28 de maio de 2013

Mia Couto gostaria de usar Prémio Camões a favor de jovens escritores moçambicanos



O escritor Mia Couto disse hoje que gostaria de usar o valor do Prémio Camões para desenvolver um projeto que dê "espaço aos jovens escritores moçambicanos", algo que, considera, Moçambique não dispõe nesta altura.

"Gostaríamos (o escritor e os seus irmãos) muito de poder intervir (...) em áreas junto do livro, dos jovens escritores que não têm espaço", disse Mia Couto, quando falava, em Maputo, numa conferência de imprensa a propósito do Prémio Camões, que lhe foi atribuído ontem.

Segundo Mia Couto, "todas as semanas", algum jovem escritor lhe bate à porta com um "manuscrito para mostrar", o que lhe causa "muita impressão", pois revela "uma grande solidão", uma vez que "essas pessoas" não têm com quem partilhar a "preocupação" do valor da obra.

"Não existe instituição em Moçambique que possa receber esta gente, que possa organizar um momento que é essencial, que é alguém escutar, olhar aquele texto preparado pelo jovem e poder ver se ali há uma potencialidade de alguém que pode ser amanhã um escritor", disse.

Mia Couto "feliz e comovido" por vencer Prémio Camões




Mia Couto distinguido com o Prémio Camões 2013



O escritor moçambicano, Mia Couto, é o 25º vencedor do prémio Camões.

Prémio Camões foi hoje atribuído a Mia Couto, disse à Lusa a Secretaria de Estado da Cultura.

Mia Couto é o vencedor da 25.ª edição do prémio, que distingue um autor da literatura portuguesa.

O anúncio do vencedor foi feito hoje, no Rio de Janeiro, onde o júri se reuniu.

O júri integrou os escritores José Eduardo Agualusa e João Paulo Borges Coelho, o jornalista José Carlos Vasconcelos, a catedrática Clara Crabbé Rocha, o crítico Alcir Pécora e o embaixador e membro da Academia Brasileira de Letras Alberto da Costa e Silva.

A reunião decorreu no Palácio Gustavo Capanema, sede do Centro Internacional do Livro, Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Prémio criado em 1988

O Prémio Camões foi criado em 1988 por Portugal e pelo Brasil para distinguir um autor de língua portuguesa que, "pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum".

Em 2012 foi atribuído ao escritor brasileiro Dalton Trevisan e no ano anterior ao escritor português Manuel António Pina.

Ferreira Gullar (2010), Arménio Vieira (2009), António Lobo Antunes (2007), Sophia de Mello Breyner Andresen (1999), Pepetela (1997), José Saramago (1995) e Jorge Amado (1994) também já foram distinguidos com o Prémio Camões que, na primeira edição, reconheceu a obra de Miguel Torga.

Em 2006, o escritor angolano José Luandino Vieira recusou o prémio.

Ana Paula dos Santos não teria tema de conversa com Michelle Obama (Carlos Alberto)


Montreal - Ana Paula dos Santos tem parcerias milionárias em “incontáveis” empresas angolanas e estrangeiras. E em empresaria de sucesso na área de construção, diamantes, petróleo, banca, aviação, agricultura (…) Recentemente assumiu que é a presidente da empresa Lunar-DT que vai fazer o novo “ fardamento" da TAAG.

"Ditador e a ditadora"


A primeira-dama de Angola, tem participado afincadamente em varias iniciativas culturais entre elas com grande ênfase na realização de espectáculos de miss em Angola em todos os níveis - municipais, províncias e diáspora - . Porém, a criatividade da esposa de Eduardo dos Santos alarga em conhecimentos aprofundados em operações plásticas e com grande destaque das melhores clínicas de beleza no Brasil.

Portugal deve devolver investimentos angolanos ilícitos (David Mendes)



Lisboa - O advogado angolano David Mendes disse esta sexta-feira, em Lisboa, que Portugal compactua com a corrupção em Angola ao aceitar investimentos com origem ilícita deste país, instando o Estado português a investigar e devolver estes recursos à Angola.


