26 de fevereiro de 2012

Alzheimer: Molécula contra doença



Há uma molécula, a 1-11 E2, que está a ser desenvolvida em Itália e poderá ser usada para criar uma vacina contra a doença de Alzheimer. Poderá levar a cabo uma reacção imunitária contra a substância responsável pelas alterações mentais.

in: Lusa, 15 de Janeiro de 2012

Salários Mínimos na Europa

A Troika em Portugal...

Sê bom Português!!!



Recebido por e-mail. Reencaminhem

Fundação Cidade de Guimarães: É fartar vilanagem !!!!


É fartar vilanagem !!!!


23 February 2012 05:40:00

Assunto: Senhas - Fundação Cidade de Guimarães.....

(TENHO VERGONHA, DESTA REPÚBLICA DAS BANANAS)

É SÓ ROUBAR VILANAGEM!!!

E VIVA A DEMOCRACIA...

PARA TOMAR CONHECIMENTO E DAR A MÁXIMA DIVULGAÇÃO....

E VIVA PORTUGAL!!!!!!!!!

CONTRA FACTOS...

Folha salarial da Fundação Cidade de Guimarães

Desequilíbrio de orçamentais e desigualdade de rendimentos são as grandes ameaças para 2012


Os principais riscos para estabilidade global a partir de 2012 são os desequilíbrios orçamentais persistentes e o aprofundar das desigualdades entre ricos e pobres, segundo um relatório do Fórum Económico Mundial (FEM) hoje divulgado.

O relatório consiste nos resultados de um inquérito a 469 «peritos» de todo o mundo, a quem foi pedido que quantificassem a probabilidade e o impacto a médio prazo de uma série de riscos em cinco áreas - economia, ambiente, geopolítica, sociedade e tecnologia.

Na avaliação do relatório 'Global Risks 2012', os seis riscos que, a concretizar-se, teriam maior impacto a nível global são um grande colapso financeiro sistémico, uma crise alimentar, uma grande volatilidade nos preços de produtos agrícolas ou energéticos, uma crise no abastecimento de água, os desequilíbrios orçamentais e as desigualdades.

No entanto, nem todos estes riscos têm o mesmo grau de probabilidade. No relatório do FEM, os desequilíbrios orçamentais e as disparidades de rendimento são considerados os cenários negativos com maior probabilidade de se verificar.

«Estes riscos, conjugados, ameaçam o crescimento global visto que conduzem a nacionalismo, populismo e proteccionismo», lê-se no documento da instituição de Davos.

«Pela primeira vez no espaço de gerações, muitas pessoas deixaram de acreditar que os filhos vão ter um nível de vida superior ao seu», declarou Lee Howell, o director do FEM responsável pelo relatório. «Este novo pessimismo é especialmente agudo nos países industrializados, que historicamente têm sido uma fonte de grande confiança e de ideias arrojadas».

«Não há qualquer disposição legal ou convencional que 'obrigue' os médicos a repor, na semana de gozo do direito em questão, as horas correspondentes ao descanso compensatório para efeitos de cumprimento do período normal de trabalho», lê-se na nota.
Lusa/SOL, 11 de Janeiro, 2012

Carta da Marisa Moura à Administração da Carris



Chulos & Chulos, Lda.
14 February 2012 08:28:00
E....vamos andando e pagando.....

ESTA CARTA MERECIA SER EMOLDURADA E POSTA EM TODAS AS ESTAÇÕES DE COMBOIOS E NÃO SÓ, POR TODAS AS INSTITUIÇÕES, EMPRESAS PUBLICAS, TODAS AS PAREDES DESTE PORTUGAL PARA QUE SEJAM DENUNCIADOS TODOS ESTES CASOS.... E QUE SE ACABE DE VEZ COM "GESTÕES DANOSAS" QUE DÃO MILHÕES EM CASH E MORDOMIAS, AOS MARAVILHOSOS GESTORES QUE AS PROVOCARAM E QUE AINDA OS DESLOCAM DE EMPRESA EM EMPRESA, PARA CONTINUAR A SUA BOA "ACÇÃO" E RECOLHA DE "FUNDOS"

Carta da Marisa Moura à Administração da Carris

Exmos. (?) Senhores (?), José Manuel Silva Rodrigues, Fernando Jorge Moreira da Silva, Maria Isabel Antunes, Joaquim José Zeferino e Maria Adelina Rocha,

Chamo-me Marisa Sofia Duarte Moura e sou a contribuinte nº 215860101 da República Portuguesa. Venho por este meio colocar-vos, a cada um de vós, algumas perguntas:

Sabia que o aumento do seu vencimento e dos seus colegas, num total extra de 32 mil euros, fixado pela comissão de vencimentos numa altura em que a empresa apresenta prejuízos de 42,3 milhões e um buraco de 776,6 milhões de euros, representa um crime previsto na lei sob a figura de gestão danosa?

Terá o senhor(a) a mínima noção de que há mais de 600 mil pessoas desempregadas em Portugal neste momento por causa de gente como o senhor(a) que, sem qualquer moral, se pavoneia num dos automóveis de luxo que neste momento custam 4.500 euros por mês a todos os contribuintes?

A dívida do País está acima dos 150 mil milhões de euros, o que significa que eu estou endividada em 15 mil euros. Paguei em impostos no ano passado 10 mil euros. Não chega nem para a minha parte da dívida colectiva. E com pessoas como o senhor(a) a esbanjar desta forma o meu dinheiro, os impostos dos contribuintes não vão chegar nunca para pagar o que realmente devem pagar: o bem-estar colectivo.

