25 de novembro de 2013

O Governo de Passos Coelho é Profundamente Corrupto




Fonte: Recebido por email

Passos Coelho Palhaço e Estadista



Fonte: Recebido por email

Última Ceia dos Palhaços do Governo



Fonte: Recebido por email

Cavaco Silva Palhaço Mor



Fonte: Recebido por email

O Palhaço de Belém


Fonte: Recebido por email

Não Presto Para Nada!



Fonte: Recebido por email




17 de novembro de 2013

Maputo: Breadd, as novas sacolas de pão



Os maputenses tem agora uma nova maneira de transportar pão, Breadd. São sacolas de pão feitas de papel que permitem uma “temperatura” agradável para manter o pão sempre fresco.

Fonte: Sapo MZ 

Maputo (antiga Cidade de Lourenço Marques)



Fonte: Arquivo Pessoal

Moçambique: Associação Comercial da Beira



Em 1952 foram dados os primeiros passos para a construção do atual edifício, em substituição de um outro erguido em 1923/24. O projeto, da autoria do arquiteto Paulo de Melo Sampaio, foi aprovado em Setembro de 1956, vindo a ser inaugurado em 1961.

Fonte: Arquivo Pessoal

Moçambique: Almoxarifado da Beira



Foi o primeiro edifício de alvenaria (tijolo de betão) construído na cidade da Beira, em 1897, num local onde existiram algumas barracas de madeira e zinco, pertença do governo. O almoxarifado esteve ali instalado até 1903, passando depois à posse dos correios até 1929. Neste momento foi entregue à associação «Casa do Artista», para ali instalar a sua sede.

Fonte: Arquivo Pessoal

Moçambique: Aerogare da Beira


 
De autoria do arquiteto Cândido Palma de Melo, viria a ser inaugurada a 27 de Junho de 1968, tendo o seu custo orçado em 35 mil contos. A decoração interior é do arquiteto José Augusto Moreira, com painéis decorativos de José Pádua.


Fonte: Arquivo Pessoal

6 de novembro de 2013

3 de novembro de 2013

Mia Couto distinguido com prémio internacional de literatura Neustadt


O escritor moçambicano Mia Couto foi distinguido com o prémio internacional de literatura Neustadt, atribuído de dois em dois anos pela Universidade de Oklahoma, no valor de 50.000 dólares, disse hoje à Lusa fonte da sua editora.

O galardão é entregue desde 1970 e já distinguiu, entre outros, o brasileiro João Cabral de Melo Neto, Álvaro Mutis, Octávio Paz e Giuseppe Ungaretti.

Mia Couto é o pseudónimo de António Emílio Leite Couto, de 58 anos, autor que já recebeu os prémios Camões, Eduardo Lourenço e o da União Latina de Literaturas Românicas.

Além do cheque, o autor vai receber uma reprodução em prata de uma pena de águia.

"A Confissão da Leoa", editado o ano passado é o seu mais recente livro.


NL // PMC

Lusa/Fim, 02 de Novembro de 2013

Forbes: Como roubar 3 biliões de dólares em Angola



Brasil - O referido título foi avançado pela edição brasileira da revista "Forbes Brasil" que dedica algumas páginas a Isabel dos Santos e ao caminho curto com que a mesma e sua família conseguiram acumular capital em Angola.

Com a devida vénia, segue em anexo o fac simile integral da referida reportagem.


 


Fonte: Fobes/Brasil, 26 de Outubro de 2013

“O Ciclo do capital” - Nelo de Carvalho



Brasil - O Capitalismo é assim e as teorias de mercado em que ele se fundamenta para ser um regime que dá preferência ao Capital funcionam sem discriminar o que é bom e o que é mau : o acúmulo de lucro ou de capital pode vir de onde vier, não importa se seja na produção (trabalho de verdade que dignifica o ser humano); não importa se esse capital é especulativo (em que se vê o sacrifício do homem e/ou da natureza); o importante é gerar lucros.