«Facilmente pode-se chegar à conclusão que Portugal tem interesse em que este grupo que sustenta a corrupção em Angola continue (a atuar), porque entram em Portugal, semanalmente, quase 40 milhões de dólares» (30,9 milhões de euros), disse Mendes, que integra também a Associação Mãos Livres.

O advogado angolano fez estas declarações à margem de uma audiência pública, organizada pela eurodeputada socialista Ana Gomes, em que se discutiu um relatório sobre corrupção em Angola.

O documento, da Corruption Watch e da Associação Mãos Livres, aponta o alegado envolvimento de figuras do regime angolano, incluindo o Presidente angolano José Eduardo dos Santos, e intermediários num contrato que terá lesado Angola em mais de 700 milhões de dólares (541 milhões de euros), num acordo para restruturar a dívida de Angola à Rússia que data dos anos de 1990.

«O fluxo de dinheiro de Angola para Portugal é superior aos investimentos feitos em Angola», afirmou Mendes.

25 de maio de 2013

Platão, Jean Jacques Rousseau, Martin Luther King Jr., Victor Hugo

A Miss Prada do Parlamento

Os carenciados

Não, não temos um Tiririca!




Foto by MOZ (retirada da Internet)


Não, não temos um Tiririca! (in O JUMENTO)

«Pessoa que provoca o riso ou não pode ser levado a sério.» Dicionário Houaiss

Portugal não tem dinheiro e quem não tem dinheiro não tem vícios, quem tem muito dinheiro é o Brasil e é natural que aquele país tenha vícios, não só tem vícios como se dá ao luxo de ter um Tiririca no parlamento. Nós no parlamento não temos tiriricas, temos juristas, doutores de muitas artes e múltiplos empregos, mas Tiririca não temos, mesmo que algum o tentasse ser não o conseguiria, quem vai achar graça a gente tão séria e circunspecta, ainda por cima em tempos de crise em que rir é quase uma manifestação de subversão, veja-se a forma estranha como o Gaspar reagiu às gargalhadas, como se rir fosse algo tão condenável como mostrar o pirilau em público.

Se no parlamento não conseguimos ter um Tiririca muito menos o teríamos no Palácio de Belém, se no parlamento é tudo entediante imagine-se o Palácio de Belém, por ali se alguém ri à gargalhada arrisca-se a que lhe caia um pedaço, no mínimo, a que se estrague um penteado. É mais fácil encontrar alguém a rir às três da manhã no Museu da senhor Tussaudus, em Nova Iorque, do que ouvir alguém a rir à gargalhada no Palácio de Belém.

O monstro sem paralelo (José Goulão)


As instituições europeias criaram um monstro, um instrumento ditatorial ao serviço do neoliberalismo, a polícia da sociedade para zelar pela anarquia financeira: o Banco Central Europeu.

O BCE já existia, como banco central da Zona Euro, à imagem da Reserva Federal norte-americana, herdeiro da estrita política monetária imposta pelo Banco Central Alemão na fase neoliberal da Alemanha do marco.

Agora as instituições europeias dotaram-no com novos poderes, o de supervisão da união bancária dentro da Zona Euro, fiscal dos comportamentos bancários em prol dos interesses privados, quanto mais poderosos melhor.

Temos assim o BCE dono e senhor da política monetária dos 17 países da Zona Euro, supervisor da actividade bancária nesses mesmos países e ainda membro da troika para fazer cumprir, através do artifício do combate às dívidas soberanas, a liquidação da soberania das nações com maiores dificuldades e menor influência no espaço da moeda única.

Não é preciso ter formação económica ou conhecimento profundo dos meandros dos mercados para perceber que este BCE é o epicentro de graves conflitos de interesses.

Basta o senso comum para entender que desenvolver todas as actividades enunciadas, principalmente as de supervisão bancária e definição da política monetária, é mais ou menos a mesma coisa que deixar o lobo a tomar conta do galinheiro.

22 de maio de 2013

Serviço Nacional de Saúde


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Duas moçambicanas queixam-se de não poder usar mesmo apelido de líder da Renamo


Chimoio, 22 mai (Lusa) - Duas mulheres moçambicanas queixam-se de terem sido "forçadas" a retirar os seus apelidos dos documentos de identificação, alegadamente por coincidirem com o do líder da oposição da Resistência Nacional de Moçambique (Renamo).