A sua cara está publicada no site da empresa. Todos os portugueses sabem, portanto, quem é. Hoje, quando parar num semáforo vermelho, conseguirá enfrentar o olhar do condutor ao lado estando o senhor(a) ao volante de uma viatura paga com dinheiro que a sua empresa não tem e que é paga às custas da fome de milhares de pessoas, velhos, adultos, jovens e crianças?

Para o senhor auferir do seu vencimento, agora aumentado ilegalmente, e demais regalias, há 900 mil pessoas a trabalhar (inclusive em empresas estatais como a "sua") sem sequer terem direito a Baixa se ficarem doentes, porque trabalham a recibos verdes. Alguma vez pensou nisso? Acha genuinamente que o trabalho que desempenha tem de ser tamanhamente bem remunerado ao ponto de se sobrepor às mais elementares necessidades de outros seres humanos?

Despeço-me sem grande consideração, mas com alguma pena da sua pessoa e com esperança que consiga reactivar alguns genes da espécie humana que terá com certeza perdido algures no decorrer da sua vida.

Marisa Moura
Reenviar a todos e fazer correr pelo País

Para obrigar estes pigmeus provincianos a devolver o que retiram ao contribuinte e correr com eles na hora, depois obrigá-los a aprender a tabuada mas na choldra.

Grécia: Bolsas Alexander Onassis para o ano académico 2012/2013



18º Programa de Bolsas de Benefício Público “Alexander S. Onassis” para o ano académico 2012/2013.

Vai ter início em 1 de outubro de 2012.
O referido Programa destina-se a membros de academias, professores universitários de todos os níveis, investigadores doutorados, docentes de Língua Grega, estudantes com pós-graduações e candidatos a doutoramentos nas seguintes áreas: Humanísticas: Filologia, Literatura, Linguística, História, Arqueologia, Filosofia, Ciências da Educação e Psicologia; Ciências Sociais (exceto direito): Ciência Política, Sociologia, Política Internacional e Estudos Europeus, Administração e Política Social; Artes: Artes Visuais, Música, Dança, Teatro, Fotografia e Estudos de Cinema e Multimédia.
As inscrições deverão ser feitas até 27 de fevereiro de 2012, diretamente para a Secretaria da Fundação:

Morada: 7, Aeschinou street
105 58 Plaka, Athens
Greece

Correio eletrónico: ffp@onassis.gr%28 para obtenção dos formulários)

Os interessados poderão ainda consultar a seguinte página da internet:

Para mais informação delalhada

23 de fevereiro de 2012

Maputo: Mural do Jardim Tunduro


Quem passa pela Rua da Rádio depara-se diariamente com várias escritas no papel de cartão com frases diversas sobre religião, sociedade, política e outros. Para muitos este é o ‘Mural da Sabedoria’.
Sapo MZ

Se soubesse como o País ia ficar, não fazia a revolução (Otelo Saraiva de Carvalho)

Se soubesse como o País ia ficar, não fazia a revolução
Otelo Saraiva de Carvalho garante que, se soubesse como o País ia ficar, não teria realizado o 25 de Abril.
Aos 75 anos, Otelo mantém a boa disposição e fala da revolução dos cravos como se esta tivesse acontecido há dois dias.

Recorda os propósitos, enumera nomes, sabe de cor as funções de cada um dos intervenientes, é rigoroso nas memórias, embora reconheça que ainda hoje vai sabendo de contributos de anónimos que revelam, tantas décadas depois, o papel que desempenharam no golpe que deitou por terra uma ditadura de 28 anos.

Essa permanente atualização tem justificado, entre outros propósitos, a sua obra literária, como o mais recente "O dia inicial", que conta a história do 25 de abril "hora a hora".Apesar de estar associado ao movimento dos "capitães de abril" e aceitar o papel que a história lhe atribuiu nesta revolução, Otelo não esconde algum desânimo. Ele, que se assume como um "optimista por natureza".

"Sou um optimista por natureza, mas é muito difícil encarar o futuro com otimismo. O nosso país não tem recursos naturais e a única riqueza que tem é o seu povo", disse, em entrevista à Agência Lusa.

Otelo lamenta as "enormes diferenças de carácter salarial" que existem na sociedade portuguesa e vai desfiando nomes de personalidades públicas, cujo vencimento o indigna.

"Não posso aceitar essas diferenças. A mim, chocam-me. Então e os outros? Os que se levantam às 5h para ir trabalhar na fábrica e na lavoura e chegam ao fim do mês com uma miséria de ordenado?", questiona, sem esconder o desânimo.
Para este eterno capitão de abril, o que mais o desilude é "questões que considerava muito importantes no programa político do Movimento das Forças Armadas (MFA) não terem sido cumpridas".

Uma delas, que considera "crucial", era a criação de um sistema que elevasse rapidamente o nível social, económico e cultural de todo um povo que viveu 48 anos debaixo de uma ditadura".
"Este povo, que viveu 48 anos sob uma ditadura militar e fascista merecia mais do que dois milhões de portugueses a viverem em estado de pobreza", adiantou.

Esses milhões, sublinhou, significa que "não foram alcançados os objetivos" do 25 de abril. Por esta, e outras razões, Otelo Saraiva de Carvalho garante que hoje em dia não faria a revolução, se soubesse que o país iria estar no estado em que está.

"Pedia a demissão de oficial do exército, nunca mais punha os pés no quartel, pois não queria assumir esta responsabilidade", frisou. Otelo justifica: "O 25 de abril é feito em termos de pensamento político, com a vontade firme de mudar a situação e desenvolver rapidamente o nível económico, social e cultural do povo. Isso não foi feito, ou feito muito lentamente".