O direito a propriedade privada tem como fundamento esse princípio: os lucros podem vir de onde for necessário, suas consequências é que serão tidas como um problema de externalidade a ser resolvido por todos: o chamado setor público. Desde que este não atrapalhe e não coíba aquele direito! Direito sagrado e sacrossanto, máxima de um tripé ( propriedade, família e tradição) defendido por uma burguesia neoliberal, mas com uma herança mais conservadora daqueles que derrubaram a monarquia francesa.

É preciso que se diga que família e tradição é só um moralismo para enquadrar a classe trabalhadora e reivindicadora no seu lugar, como bois que deveram dormir anestesiados. A anestesia é só para estender o que aqui estamos discursando, porque todos sabemos qual é. Porque de vez enquanto o produto anestésico precisa se adaptar, mas quando aquela massa de explorado conquista o espaço e adota como filosofia a verdadeira “religião” de uma sociedade, a anestesia aparece na forma mais reacionário a contradizer as massas e defendendo o que foi derrotado.

Em substituição ao anestésico, tido mais como uma droga que engana a todos nós, o sábio dizia: “Da mesma forma que a filosofia tem seu objetivo material no proletariado; o proletariado tem seu objetivo espiritual na filosofia”. É talvez um lema, corolário, teorema mais avançada de filosofia, muito além do nosso tempo, que eu ( pessoalmente) mais tenha lido em toda minha vida e meditado sobre a mesma. É fantástico só de pensar que é muito mais útil fazer filosofia e meditar fazendo filosofia do que perder tempo em rezar. Todas as perguntas sobre o universo, mesmo sem respostas, cabem e são mais justas, do que ficar repetitivamente lendo versículos de um livro que inibi a razão e o bom senso.

Falamos de consequências lá em cima em algum dos parágrafos anterior, diante destas: o interessante em tudo isso é que o sistema se regenera fazendo das consequências e de todo tipo de externalidades produtos de mercados entregue a este para fazer dos mesmos serviços ou bens que gerarão novos lucros. O ciclo pode ser infinito teoricamente, mas a natureza e a capacidade do homem em suportar as desgraças geradas por lucros gerados pelo capital têm limites e provocam exaustão a ambas entidades: homem e natureza.

O Capital gerado pelo capitalismo corrupto angolano não é tão diferente! É igual aquele que tantas guerras provocou à Europa; igual ao capital que tantas intervenções imperialistas ( vindo da Europa ou não) provocaram mundo a fora, promovendo guerras, extermínios e genocídios. Igual ao capital que tanta fome gera nesse mundo de 7 bilhões de habitantes e que, além disso, suas externalidades negativas produzem também problemas ambientais. O que intriga agora é que é deste Capital que se quer criar uma classe rica e poderosa em Angola. A pergunta que não cala é: a quem esta, agora, devera sacrificar?

Não seria melhor promover a construção de uma nação poderosa? Para isso é preciso promover o espirito social baseado num tripé( solidariedade, educação e distribuição de renda) diferente daquele que José Eduardo dos Santos, um excomunista ( se estou mentindo que me chamem de mentiroso), agora, quer nos convencer que é a melhor opção que levará ao poder a nação que se deseja construir. Nossa irritação, descontentamento e desacordo é que o discurso do Presidente em resposta à corrupção de que seu Governo é acusado por todos, interna e externamente, da carta branca a uma classe de capitalistas e burgueses, que além de privilegiados, são sabidamente corruptos, para que esses possam proceder e executar os instrumentos que cabem ao capital para que se explore e se marginalize ainda mais a grande massa de angolanos trabalhadores e pobres.

Ao Presidente temos a dizer que é preciso não se esquecer que a independência do país foi conquistado por estes e para estes. Em que um dia ele já fez parte! E com certeza chegou ao poder representando essa massa de trabalhadores, operários e camponeses angolanos. A gratidão também é virtude que deveria ser atributo de um homem ponderado e “clarividente” como JES.