As irmãs, de 22 e 27 anos, de idade disseram à Lusa que foram "obrigadas a apagar" com uma lâmina das suas certidões o apelido Marceta, que herdaram do bisavó paterno, quando procuravam renovar seus Bilhetes de Identidade (BI) nos serviços de identificação de Chimoio, no centro de Moçambique.

"Primeiro, foi comigo, quando fui obrigada a comprar a lâmina e a raspar o meu apelido. Há duas semanas, a mesma coisa aconteceu com a minha irmã, supostamente por o nome ser igual ao do líder da oposição", disse à Lusa uma das mulheres, falando na condição de anonimato.

Afonso Macacho Marceta Dhlakama é o histórico líder da Renamo, dirigindo o principal partido da oposição em Moçambique desde 1979.

A magia da electricidade


Entre os sacos de carvão e a lenha, surge um pequeno sonhador. João tem 14 anos e enquanto os pais cuidam da machamba e dos irmãos mais novos, ele vende lenha para ajudar nas despesas de casa.

Ele vive em Impaputo onde frequenta o ensino primário. Tem o sonho de se tornar engenheiro electricista e desta forma garantir energia eléctrica para sua família a e comunidade.

Sapo MZ

19 de maio de 2013

Tarrafal de Santiago: Força da natureza



Uma árvore ergue-se no meio do pátio de uma casa em Tarrafal de Santiago. O tronco da planta passou as paredes do muro em volta da casa para invadir o passeio da rua.

Sapo CV

Adoção do cabo-verdiano como língua oficial, a par do português


Fórum recomenda adoção do cabo-verdiano como língua oficial, a par do português

Cidade da Praia, 19 mai (Lusa) - O cabo-verdiano deve juntar-se ao português como língua oficial de Cabo Verde, devendo, para tal, serem aceleradas as discussões em redor do tema, concluíram hoje os participantes num fórum parlamentar sobre o bilinguismo no arquipélago.

Projeto há longos anos em discussão, a oficialização do crioulo de Cabo Verde como língua nacional do arquipélago, ao lado do português, não tem avançado, face às diferentes variantes de uma língua que, apesar de ter base gramatical, ainda é alvo de fortes divergências entre os falantes das nove ilhas habitadas no país.

No fórum, intitulado "Por Um Bilinguismo Social Efetivo: A Oficialização da Língua Cabo-Verdiana", que decorreu na Cidade da Praia, a justificação na base da oficialização está a imperatividade de os cidadãos cabo-verdianos terem o dever de conhecer as línguas oficiais e o direito de usá-las.

"O bilinguismo desafia os poderes públicos para políticas linguísticas inovadoras", apelaram os participantes, que defenderam que o Estado deve promover a construção progressiva do bilinguismo social efetivo das duas línguas em Cabo Verde.

Não fosse o mar um dos fortes de Luanda


Da Fortaleza de Luanda, agora Museu das Forças Armadas, é possível contemplarmos a beleza e imensidão do mar na capital. Um vista que vale mesmo a pena e tem sabor a descanso numa tarde de sol de domingo.

Sapo AO

Angola: Recordar é viver



Quem nunca teve um destes? E funciona...

Sapo AO

Maputo: Dona Amélia, a anfitriã de hortícolas


Todos os dias chega ao mercado às 07h e monta a sua banca de hortícolas e frutas. Dona Amélia Josina é uma das mamanas mais antigas e queridas do mercado do povo.

Engajada desde cedo nos movimentos da Organização da Mulher Moçambicana, ela não abre mão de ser vendedora e carrega o orgulho de ser moçambicana no coração.

Sapo MZ

Apuramento de responsabilidades


A brincadeira acabou, a experiência promovida por funcionarecos que usaram Portugal para experiências de política económica enquanto os líderes das organizações da troika andaram em jantaradas falhou e está quase a levar o país ao colapso, não há multinacional dos pastéis de nata, o crescimento anunciado por Gaspar e apregoado por Cavaco primeiro para 2012, depois para 2013 e mais recentemente para 2014 é para esquecer, o país entrou em recessão e em depressão e não vale a pena andar a brincar aos país reunindo um Conselho de Estado inútil para discutir o pós o que quer que seja.