"Fizeram-se coisas importantes no campo da educação e da saúde, mas muito delas têm vindo a ser cortadas agora outra vez", lamentou.

"Não teria feito o 25 de abril se pensasse que íamos cair na situação em que estamos atualmente. Teria pedido a demissão de oficial do Exército e, se calhar, como muitos jovens têm feito atualmente, tinha ido para o estrangeiro", concluiu.

Económico com Lusa, 13 de Abril de 2011

Otelo Saraiva de Carvalho (Entrevista)


Para o “capitão de Abril” Otelo Saraiva de Carvalho bastam 800 militares para derrubar um governo, mas, acredita que «um novo 25 de Abril» só deverá acontecer com a perda de direitos dos militares.
Em entrevista, a propósito do livro recém-lançado “O dia inicial”, que conta a revolução do 25 de Abril «hora a hora», Otelo reconhece que, ao contrário da sociedade em geral, os militares não têm demonstrado grande indignação pelo estado do país.

Justifica: «Os militares pertencem à classe burguesa, estão bem, estão bem instalados, têm o seu vencimento, vão para fora e ganham ajudas de custo, são voluntários e os que estão reformados ainda não viram a sua reforma diminuída». Mas, na perspetiva deste obreiro da “revolução dos cravos”, «a coisa começará a apertar, no dia em que os militares perderem os seus direitos» e «se isso acontecer, é possível que se criem as tais condições necessárias para que haja um novo 25 de Abril».

Otelo Saraiva de Carvalho lembrou que o movimento dos capitães iniciou-se precisamente por «razões corporativistas», nomeadamente quando «os militares de carreira viram-se de repente ultrapassados nas suas promoções por antigos milicianos que, através de um decreto-lei de um governo desesperado por não ter mais capitães para mandar para a guerra colonial, permite a entrada desses antigos milicianos».
Otelo lembra que, «quando tocam nos interesses da oficialidade, ela começa a reagir. Há 37 anos, essa reacção foi o movimento de capitães», que culminou no derrube de um regime com 48 anos.
 

Reacção do TGEN Silvestre dos Santos ao discurso de S. Ex.ª o Ministro da Defesa Nacional

- Corroboro o que diz o Sr. Ten. Gen., Eduardo dos Santos, à excepção do período de desorganização que considera..., 25 anos! Bem analisados os resultados, o desastre começou há 37 anos..., o resto, nomeadamente o que refere, é consequência lógica dos 12 anteriores.

- Leia-se o que diz o Sr. General Silva Cardoso (autor da obra: Angola, anatomia de uma tragédia), numa outra sua obra: A revolução da perfídia (25-04-74).

- Diz a certa altura(pg. 7): Em Abril de 1974 um grupo de homúnculos com antolhos, invejosos, estrangeirados nas idéias e intenções, sem preparação para nada que não fosse assegurarem o interesse próprio mesmo que sobre a ruína e destruição do País, levaram à prática a revolução da perfídia.... Traído o Programa (do MFA) apresentado a um País ainda crédulo, a revolução tornou-se um acto fraudulento e inquinado pelo mal. A revolução de 1974 foi mais do que uma traição: constituiu um crime hediondo e os seus mentores deveriam ser julgados por crimes contra a Humanidade. etc....

"Quem semeia ventos..., recolhe tempestades!" (ditado popular)

Reacção do TGEN Silvestre dos Santos ao discurso de S. Ex.ª o Ministro da Defesa Nacional em 2012FEV01


Ex.º Sr. General Chefe do Gabinete de S. Ex.ª o Ministro da Defesa Nacional, Caro camarada:

Apresento a V. Ex.ª os meus cumprimentos.

Tomo a liberdade de me dirigir a V. Ex.ª para lhe solicitar que transmita a S. Ex.ª o Sr. Ministro a minha indignação relativamente à forma pouco respeitosa e mesmo insultuosa como se referiu às Forças Armadas, aos militares e às suas Associações representativas, no passado dia 1 de Fevereiro. De todos os governantes, o Ministro da tutela era o último que deveria proferir palavras dessa estirpe.

Sou Tenente-General Piloto-Aviador na situação de Reforma, cumpri 41 anos de serviço efectivo e possuo três medalhas de Serviços Distintos (uma delas com palma), duas medalhas de Mérito Militar (1.ª e 2.ª classe) e a medalha de ouro de Comportamento Exemplar. Servi o meu País o melhor que pude e soube, com lealdade e com vocação, sentimentos que S. Ex.ª não hesita em por levianamente em causa. Presentemente, faço parte com muito orgulho, do Conselho Deontológico da Associação de Oficiais das Forças Armadas.

"Esqueçam a Grécia. É Portugal que vai destruir o euro (Matthew Lynn)


Um "default" é acidente. Dois já é uma crise sistémica. Quem o diz é Matthew Lynn, presidente executivo da Strategy Economics, sublinhando que Portugal voltará a ter um importante papel no palco mundial. Mas pela negativa. Ao Negócios, diz que o incumprimento português é inevitável. "É apenas uma questão de tempo".

Matthew Lynn (na foto), CEO da consultora britânica Strategy Economics , traça um cenário sombrio para a Zona Euro. E diz que Portugal será o responsável pela queda do euro.
No seu mais recente artigo de opinião, publicado na "Market Watch", na sua coluna intitulada "London Eye", Lynn começa por relembrar a importância do País para a história mundial, com a assinatura do Tratado de Tordesilhas, que dividiu o mundo não europeu entre Espanha e Portugal em 1494. E salienta que 2012 pode ser o ano em que Portugal volta ao centro do palco mundial. Como? “Fazendo o euro ir ao ar”, responde.