Fonte: Club-k.net, 01 de Novembro de 2013

Milionários em África vão quase duplicar até 2018


Lisboa - O número de milionários em África vai quase duplicar nos próximos cinco anos, um crescimento que será o segundo maior em todo o mundo até 2018, atrás da China apenas. Segundo um estudo do banco Crédit Suisse, o número de indivíduos com uma fortuna superior a um milhão de dólares no continente africano vai subir de 90 mil este ano para 163 mil em 2018, um aumento de 81%, muito acima do crescimento global de milionários, que irá aumentar 50%.

De acordo com o Global Wealth Report 2013, nos próximos cinco anos o continente africano irá produzir mais 73 mil novos milionários, à medida que a economia regista uma das maiores taxas de expansão em todo o mundo nos sectores das matérias-primas, infra-estruturas ou telecomunicações.

Até 2018, África será assim a segunda região com o ritmo mais elevado de crescimento de milionários, só ultrapassada pela China. O país asiático, que detém o maior mercado interno mundial, vai ver o número de milionários subir 88%, de 1,1 milhões para 2,1 milhões nos próximos cinco anos.

De acordo com o Crédit Suisse, serão as economias emergentes as ‘fábricas’ de grandes fortunas nos
próximos anos. O número de milionários vai disparar 72% na Ásia-Pacífico, 64% na América Latina e 66% na Índia. Os valores são bastante superiores aos previstos para as economias mais desenvolvidas: crescimento de 41% na América do Norte e de 47% na Europa.

O relatório do banco suíço aponta que, apesar do forte crescimento das grandes fortunas em África, o continente continua a acusar uma forte desigualdade entre a população. A região coloca várias individualidades no ranking mundial dos 100 mais ricos, mas mais de 90% da população está no escalão mais baixo de rendimento, os que vivem com menos de 10 mil dólares por ano.

Segundo a revista Forbes, Aliko Dangote é o homem mais rico em África e o 76.º em todo o mundo, com uma fortuna de 16 mil milhões de dólares feita no sector dos cimentos. Já Isabel dos Santos é a mulher com maior fortuna no continente, com dois mil milhões de dólares.


Fonte: Sol, 01 de Novembro de 2013

Ler (José Craveirinha) uma belíssima poesia nossa irmã (Por Isabel Pires de Lima)


José Craveirinha, poeta moçambicano recentemente falecido, aos 80 anos, é uma das vozes fundadoras da literatura moçambicana. Xigubo(1964) foi o seu primeiro livro, logo apreendido pela PIDE, ao qual se seguiram muitos outros de que se destaca Karingana ua Karingana, Cela 1, Maria. Muito premiado nacional e internacionalmente (prémio Camões em 1991), foi um embaixador da literatura moçambicana no mundo.

A sua poesia canta a revolta, a raiva, o amor, a solidariedade e faz a denúncia frontal da injustiça social e racial, como testemunham estes versos do poema "Grito negro":

Eu sou carvão.

Tenho que arder

Queimar tudo com o fogo da minha

Combustão.

Sim!

Eu sou o teu carvão, patrão.

E canta um ideal de mestiçagem harmoniosa, que de resto o marca biologicamente, filho que foi de pai algarvio branco e de mãe ronga negra, mestiçagem cultural espelhada no poema, "A fraternidade das palavras", que termina assim :
E eis que num espasmo

de harmonia como todas as coisas

palavras rongas e algarvias ganguissam

neste satanhoco papel

e recombinam em poema.

Craveirinha foi um apaixonado pela língua portuguesa que cultivou com exaustivo trabalho e que aprendeu a amar pelos lábios desse pai algarvio, colono pobre, cuja voz grave relembra "recitando Guerra Junqueiro ou Antero", a quem ele dedicou um extraordinário poema intitulado "Ao meu belo pai ex-emigrante", no qual garante:

(...) não esqueço

meu antigo português puro

que me geraste no ventre de uma tombasana

eu mais um novo moçambicano

semiclaro para não ser igual a um branco

qualquer

e seminegro para jamais renegar

um glóbulo que seja dos Zambezes do

meu sangue.

