20 de maio de 2012

Moda de pulseiras feitas de preservativos femininos compromete luta contra a sida



Chimoio, Moçambique, 19 mai (Lusa) - Ivete Santos, 16 anos, passa numa rua de Manica, Moçambique, de uniforme escolar, na companhia de amigas, mochila às costas e um brilho no seu pulso esquerdo: seis argolas de preservativos femininos, que ela usa como pulseiras.

"Agora, tornou-se moda andar com estas pulseiras entre as meninas. Veja que no meu grupo (cinco raparigas) só ela não tem. O que me encanta é o brilho que isso tem quanto mais molhas no banho", diz Ivete à Lusa.

A moda de uso de argolas de preservativos femininos entre as raparigas, nas províncias de Sofala e Manica, centro de Moçambique, tem vindo a preocupar as autoridades de saúde, justificando que a "onda das pulseiras" pode comprometer esforços na luta contra a propagação do HIV-SIDA.

Não raras vezes, nas ruas de Chimoio e da Beira, veem-se raparigas com seis a oito "pulseiras" no braço ou o dobro quando optam por usar nos dois pulsos. Cada preservativo feminino tem duas argolas, mas apenas a inferior é aproveitada como "pulseira".

Moçambique: Hoje é dia internacional dos museus



Assinala-se hoje, dia 18 de Maio, o dia internacional dos museus. Os museus são importantes instituições que mostram, transmitem, preservam os hábitos e costumes das nossas gerações no mundo.

Moçambique: A caminho do Songo


No Centro e Norte do País a realidade que se vive é bem diferente da capital, Maputo. Durante a viagem a Songo, província de Tete, deparamos com uma situação um pouco anormal para quem sai da cidade para o campo, mas normal para quem vive por aquelas bandas. Ou seja, a venda de gasolina em garrafas de um litro, sejam elas de refrigerantes, sumos, água e outras. O importante aqui é garantir o negócio e satisfazer as necessidades básicas da população.

“Há pessoas que gostariam que continuássemos colonizados e pobres”


“Há pessoas que gostariam que continuássemos colonizados e pobres”

O Presidente da República, Armando Guebuza, escalou, ontem, a localidade de Mulotana, no distrito de Boane, no âmbito da presidência aberta que vem efectuando na província de Maputo, desde a passada quarta-feira. A edição 2012 da chamada presidência aberta - marca da governação de Guebuza desde o primeiro ano de mandato - incide nos postos administrativos, localidades e povoações.

Em Mulotana, Guebuza dirigiu um concorrido comício popular, onde lançou críticas a “pessoas” que, na sua opinião, se têm engajado a subverter o valor das conquistas do povo moçambicano, desde o significado da luta de libertação nacional, passando pelo sentido da independência, desaguando no combate à pobreza.

Logo no início da sua intervenção, Armando Guebuza disse que queria, antes de mais, “lembrar” que todos os moçambicanos estavam na mesma batalha e “unidos” na luta contra a pobreza. “É essa unidade que nos fez vencer as grandes dificuldades que tivemos no passado. Sem a unidade, não estaríamos onde estamos hoje”, disse Armando Guebuza, para de seguida lançar o seguinte recado:

“Há pessoas que pensam que a independência chegou porque tinha que chegar, que não era necessário lutar por ela; que nós, automaticamente, ficaríamos independentes. A maior parte dessas pessoas que pensam assim fazem-no por ignorância, na medida em que não conheceram a dominação estrangeira”.

Hoje, o Presidente Guebuza escala, a disputada localidade da Ponta de Ouro, no distrito de Matutuíne, onde será confrontado com questões ligadas a disputas de terra entre nativos e empresários nacionais e estrangeiros.

Sapo MZ, 18 de Maio de 2012

Como se Levanta um Estado (Oliveira Salazar, 1936)


Transcrição de parte do primeiro capítulo de um livro agora posto à venda em Portugal, e que data

"O irregular e promíscuo funcionamento dos poderes públicos é a causa primeira de todas as outras desordens que assolam o país.

Independentemente do valor dos homens e das suas intenções, os partidos, as facções e os grupos políticos supõem ser, por direito, os representantes da democracia. Exercendo de facto a soberania nacional, simultaneamente conspiram e criam entre si estranhas alianças de que apenas os beneficiários são os seus militantes mais activos.

A Presidência da República não tem força nem estabilidade.