“A Grécia já estoirou – e o seu incumprimento está já descontado pelo mercado. Mas Portugal está precisamente na mesma posição (…). Está também a resvalar para um inevitável ‘default’ das suas dívidas – e quando isso acontecer, vai ter um efeito devastador para a moeda única e infligir danos ao sistema bancário europeu, que poderão revelar-se catastróficos”, escreve Lynn, autor de dois livros de economia: "The Billion-Dollar Battle: Merck v. Glaxo and Birds of Prey: Boeing v.Airbus" e Bust: Greece, the Euro and the Sovereign Debt Crisis.

Lituânia: Bolsas de língua e cultura lituana

Bolsas para estudantes, leitores e investigadores estrangeiros que pretendam realizar estudos bálticos (lituanos) ou cursos de verão de língua e cultura lituana.

As candidaturas deverão ser submetidas até ao próximo dia 2 de Abril de 2012.

O formulário de candidatura encontra-se disponível no portal:

19 de fevereiro de 2012

Armando Guebuza é o 15º melhor chefe de Estado africano


Armando Guebuza é o 15º melhor chefe de Estado africano

O Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, foi considerado o 15º melhor chefe de Estado africano, numa lista revelada esta semana pela revista The East African Magazine. O Presidente do Botswana, Ian Khama, lidera o ranking.

Armando Guebuza ocupa o 15º lugar da lista, com 50,6 pontos e com uma nota C-. Moçambique subiu sete lugares, já que no ano passado ocupava a 22ª posição, com 49,35 pontos e com uma classificação de D+.

O Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, ocupa o 2º lugar da lista, com uma pontuação de 73,2 e uma classificação A. No ano passado, a classificação foi, igualmente, A, embora o Presidente da altura, Pedro Pires, tenha obtido 78,91 pontos.

Angola está na 40º lugar, com 28,78 pontos e com a nota Morgue. No ano passado, José Eduardo dos Santos ocupava a 43ª posição, com 30,17 pontos e com uma nota de ICU, um dos níveis mais baixos da classificação.

Esta classificação é feita com base em seis critérios: o índice Mo Ibrahim (15%), o índice da democracia (15%), o índice da liberdade de imprensa (15%), o índice da corrupção (15%), o índice do desenvolvimento humano (5%) e o índice de política NMG, que avalia o empenho dos líderes em vários sectores, como o investimento em infra-estruturas, segurança alimentar e políticas públicas que melhorem a segurança dos Estados (35%).

Banco da África do Sul emite notas com imagem de Mandela


Banco da África do Sul emite notas com imagem de Mandela

A África do Sul prepara-se para imprimir uma série de notas, da moeda nacional, o rand, com a imagem de Nelson MandelaDe acordo com a BBC, o presidente Jacob Zuma disse que as novas notas com a imagem de Mandela são "um gesto humilde" que expressa a "profunda gratidão" da África do Sul, ao primeiro presidente negro do país.

Zuma falava numa conferência de imprensa, no Banco Central, em Pretória, e adiantou que " com este gesto humilde, estamos a expressar a nossa profunda gratidão enquanto sul-africanos, a uma vida dedicada ao serviço do povo deste país e na causa da hum,anidade através do mundo
Ainda não existe uma data de entrada em circulação das novas notas, que deverá acontecer ao longo deste ano.

Designado pelos seus compatriotas de "Madiba", Nelson Mandela, hoje com 93 anos, foi libertado da prisão, em 11 de Fevereiro de 1990, após 27 anos de cativeiro.

O anúncio provocou de imediato um frenesim nos mercados, uma prova do bom momento que actualmente atravessa a economia sul-africana.

Sapo MZ, 13 de Fevereiro de 2012,

Moçambique: Energia de Cahora Bassa já chega a 43 distritos


Energia de Cahora Bassa já chega a 43 distritos
A empresa Electricidade de Moçambique (EDM), a nível da região norte do país, electrificou até final do ano passado, 43 distritos dos 53 existentes, através da rede nacional da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, beneficiando perto de seis milhões de habitantes.

Para o presente ano está prevista a electrificação dos últimos dois distritos da província de Nampula, igual número em Cabo Delgado e seis no Niassa, num total de dez.
O director regional norte da EDM, Hermínio Abraão Lucas, que fazia a análise das actividades da empresa de 2004 a 2011, disse que o número de pessoas que passou a beneficiar do consumo de energia eléctrica da rede nacional em toda região norte, resulta de cerca de 38 mil novas ligações nos últimos sete anos, com 208 216 clientes ligados aos sistemas pós-pago (46 738 clientes) e pré-pago (161 478 clientes).