O mais grave é que se isto fosse um crime, coisa que em Portugal como se sabe não é pois crime é roubar um papo-seco, teríamos que fazer uma acusação contra desconhecidos pois vivemos num mundo de mentiras. Quem tudo fez para Portugal ser entregue à troika, qual o papel de Durão Barroso na opção pela austeridade, quem escolheu e quem representa Vítor Gaspar, o memorando é revisto por exigência da troika ou por fundamentalismo troikista de Passos Coelho, o ajustamento visou a crise financeira ou foi orientado para um imbecil poder impor ao país uma constituição feito por um velho manifestante das exibições públicas da Falange espanhola.

Este Governo não é para velhos (nem para novos) por Nuno Saraiva


Paulo Portas pode dar as piruetas que quiser, fazer as coreografias que entender, gritar que é "politicamente incompatível" com a taxa de sustentabilidade das pensões. Pode até fazer o pino no Palácio das Necessidades ou jogging em Caracas que o "cisma grisalho" que jurou querer evitar já está instalado.


Depois de ter conseguido virar trabalhadores do sector privado contra funcionários públicos, o Governo segue agora a mesma receita de casta, isto é, virar os novos contra os velhos, confrontando os "grisalhos" com a acusação de que vivem - só falta dizer criminosa e parasitariamente - à custa dos descontos de quem está hoje no ativo. A pretexto da solidariedade intergeracional - como se ela existisse apenas num sentido -, pretende-se fazer crer que a Segurança Social só terá futuro se as expectativas de quem, com carreiras contributivas mais ou menos longas, conquistou o direito a viver o que resta da vida com dignidade e tranquilidade forem agora defraudadas. Como se, nos últimos dois anos, os pensionistas tivessem ficado isentos da austeridade. Como se, num país onde existem mais de um milhão de desempregados - mais de 40% são jovens - e em que só 44% recebem subsídio de desemprego, não fossem os reformados a contribuir para que não falte o pão na mesa a filhos, noras e netos. Isto também é, como é óbvio, solidariedade entre gerações.

A cidade diamante (josé Ribeiro)


Os diamantes são eternos e Saurimo, a cidade diamante, ficou gravada eternamente na minha memória quando, jovem repórter, acompanhei o Presidente Neto numa viagem ao Leste, depois de regressar de Maputo, onde gozou umas curtas férias. Desde então, a cidade passou a ser um marco importante na minha carreira profissional, que é curta e modesta, comparada com os grandes jornalistas que conheço e com quem sempre procuro aprender.

“Porque não cobriram esta reunião?”, Neto tinha acabado de se reunir com os dirigentes da província e estava mesmo à nossa frente, a perguntar. Foi em 1977, a primeira vez que o vi de perto, depois da histórica proclamação da Independência. Naqueles anos, o país precisava de sarar as feridas trazidas da luta de libertação e a Lunda-Sul era uma nova unidade administrativa. Saurimo vinha da época colonial como um centro económico importante e Neto, sabendo disso, fez questão de ir, pessoalmente, à sede da UNITA, propor a Savimbi a unidade entre os dois movimentos de libertação para a travessia da transição. Debalde! As dificuldades da época tornaram-se maiores, a cidade ficou com a vida económica parada e a Independência teve de ser arrancada. Nós, os repórteres, dormimos naquele dia no Hotel Galito, sem lençóis nem luz. De manhã, acordámos com mordidelas de percevejos. Mas o ar de Saurimo, fresco, fez-nos recuperar as forças.


A cidade diamante tem uma História com futuro. Os habitantes de Saurimo têm orgulho nesta cidade fundada por Henrique de Carvalho, o enviado do rei de Portugal à Mussumba do Muata Iânvua. A cidade está na encruzilhada da viagem feita no início do século XX pelo explorador português, deixada em vasta obra literária. Henrique de Carvalho foi de Luanda ao Cuango, partiu depois para Chipaca e daí alcançou Luembe. Concluiu a expedição em Calanhi, depois de abraçar o imperador Muata Iânvua (ou Muatiânvua). A portentosa Lunda foi então desenhada entre o Cuango, a Bota do Dilolo e as terras mágicas de Saurimo.