O Parlamento oferece constantemente o espectáculo do desacordo, do tumulto, da incapacidade legislativa ou do obstrucionismo, escandalizando o país com o seu procedimento e, a inferior qualidade do seu trabalho.

Aos Ministérios falta coesão, autoridade e uma linha de rumo, não podendo assim governar, mesmo que alguns mais bem intencionados o pretendam fazer.

A Administração pública, incluindo as autarquias, em vez de representar a unidade, a acção progressiva do Estado e a vontade popular é um símbolo vivo da falta de colaboração geral, da irregularidade, da desorganização e do despesismo que gera, aré nos melhores espíritos o cepticismo, a indiferença e o pessimismo.

Directamente ligada a esta desordem instalada, a desordem financeira e económica agrava a desordem Política, num ciclo vicioso de males nacionais. Ambas as situações somadas conduziram fatalmente à corrupção generalizada que se instalou..."


O que acabaram de ler não é cópia de nenhum artigo do "Público", "Diário de Notícias", "Correio da Manhã", "Expresso" ou de qualquer revista.

Nem sequer é da minha autoria.

Contudo, é actual.
Li-o, gostei e aconselho-o!

Recebido por e-mail. Reencaminhe

Portugal: A história incompleta de Duarte Lima



Desde os anos 80 que Duarte Lima está envolto em negócios e em contradições. Enriqueceu rapidamente e, apesar dos rendimentos inexplicados e de aparentes esquemas para esconder o património, nunca foi acusado pela Justiça

BOLSA

Esta é a versão de Duarte Lima para ter começado a enriquecer: em 1987 apostou 20 mil contos (¤100 mil) na Bolsa de Lisboa.Em dois anos..., terá tido 80 mil contos de lucro líquido, aproveitando a euforia dos mercados.

VIA VENETTO

Nesse ano, o advogado compra um andar de luxo no edifício Via Venetto, situado na avenida João XXI, em Lisboa (antes vivia num modesto andar em Linda-a-Velha, que venderia por 8 mil contos em 1989). Com uma área de 300m2. Lima disse que o comprou por 36 mil contos. O construtor afirmou que foi por 50 mil contos. Nunca se soube ao certo o valor real. O advogado não celebrou o contrato de compra e venda e, aproveitando um buraco na lei, também não pagou o imposto de sisa. O Via Venetto é do construtor José Cristóvão, que se recusou a falar ao Expresso.

Até motorizadas carregadas de marfim circulam em Cabo Delgado



O à vontade com que actuam os furtivos no Parque Nacional das Quirimbas, em Cabo Delgado, leva-os a usarem de todos os meios de transporte, incluindo motorizadas, com as quais circulam nas estradas nacionais da província, com aparente impunidade.

As autoridades daquela área de conservação, que abrange seis distritos do centro da província, acabam de revelar que, numa missão de rotina, surpreenderam dois indivíduos furtivos na posse de duas pontas de marfim, na aldeia de Bangala-2, distrito de Macomia.

Os furtivos faziam-se transportar numa mota de marca Lifo, com a chapa de matrícula CMCN 357-07, que ostentava o nome MUTERUA, que se pensa seja a identificação do proprietário da mesma. Os dois, segundo informações obtidas no local, estariam em trânsito em direcção à vila-sede de Macomia.

1 de maio de 2012

Escola Comercial Dr. Azevedo e Silva

 
 
Fonte: Arquivo Pessoal

Portugal: A Pérola do Rossio em Lisboa

Previsões de ministro (Manuel Catarino)


O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, foi um estudante aplicado – um dos melhores em álgebra: surpreendia professores e colegas pelo domínio invulgar sobre radicais e primitivas.

Era imparável nas contas de cabeça. Um prodígio. Chegou a ministro das Finanças - tenazmente adepto da política monetarista, que manda combater a crise com austeridade. A dura realidade por esta Europa fora já se encarregou de demonstrar o fracasso da receita - mas Vítor Gaspar não se deixa impressionar pelos factos: continua, cego e surdo, fiel à sua teoria.

Deu-lhe agora para fazer previsões, optimistas, para 2015 - o ano do milagre. Arrisca-se a ficar na História como um Zandinga da Economia.