Segundo escreve o jornal notícia desta quinta-feira, a fonte referiu que a EDM, a nível da região norte do país, desembolsou aproximadamente 36 milhões de meticais na expansão e distribuição da sua rede de forma a garantir o fornecimento com qualidade de energia eléctrica aos seus clientes.
Somente no ano passado foram electrificados os distritos de Lalaua e Mogincual, na província de Nampula, Quissanga, Mocímboa da Praia, Meluco, Muidumbe, Nangade, Mueda e Palma, em Cabo Delgado, tendo sido iniciada a construção da segunda linha de transporte de energia eléctrica numa extensão de quatro quilómetros até ao bairro Muhala-Expansão, na cidade de Nampula, para além de 3,5 quilómetros de linha, para alimentar a fábrica Plexus, na vila de Namapa.
Num outro desenvolvimento, Hermínio Lucas anotou que a vandalização de infra-estruturas, durante o ano passado, custará aos cofres da EDM perto de seis milhões de meticais em toda a região norte do país, onde a província de Nampula se destacou com mais de metade do valor com ligações ilegais, roubo de material eléctrico e destruição de outro. Esta situação forçou a empresa a tomar algumas medidas para desencorajar este tipo de prática.
Sapo MZ, 16 de Fevereiro de 2012

Por Culpa da Sociedade (Manuel João Cardoso, Dezembro 1999)


Por Culpa da Sociedade

Todo o homem ao nascer

não vem de livre vontade

ninguém o pode reter

é empurrado para viver

nesta triste sociedade


já caiu no esquecimento

o maior valor e mais profundo

que é amar com sentimento

toda a ternura e encanto

dum homem a vir ao mundo


já não há sensibilidade

a humanidade vive alterada

no mundo impera a maldade

às vezes sem necessidade

tem-se uma vida depravada


vejo tanta juventude

sem caminho p'ra correr

se não houver quem ajude

faltará ao mundo saúde

esta sociedade irá morrer


por culpa desta sociedade

há muita má união

andram ladrões em liberdade

que até tiram a vontade

a quem quer ganhar o pão


por culpa da sociedade

os ricos sobem na vida

mas a irónica realidade

é que alguns com a vaidade

dão a queda na subida

por culpa da sociedade

a pobreza está crescendo

há ricos só por vaidade

enquanto os pobres na verdade

para sobreviver estão lutando


está crescendo o egoísmo

nesta humanidade pervertida

não há amor nem altruísmo

está sendo enorme o abismo

em que a sociedade está metida.

Manuel João Cardoso (Dezembro 1999)

Estendi o Olhar (Manuel João Cardoso, Dezembro 1999)


Estendi o Olhar


Neste mundo em mudança

dia após dia vão nascendo

vai morrendo em mim a esperança

de ver os homens se amando

e cada vez mais o ódio avança


vejo os homens em disputa

todos querem ter poder

é tão grande a sua luta

que a razão já ninguém escuta

vejo inocentes morrer


há altos senhores resolvidos

a impor à história o seu nome

e há também os desprotegidos

que vêem seus sonhos perdidos

e são tragados pela fome


vejo a sede do poder

envolta em hipocrisia

vejo as armas a crescer

vejo este mundo a morrer

por lhe fartar a harmonia


veria o mundo diferente

se meia dúzia de senhores

pudessem encher a mente

com sabedoria diferente

e deixassem de ser actores


vejo meu tempo perdido

sinto em mim impotência

estou cada vez mais convencido

que neste sistema onde lido

está imperando a demência


Manuel João Cardoso (Dezembro 1999)

Frases e Pensamentos


"Antigamente as mulheres cozinhavam igual à mãe...

Hoje, estão bebendo igual ao pai!"

"Antigamente os cartazes nas ruas, com rostos de criminosos, ofereciam recompensas;

Hoje em dia, pedem votos."

13 de fevereiro de 2012

Lisboa: Veja quem está no Padrão dos Descobrimentos

Moçambique: Ainda sobre o assassinato do jornalista Carlos Cardoso


AYOOB SATAR TRANSFERIDO PARA COMANDO DA CIDADE DE MAPUTO

Caso BCM e assassinato de Carlos Cardoso

Maputo, 13 Fev (AIM) – Ayoob Satar, um dos co-réus no “Caso BCM” e no assassinato do jornalista moçambicano Carlos Cardoso, foi transferido na companhia de mais dois reclusos da Cadeia de Máxima Segurança (B.O), onde se encontravam a cumprir pena de prisão, para as celas do comando da Polícia (PRM) a nível da cidade de Maputo.
Ayoob junta-se ao seu irmão 'Nini' e a Vicente Ramaya, que foram transferidos na semana passada.

Assim, o quarteto envolvido no assassinato do jornalista investigativo Carlos Cardoso, que inclui os três reclusos ora detidos e Aníbal dos Santos Júnior (Anibalzinho), este último também encarcerado nas celas do Comando da PRM, volta a estar próximo.
Segundo informações publicadas pelo jornal “O País”, a transferência de Ayoob e de outros dois reclusos ocorreu nas primeiras horas do último sábado.

A transferência destes, bem como de Nini e Ramaya é justificada pelo facto de serem suspeitos de envolvimento nos sequestros de proeminentes empresários de origem asiática e de seus familiares directos, para em troca receberem resgates milionários.

“O País” avança que os cinco suspeitos estão, neste momento, a ser interrogados por uma equipa especial constituída por quadros da Procuradoria-Geral da República (PGR), do Ministério do Interior e dos Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE). A referida brigada terá sido constituída por recomendações de alto nível.

Moçambique: Portugueses tentam saída para a crise num "país de oportunidades"

 

Todos os meses chegam mais portugueses a Moçambique, tentando num país em grande crescimento a saída para a crise na Europa. Segundo a cônsul-geral de Portugal em Maputo, Graça Gonçalves Pereira, actualmente "há mais chegadas de portugueses a Moçambique, mas é um movimento que não começou agora, já se verifica desde 2010".

Maputo, 13 fev (Lusa) - Filipa Botelho veio "por muita sorte", em 2010, realizar um estágio em Moçambique e, em apenas um ano, criou a sua empresa, resultado da experiência profissional colhida em Portugal, onde "as coisas estão más" devido à crise.