Barroso, Cavaco, Kopelipa e o Pacóvio dos quatro Ferraris



Londres - Tanto em Angola como em Portugal, os cidadãos informados têm plena consciência que o regime angolano manda e pode em terras de Camões. Falta apenas conquistar, em absoluto, uns desagradáveis magistrados.

Cavaco Silva inaugurou emprendimentos do general Prébuild

Recentemente, o Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, um velho camarada do regime angolano, baixou instruções a um selecto grupo de correligionários, para a criação de um grupo de lóbi a favor do reforço da presidência do eng. José Eduardo dos Santos junto da União Europeia.

A conselheira de Durão Barroso, Sónia Neto, é a principal animadora do projecto. Por sua vez, esta investiu no eurodeputado português pelo PSD, Mário David, para servir de ponta de lança do referido lóbi. O PSD é parte da família do PPE, de direita, o principal grupo parlamentar no Parlamento Europeu, no qual o lóbi se ancora.

13 de maio de 2013

Moçambique: Cidade de Maputo

Hotel Polana Serena em Maputo

Maputo visto da outra margem



A cidade de Maputo vista da margem do do rio, em Catembe. A paisagem transfigura-se para quem a vê é de uma beleza única e indiscritível.

Sapo MZ

Agostinho Neto, lutador sanguinário e a versão União Soviética


Russia - As relações entre Agostinho Neto, dirigente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), e os dirigentes da União Soviética poucas vezes foram pacíficas. Os documentos dos arquivos soviéticos revelam que a desconfiança mútua era uma das principais razões para a conflitualidade entre as partes.

Isso é particularmente evidente nas vésperas do 25 de Abril de 1974, num período de crise que teve início em 1972 e só terminou em 1975, quando Angola adquiriu a independência.

Nos finais de 1972, Agostinho Neto assinou um acordo com Holden Roberto com vista à criação de uma frente unida do MPLA e da FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola), onde Neto teria aceite ser o "número dois" da nova organização.

Esta notícia foi mal recebida em Moscovo. Piotr Evsiukov, funcionário do Departamento de Relações Internacionais do Comité Central do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), escreveu a propósito: "Esse passo desorientou completamente os partidários e membros do MPLA, bem como a nós."

Apenas despedimentos (Pedro Marques Lopes)



«Vinte mil, trinta mil, cinquenta mil. Não passa um dia sem que apareça uma nova versão sobre quantos serão os funcionários públicos a despedir. E não vale a pena lembrar as palavras enfaticamente proferidas pelo ministro Portas sobre "as rescisões serem de mútuo acordo". São pura e simplesmente despedimentos, como todos sabemos, inclusive o líder do CDS. Não há necessidade de lhes chamar requalificações e convinha mesmo não insultar a inteligência das pessoas dizendo que essas pessoas não receberão salário mas mantêm o vínculo ao Estado, logo não são despedidas - esta mania governamental da mentirinha, da meia verdade, dos eufemismos, chega a causar quase tanta indignação como as políticas propriamente ditas.

Porém, ninguém do Governo foi ainda capaz de explicar qual a razão para estarmos a falar de vinte ou cinquenta mil despedimentos na função pública.

Guerra civil não declarada



Ainda que sem assumir a forma de conflito armado o país já foi lançado numa guerra civil, ainda que não declarada e sem que as barricadas estejam totalmente definidas. O governo, ou alguns ministros do governo decidiram actuar como se em democracia a maioria pudesse governar sem respeitar regras, como se a legitimidade do governo viesse de três fulanos com ar de parvos que de vez em quando aparecem por cá, como se o Gaspar em vez de ter de responder perante o parlamento para o qual não foi eleito, tivesse de prestar contas ao ministro das Finanças que é quem o mantém.

Os extremistas do governo declararam que o país deixou de ter regras e que a Constituição apenas está em vigor se for para ajudar a violar a lei e permitir a candidatura dos autarcas do PSD que querem desrespeitar a lei candidatando-se a mais mandatos do que os permitidos. Para tudo o resto, principalmente para a defesa dos mais elementares direitos dos cidadãos o Tribunal Constitucional está a mais e se ousar questionar as decisões do Vítor Gaspar o ministro das Finanças leva o primeiro-ministro a Belém para que Cavaco meta o país na (sua) ordem.

