerdotes.

“Informações que nos têm chegado indicam estarem muitos padres presos ou colocados sob residência fixa por motivos fúteis, prevalecendo a ideia de que o governo quer subjugar completamente a igreja católica”, vinca o telegrama da embaixada de Portugal sobre as relações entre a igreja e a FRELIMO três anos após a independência de Moçambique.

Da consulta dos telegramas da embaixada de Portugal referentes aos anos entre 1975 e 1980, e que constam dos arquivos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, destacam-se em 1978 as perseguições contra sacerdotes, sobretudo portugueses, e nos anos anteriores as declarações do chefe de Estado, Samora Machel, contra Testemunhas de Jeová, podendo alguns deles ser consultados no "site" da Lusa sobre as independências 


(http://www.independenciaslusa.info/telegramas

Telegramas de 1977: O êxodo continua em ambiente de guerra


Telegramas de 1976: Êxodo em português e guerra na Rodésia


Telegramas de Moçambique: A história do regresso português e o princípio do fim de uma relação colonial


Os milhares de telegramas transmitidos pela embaixada de Portugal em Maputo entre 1975 e 1980 relatam acontecimentos cruciais para a milhares de portugueses obrigados a retornar a Portugal após a independência.

As prisões arbitrárias de cidadãos portugueses efetuadas pela FRELIMO desde 1975; a existência de campos de reeducação; as expulsões pelo crime de “sabotagem económico” ou por irregularidades no processo de escolha da nacionalidade e a instauração do decreto-lei 34/76 – que restringe o embarque de “bens móveis”-, são matérias recorrentes que constam dos telegramas emitidos pela embaixada de Portugal e que afetam diretamente os cidadãos portugueses sobretudo nos três primeiros anos.

Registam-se também centenas de telegramas relacionados com as sucessivas nacionalizações, sobretudo da banca, setor dos seguros e caminho-de-ferro mas também do pequeno comércio; a carestia e a escassez de bens essenciais.

Todos estes assuntos são constantes nos aerogramas, muitas vezes “secretos” ou “confidenciais” da embaixada de Portugal em Maputo de acordo com a consulta feita pela agência Lusa no arquivo do Ministério dos Negócios Estrangeiros entre os anos 1975 e 1980 e que fornecem dados e enquadramentos sobre os efeitos da forma como decorreu o processo de descolonização.


Os telegramas de Maputo


Telegramas de 1975: Retratos do êxodo dos portugueses e do novo poder

Telegramas de 1976: Êxodo em Português e guerra na Rodésia

Telegramas de 1977: O êxodo continua em ambiente de guerra

Telegramas de 1978: Depurações e socialismo

Telegramas de 1979: Guerra e resistência

Telegramas de 1980: A guerra civil, a seca e o metical


Pedro Sousa Pereira, 2015-07-11

http://www.independenciaslusa.info/telegramas_mocambique/

5 de outubro de 2016

Portugal: O Acordo de Lusaka conducente à Independência de Moçambique



O ACORDO DE LUSAKA (1)

Reunidas em Lisboa de 5 a 7 de Setembro de 1974 as delegações da Frente de Libertação de Moçambique e do Estado Português, com vista ao estabelecimento do acordo conducente à independência de Moçambique, acordaram nos seguintes pontos:

1. O Estado Português, tendo reconhecido o direito do povo de Moçambique à independência, aceita por acordo com a FRELIMO a transferência progressiva dos poderes que detém sobre o território nos termos a seguir enunciados.

2. A independência completa de Moçambique será solenemente proclamada em 25 de Junho de 1975, dia do aniversário da fundação da FRELIMO.

3. Com vista a assegurar a referida transferência de poderes são criadas as seguintes estruturas governativas, que funcionarão durante o período de transição que se inicia com a assinatura do presente Acordo:

23 de setembro de 2016

Moçambique: Barragem de Cahora Bassa


O "jet-set" moçambicano (por Mia Couto)



Já vimos que, em Moçambique, não é preciso ser rico. O essencial é parecer rico. Entre parecer e ser vai menos que um passo, a diferença entre um tropeço e uma trapaça. No nosso caso, a aparência é que faz a essência. Daí que a empresa comece pela fachada, o empresário de sucesso comece pelo sucesso da sua viatura, a felicidade do casamento se faça pela dimensão da festa. A ocasião, diz-se, é que faz o negócio. E é aqui que entra o cenário dos ricos e candidatos a ricos: a encenação do nosso "jet-set".

O "jet-set" como todos sabem é algo que ninguém sabe o que é. Mas reúne a gente de luxo, a gente vazia que enche de vazio as colunas sociais.

O jet-set moçambicano está ainda no início. Aqui seguem umas dicas que, durante o próximo ano, ajudarão qualquer pelintra a candidatar-se a um jet-setista. Haja democracia! As sugestões são gratuitas e estão dispostas na forma de um pequeno manual por desordem alfabética:

Mapas do Império Colonial Português


África do Sul: Kruger National Park