Perdemos, moçambicanos e portugueses, um grande poeta de língua portuguesa. Sugiro a leitura da sua poesia, que está publicada entre nós pela Editorial Caminho, e garanto que terão a confirmação dos seguintes versos seus:
Amigos:

as palavras mesmo estranhas

se têm música verdadeira

só precisam de quem as toque

ao mesmo ritmo para serem

irmãs.

Descobrirão ou redescobrirão, os que já o leram, uma belíssima poesia nossa irmã.

Acção Socialista - 9/4/2003

PCP foi "tragédia" no processo de descolonização (Pacheco Pereira)


O historiador português José Pacheco Pereira considera que a intervenção do PCP em Portugal e junto dos movimentos independentistas nas ex-colónias portuguesas em África foi "trágica" para a história recente desses países.

Pacheco Pereira considera que "a herança, quer do colonialismo, quer do PCP, enquanto partido comunista nas colónias portuguesas, é de facto trágica".

Numa palestra subordinada ao tema "As relações dos movimentos de libertação com a oposição portuguesa", Pacheco Pereira defendeu ainda que um debate desapaixonado sobre a história recente pressupõe a emergência de uma "nova geração" e a abertura dos arquivos do PCP e de partidos como a FRELIMO (Moçambique) e MPLA (Angola).

"Se o PCP não tivesse o papel que teve em Portugal o caso de Angola, por exemplo, teria sido muito diferente porque o acordo inicial em Angola é assinado com três movimentos e a independência é feita por um, com tropas cubanas", disse Pacheco Preiera, acrescentando: "Em Moçambique, a FRELIMO comportou-se como um partido único realizando toda uma série de violências que criaram o caldo de cultura para o conflito civil que houve mais tarde com a RENAMO e praticamente destruiu Moçambique".

Para Pacheco Pereira, "a herança, quer do colonialismo, quer do PCP enquanto partido comunista nas colónias portuguesas é de facto trágica".

"Como aconteceu em muitos sítios, em África destruiu infra-estruturas, fez com quem em muitos desses países as pessoas ficassem mais pobres do que eram no tempo do colonialismo", disse o historiador.

Para Pacheco Pereira, autor de uma biografia em vários volumes do falecido dirigente comunista Álvaro Cunhal, a acção do PCP no pós-independência, designadamente enquanto instrumento da extinta União Soviética, influenciou ainda as guerras civis que posteriormente assolaram e arruinaram as ex-colónias africanas de Portugal.

"Uma das heranças que o PCP e a União Soviética deixaram, em muitos aspectos trágica, foram partidos e regimes comunistas. Basta olhar para a bandeira de Angola, para a bandeira de Moçambique para ver a simbologia comunista, uma versão da foice e do martelo", sublinhou.

Pacheco Pereira considerou não ser ainda possível "tirar uma conclusão" sobre a acção do PCP em Portugal no período que se seguiu ao 25 de Abril - se a simples tomada do poder para instauração de um regime do tipo comunista, se a criação de agitação que acelerasse, em condições favoráveis para Moscovo, a entrega das possessões ultramarinas, se ambas.

"Não se pode ainda tirar uma conclusão, mas penso que alguns quadros do PCP objectivamente quiseram tomar o poder em Portugal. Não estou a dizer que fosse essa a orientação da União Soviética", observou Pacheco Pereira, referindo que o PCP teve "enorme importância na génese dos movimentos de libertação", embora essa importância não tenha sido "a mesma para Angola, Guiné ou Moçambique".

Por outro lado, acrescentou, em 1953, os estudantes africanos ligados ao PCP, que mais tarde protagonizaram as lutas pela independência dos respectivos países, fizeram um "movimento de ruptura" recusando ser "apenas uma parte de um movimento português".
Fonte: Lusa

Autor: África Today/CB

Data: 02 / 10 / 2008