Desigualde entre ricos e pobres!!!



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Eu sabia... Jesus só podia ser português!!!



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12 de maio de 2013

Os gandulos



Os gandulos responsáveis por todos os males deste país não são os banqueiros, os donos das empresas de obras públicas, os políticos corruptos, os autarcas oportunistas e gastadores, os directores-gerais e boys incompetentes, os negociantes de empresas duvidosas. Não, os gandulos são os médicos, os cirurgiões, os soldados, os bombeiros sapadores, são professores do ensino básico, educadores de infância, auxiliares educativas, professores do ensino superior, motoristas de ambulâncias, inspectores do fisco, pilotos de helicópteros de salvamento, oficiais da armada, pilotos aviadores, directores clínicos, magistrados, soldados da GNR, inspectores da polícia judiciária, são dezenas e dezenas de profissão cujo objectivo é desviar o dinheiro dos portugueses.

A espera de milagres...

Bruxelas estuda adoptar modelo do Chipre para resgatar bancos em crise


A possibilidade de cativação dos depósitos bancários nos países em dificuldade - a exemplo do que sucedeu no plano de resgate a Chipre - voltou a estar na ordem do dia, por iniciativa do eurodeputado Nuno Melo. O centrista interpelou a Comissão Europeia sobre este projeto e, como resposta, Bruxelas admitiu que, em casos de resgates internos, os depósitos acima de cem mil euros sejam reduzidos ou convertidos em ações do banco em crise.

O limite de cem mil euros justifica-se porque em toda a União Europeia, os depósitos de particulares até esse montante estão garantidos. Ou seja, existem mecanismos que permitem ressarcir os depositantes até àquele montante no caso de falência do banco onde os valores estão depositados. Assim, não faria sentido ‘congelar’ ou ‘nacionalizar’ depósitos até esse valor revertendo-os a favor do banco em dificuldades, quando depois o fundo teria de indemnizar esses mesmos depositantes, muitas vezes com recurso a dinheiro do Estado se o fundo não tivesse a capitalização suficiente.

GNR: 122 mil euros para medalhas

O PODER DESTE PAÍS ENLOUQUECEU

GNR: 122 mil euros para medalhas

A GNR fez concurso público e um ajuste direto para a aquisição de 4800 medalhas, além de mil fivelas para medalhas de assiduidade pública, no valor de 122 mil euros para os próximos três anos. No pacote destacam-se 50 medalhas D. Nuno Álvares Pereira – destinadas a oficiais generais ou coronel – no valor de 10 750 €, uma média de 215€ por medalha. A GNR garante que poupou dinheiro.

QUANDO HÁ GENTE COM FOME, SEM PODER PAGAR A RENDA DE CASA E SEM DINHEIRO PARA MEDICAMENTOS CHEGAM-NOS NOTÍCIAS DESTAS. FANTOCHADAS!

ASSIM SE DESRESPEITA O POVO PORTUGUÊS. QUANDO É QUE VOLTAMOS A PEGAR EM ARMAS?

Fonte: A especiaria

Carta da Marisa Moura à administração da Carris



Exmos. Senhores José Manuel Silva Rodrigues, Fernando Jorge Moreira da Silva, Maria Isabel Antunes, Joaquim José Zeferino e Maria Adelina Rocha,

Chamo-me Marisa Sofia Duarte Moura e sou a contribuinte nº 215860101 da República Portuguesa.

Venho por este meio colocar-vos, a cada um de vós, algumas perguntas:

Sabia que o aumento do seu vencimento e dos seus colegas, num total extra de 32 mil euros, fixado pela comissão de vencimentos numa altura em que a empresa apresenta prejuízos de 42,3 milhões e um buraco de 776,6 milhões de euros, representa um crime previsto na lei sob a figura de gestão danosa?

Terá o senhor(a) a mínima noção de que há mais de 600 mil pessoas desempregadas em Portugal neste momento por causa de gente como o senhor(a) que, sem qualquer moral, se pavoneia num dos automóveis de luxo que neste momento custam 4.500 euros por mês a todos os contribuintes?