Correio da Manhã, 1 de Maio 2012

Há alternativa (Paulo Morais)


A austeridade que fustiga os portugueses, com aumento de impostos e redução de salários, é perfeitamente evitável. Desde que o governo opte por outro tipo de medidas, que penalize menos os cidadãos e as empresas, retire privilégios aos poderosos e altere de facto a estrutura de despesas do Estado.

Em primeiro lugar, devem ser renegociadas todas as parcerias público-privadas rodoviárias, que chegam a ter rentabilidades garantidas superiores a 14%; o Estado terá, desde já, um ganho anual de cerca de três mil milhões de euros. A segunda medida consiste na imediata reestruturação da dívida pública, bastando substituir os contratos de crédito ruinosos, e assim poupar cerca de dois mil milhões. Não é admissível que o Estado continue a pagar anualmente em juros nove mil milhões de euros, mais do que gasta com o Serviço Nacional de Saúde.

Democratas (João Pereira Coutinho)


Chegam as comemorações de Abril e a pergunta é fatal: quem são os donos da revolução? A resposta devia ser óbvia: ninguém e toda a gente. Acontece que em Portugal as coisas nunca foram tão simples: até 1982, Abril pertencia aos quartéis, que tutelavam a vida doméstica.

E depois de 1982, o sectarismo continuou: Abril era da esquerda, e só da esquerda, um espectáculo de ressentimento e ódio que devia cobrir qualquer democrata de vergonha. Nunca cobriu. Pelo contrário: como se viu esta semana, com as ausências de Soares, Alegre e restante tropa-fandanga, a data continua a ser usada para ajustes de contas com inimigos imaginários. E, claro, para passar atestados de menoridade aos portugueses.

Perante isto, a única coisa a lamentar é que não se pondere seriamente suspender para os próximos anos as festividades solenes da revolução. E esperar que as gerações futuras possam honrar o 25 de Abril com a dignidade que manifestamente falta aos nossos ‘democratas’.

Correio da Manhã, 29 Abril 2012

Portugal: A Segurança Social nos anos setenta

Segurança Social: Os anos setenta

A transição para um sistema unificado de segurança social

1. A EVOLUÇÃO LEGISLATIVA ATÉ 1974

Regime de Previdência dos Trabalhadores Agrícolas

Foram legalmente definidas as eventualidades abrangidas pelo regime especial de previdência: doença, maternidade, encargos familiares, invalidez, velhice e morte, tendo-se criado, ao mesmo tempo, um regime transitório de pensões destinado a abranger, de imediato, os trabalhadores agrícolas que à data, estivessem inscritos nas Casas do Povo e se encontrassem em situação de necessidade por motivo de invalidez ou velhice. Esta medida alargou-se, depois, a trabalhadores agrícolas não abrangidos por Casas do Povo e ainda aos produtores agrícolas - (D.L. nº 391/72, de 13/10).

Regime jurídico de algumas prestações

Procedeu-se à alteração do regime jurídico das pensões de sobrevivência, que foram integradas no esquema normal de benefícios da Caixa Nacional de Pensões e das Caixas Sindicais de Previdência e de Reforma (Despacho de 23 de Dez. de 1970, D.R. de 26/01/71), alterando o Regulamento Geral das caixas Sindicais de previdência. Modificou-se, igualmente, o regime jurídico do subsídio de doença (Decreto nº 358/73, de 16 de Junho) de do subsídio por morte - (Decreto nº 178/73, de 17 de Abril).

Portugal: História da Segurança Social

Segurança Social: História - Antecedentes

Um longo processo de construção

Desde a fundação da nacionalidade portuguesa, com clara inspiração nos valores da caridade cristã, por iniciativa de clérigos, de ordens religiosas, de monarcas, de membros da família real, das corporações de mestres e de particulares abastados, assistiu-se ao desenvolvimento de esforços tendentes a dar corpo ao sentimento do dever moral de protecção contra situações de necessidade nos planos individual e familiar.

Assim, até ao fim da Idade Média, a par de meros impulsos de beneficência individual, foi-se desenhando uma organização embrionária da assistência privada, conduzindo à primeira grande reforma da assistência, por iniciativa da rainha D. Leonor que, em Agosto de 1498, fundou, em Lisboa, a primeira Irmandade da Misericórdia. Este novo tipo de instituições – as Santas Casas da Misericórdia – multiplicou-se por todo o País, tornando-se no grande polo da assistência privada, a nível local, nos domínios da saúde e da acção social e cuja obra multisecular chegou pujante até aos nossos dias.