Todos os meses chegam mais portugueses a Moçambique, tentando num país em grande crescimento a saída para a crise na Europa. Segundo a cônsul-geral de Portugal em Maputo, Graça Gonçalves Pereira, atualmente "há mais chegadas de portugueses a Moçambique, mas é um movimento que não começou agora, já se verifica desde 2010".

Desde há dois anos, o ritmo de entradas no país duplicou, refere a cônsul, ilustrando a afirmação com os cerca de 120 a 140 registos por mês no consulado, contra as 60 a 80 inscrições que se verificavam anteriormente aquele ano. "Podemos dizer que atualmente chegam pessoas com todos os perfis e para todos os tipos de atividade", que se instalam não só em Maputo, disse à Lusa Graça Gonçalves Pereira. De acordo com diversas estimativas, 25 mil portugueses vivem Moçambique, a maioria na capital do país.

O Museu do Prado, em Madrid, anunciou a descoberta de outra “Mona Lisa”


Considerada a copia mais antiga e pintada pelo pupilo de Leonardo da Vinci.

O Museu do Prado, em Madrid, anunciou a descoberta de uma cópia do famoso quadro de Leonardo da Vinci, “Mona Lisa”, que terá sido pintado na mesma altura que o original, por um dos pupilos preferidos do pintor, Andrea Salai (amante de Leonardo) ou Francesco Melzi. Esta, segundo a “Ipsilon”, é a cópia mais antiga de sempre da obra de arte.

Segundo o “The Art Newspaper”, este quadro agora descoberto terá sido pintado lado a lado com Leonardo da Vinci, no seu próprio estúdio. Ao que tudo indica, o pupilo do mestre renascentista foi pintando a obra à medida que Leonardo da Vinci pintava o seu trabalho. Este facto dá assim novas luzes não só sobre o enigmático quadro, como também sobre a forma de trabalhar nos estúdios dos reconhecidos artistas.

Maputo: Mercado de Peixe

O mercado de peixe é conhecido como um dos pontos turísticos da cidade de Maputo. Gente vindo de todas partes, reserva um dia para degustar-se das iguarias que ali se encontram. Camarão, peixe, amêijoas e muitos outros mariscos são vendidos no mercado de peixe.

Marracuene: Bebida de Canhú ou ‘Ukanyu’


A bebida de canhú é das bebidas mais procuradas na festa de Gwaza Muthini que acontece todos os anos no dia 2 de Fevereiro, no Distrito de Marracuene, Província de Maputo e durante o mês de Fevereiro.
Esta bebida é feita à base da fruta canhú e deixada a fermentar entre dois a três dias dependendo do teor de alcool que cada um gosta. É uma bebida que se bebe ao natural ou bem gelada.

Meninos de rua criam personagens do dia-a-dia


Nas ruas de Maputo, concretamente na avenida 25 de Setembro, meninos de rua taparam as cabeças com as suas camisetes e interpretaram personagens como as tartarugas 'ninja' e outros diziam ser talibãs.

País de solidão (Francisco Moita Flores)


País de solidão

Fosse outra a cultura cívica e era sobre este problema quea atenção estaria centrada. Mas isso pouco importa.

Há um país dentro de nós que muito raramente chega às notícias e é irrelevante para o alegre debate que cruza a agenda do dia. Esta semana, o tema foi saber se o primeiro-ministro chamou ou não piegas aos portugueses ou se o ministro das Finanças estava ou não de cócoras na conversa com o homólogo alemão. O ruído foi de Carnaval, e fez bem Passos Coelho em não dar tolerância de ponto porque para foliões já basta o dia-a-dia destes casos levados ao clímax de tão ridículos e patéticos.

Só a inutilidade se dedica tão intensamente a este concerto de coisinhas que em nada condicionam ou nos libertam deste apertado nó que a vida impôs. Deixámos de ver e ouvir. Passámos a ser um eco daquilo que se quis ouvir e desejou ver. Pouco interessa a realidade. Vale apenas a gritaria. Ouvi o primeiro-ministro dizer o que disse mesmo. Vi e ouvi o ministro das Finanças a falar com o ministro alemão. Nada tem a ver com as grandes tiradas que se seguiram, solenes e decadentes, meras extrapolações sem sentido, vazias, sem consciência do país em que vivemos este Carnaval contínuo que não é folião e é pesadelo. Nada há de mais natural do que um primeiro-ministro procurar mobilizar pessoas, recusando que seja a lamúria, a pieguice, o lamento a saída do buraco.

Como é natural o ministro das Finanças sublinhar que Portugal está a cumprir os acordos internacionais e que, caso exista um embaraço, espera ajuda. Para que o país não morra de fome de pão. Pois que de linguaradas, queixumes e melodramas vai saciando a fome da decadência. E de repente, como se fosse uma banalidade, surge a notícia de que no Portugal interior cresce assustadoramente o número de idosos que vivem sozinhos. Ficámos a saber que 780 mil casas são habitadas por um ou dois idosos. Que em 400 mil vive um idoso. E que esta realidade cresceu 29% nos últimos anos. Interessa isto à propaganda política? De que vale este intenso drama comparado com aquilo que este ou aquele disse? Fosse outra a cultura cívica de quem se diz comprometido com a política e era sobre este problema que a atenção estaria centrada. Sobre como parar a desertificação. Como reorganizar a malha social e económica para que a onda de solidão não traga os desequilíbrios, assimetrias e tristezas que está a produzir. Além do sofrimento. Mas isso pouco importa. Não dá para o folclore. E faz pensar.

Francisco Moita Flores
Correio da Manhã, 13 de Fevereiro de 2012

8 de fevereiro de 2012

Fotografias de Moçambique


Portugal: Fim do Euro, recomendações práticas (Pedro Braz Teixeira)


Fim do Euro, recomendações práticas

Embora seja uma reflexão, com alguma ficção, não deixa de ser curioso.

"Brás Teixeira (investigador do Núcleo de Estudos de Conjuntura da Economia Portuguesa da Universidade Católica) vem aqui dar-nos uns pequenos conselhos práticos para o caso de provável contratempo que poderá ocorrer ainda em 2012."

Fim do euro, recomendações práticas

I informação – por Pedro Braz Teixeira,

A saída do euro pode ocorrer de forma muito caótica, podendo levar ao colapso temporário do sistema de pagamentos e de distribuição

O risco de saída de Portugal do euro tem associados múltiplos riscos, dos quais gostaria de salientar três: o risco do colapso temporário do sistema de pagamentos, o risco do colapso temporário do sistema de distribuição de produtos e o risco de perda – definitiva – de valor de inúmeros ativos (depósitos à ordem e a prazo, obrigações, ações e imobiliário, entre outros).

Considero que todos os portugueses devem “subscrever” seguros contra estes riscos, tal como fazem um seguro contra o incêndio da sua própria casa. Quando se compra este seguro, o que nos move não é a expectativa de que a nossa casa sofra um incêndio nos meses seguintes, um acontecimento com uma probabilidade muito baixa, mas sim a perda gigantesca que sofreríamos se a nossa habitação ardesse.

Quais são as consequências imediatas de Portugal sair do euro? A nova moeda portuguesa (o luso?) sofreria uma desvalorização face ao euro de, pelo menos, 20%. Todos os depósitos bancários seriam imediatamente transformados em lusos, perdendo, pelo menos, 20% em valor. Todos os depósitos ficariam imediatamente indisponíveis durante algum tempo (dias? semanas?) e não haveria notas e moedas de lusos, porque o nosso governo e o Banco de Portugal não consideram necessário estarmos preparados para essa eventualidade.

O mais provável é que a saída do euro fosse anunciada numa sexta-feira à tarde, havendo apenas o fim de semana para tratar da mudança de moeda. Logo, na sexta-feira os bancos retirariam todas as notas de euros das máquinas de Multibanco e quem não tivesse euros em casa ou na carteira ficaria sem qualquer meio de pagamento.

Durante algumas semanas (ou mais tempo) teríamos um colapso do sistema de pagamentos e,
provavelmente, também um corte nos fornecimentos. As mercearias e os supermercados ficariam incapazes de se reabastecer, devido às dificuldades associadas à troca de moeda.

Estes “seguros” de que falo, contra este cenário catastrófico, não podem ser comprados em nenhuma
companhia de seguros, mas podem ser construídos por todos os portugueses, estando ao alcance de todos, adaptados à sua realidade pessoal.

O que recomendo é algo muito simples que – todos – podem fazer. Ter em casa dinheiro vivo num montante da ordem de um mês de rendimento e a despensa cheia para um mês. Esta ideia de um mês de prevenção é indicativa e pode ser adaptada à realidade de cada família.

Não recomendo que façam isso de forma abrupta, mas lentamente e também em função das notícias que forem saindo. De cada vez que levantarem dinheiro, levantem um pouco mais que de costume e guardem a diferença. De cada vez que fizerem compras tragam mais alguns produtos para a despensa de reserva.

Aconselho que procurem produtos com fim de validade em 2013 ou posterior, mas, nos casos em que issonão seja possível, vão gastando os produtos de reserva e trocando-os por outros com validade mais tardia.

Desta forma, sem qualquer rutura, vão construindo calmamente os vossos seguros contra o fim do euro.

Quanto custará este seguro? Pouquíssimo. Em relação ao dinheiro de reserva, o custo é deixarem de receber os juros de depósito à ordem, que ou são nulos ou são baixíssimos. Em relação aos produtos na despensa de reserva, é dinheiro empatado, que também deixa de render juros insignificantes.

Quais são os benefícios deste seguro? Se o euro acabar em 2012, como prevejo, o dinheiro em casa não se desvaloriza, mas o dinheiro no banco perderá, no mínimo, 20% do seu valor. Além disso terá o benefício de poder fazer pagamentos no período de transição, que se prevê extremamente caótico. A despensa também pode prevenir contra qualquer provável rutura de fornecimentos, garantindo a alimentação essencial no período terrível de transição entre moedas. Parece-me que o benefício de não passar fome é significativo.

E se, por um inverosímil acaso, a crise do euro se resolver em 2012 e chegarmos a 2013 com o euro mais seguro do que nunca? Nesse caso – altamente improvável – a resposta não podia ser mais simples: basta depositar no banco o dinheiro que tem em casa e ir gastando os produtos na despensa à medida das suas necessidades.

Pedro Braz Teixeira
Investigador do NECEP da Universidade Católica

Atenção à actualização da relação dos seus dependentes!


Atenção à actualização da relação dos seus dependentes!

Actualize a sua lista de DEPENDENTES na DECLARAÇÃO ANUAL DE RENDIMENTOS
(Por definição, são seus DEPENDENTES, todos aqueles que você é OBRIGADO, POR LEI, A SUSTENTAR)

Assim, são SEUS DEPENDENTES:

- Presidência da República e assessores;
- Governo e assessores;
- Câmara Municipal e assessores;
- Águas de ... (consumos mínimos e estimado);
- EDP (consumos mínimos e estimado);
- Gás de Portugal (consumos mínimos e estimado);
- Beneficiárias da taxa de saneamento básico (recolha de lixo, etc);
- Centros de inspecção de veículos;
- Companhias seguradoras (seguro automóvel obrigatório);
- BRISA (Portagens);
- Concessionárias de parques e estacionamento automóvel;
- Concessionárias de terminais aeroportuárias e rodoviários;
- Instituições financeiras (Taxas de administração e manutenção de contas correntes, renovação anual de cartões, requisição de cheque etc.);
- Mais de 230 deputados da Assembleia da República e respectivos ESQUEMAS de apoio;
- Vagabundos;
- Arrumadores de automóveis;
- BCP, BPN, BPP e demais esquemas de enriquecimento fácil de administradores e gestores cleptomaníacos a que o estado entrega os impostos que pago, para evitar o alarme social e financeiro ...
... Para o ano é provável que ainda haja MAIS!!!

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Portugal: Nova Língua Portuguesa


NOVA LÍNGUA PORTUGUESA

Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos pretos 'afro-americanos', com vista a acabar com as raças por via gramatical, isto tem sido um fartote pegado!
As criadas dos anos 70 passaram a 'empregadas domésticas' e preparam-se agora para receber a menção de 'auxiliares de apoio doméstico' .
De igual modo, extinguiram-se nas escolas os 'contínuos' que passaram todos a 'auxiliares da acção educativa'.
Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por 'delegados de informação médica'.
E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em 'técnicos de vendas '.
O aborto eufemizou-se em 'interrupção voluntária da gravidez';
Os gangs étnicos são 'grupos de jovens'
Os operários fizeram-se de repente 'colaboradores';
As fábricas, essas, vistas de dentro são 'unidades produtivas'e vistas da estranja são 'centros de decisão nacionais'.
O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à 'iliteracia' galopante.
Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes 'Conforto' e 'Turística'.
A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um 'comportamento disfuncional hiperactivo'
Do mesmo modo, e para felicidade dos 'encarregados de educação' , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, 'crianças de desenvolvimento instável'.
Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado 'invisual'. (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o 'politicamente correcto' marimba-se para as regras gramaticais...)
As p----- passaram a ser 'senhoras de alterne'.
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em 'implementações', 'posturas pró-activas', 'políticas fracturantes' e outros barbarismos da linguagem.
E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico.
Estamos lixados com este 'novo português'; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress. Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma 'politicamente correcta'.
E falta ainda esclarecer que os tradicionais "anões" estão em vias de passar a "cidadãos verticalmente desfavorecidos"...
Os idiotas e imbecis passam a designar-se por "indivíduos com atitude não vinculativa"
Os pretos passaram a ser pessoas de cor.
Os gordos e os magros passaram a ser pessoas com disfunção alimentar.
Os mentirosos passam a ser "pessoas com muita imaginação"
Os que fazem desfalques nas empresas e são descobertos são "pessoas com grande visão empresarial mas que estão rodeados de invejosos"
Para autarcas e políticos, afirmar que "eu tenho impunidade judicial", foi substituído por "estar de consciência tranquila".
O conceito de corrupção organizada foi substituído pela palavra "sistema".
Difícil, dramático, desastroso, congestionado, problemático, etc., passou a ser sinónimo de complicado.

Recebido por e-mail, reencaminhem

5 de fevereiro de 2012

Portugal na Hora da Verdade – Como Vencer a Crise Nacional


Esta é a página nº 511 do livro “Portugal na Hora da Verdade – Como Vencer a Crise Nacional” (editora Gradiva), escrito por Álvaro Santos Pereira, agora Ministro da Economia e do Emprego.

Transcrição da página 511:

“POLÍTICAS PARA RETOMAR O SUCESSO

fnal? Claro que não. Como sublinhei ao longo deste livro, há fortes indícios de que o nosso Estado está a matar a economia nacional. No entanto, isto não quer dizer que os funcionários públicos sejam os responsáveis por esta situação. Com efeito, nada poderia estar mais errado. Uma verdadeira reforma do Estado que torne as nossas contas públicas saudáveis e sustentáveis não deve ser feita contra os funcionários públicos ou contra o serviço público. Muito pelo contrário. Uma verdadeira reforma da administração pública terá de melhorar o serviço público, não piorá-lo. Uma verdadeira reforma da função pública terá de aumentar o prestígio do emprego público, não diminuí-lo. Uma verdadeira reforma do Estado terá de incentivar a auto-estima dos funcionários públicos e fazer com que sejam eles próprios e estimular a mudança de que a nossa administração pública necessita. Finalmente, uma verdadeira e duradoura reforma do nosso Estado não poderá encarar a necessária dieta da administração pública como uma mera poupança de euros e de despesa pública, mas assim como uma oportunidade única para melhorar a eficiência do Estado e, assim, simplificar e auxiliar a vida dos portugueses. É neste sentido que uma reforma da administração pública tem de ser feita com os funcionários públicos e não contra eles. Porquê? Porque toda e qualquer reforma que seja contra os funcionários públicos está condenada ao fracasso. E porque, como já disse, não são eles os responsáveis pela situação actual, mas sim os nossos governantes. É verdade que os funcionários públicos têm, em média, remunerações e benefícios sociais um pouco acima dos auferidos no sector privado. No entanto, não só esta situação é comum a quase todos os países mais avançados, como também não podemos fazer dos funcionários públicos os bodes expiatórios desta crise. Não são. A culpa do descalabro das finanças públicas nacionais não é dos funcionários públicos, é dos governos. E claro que" Fim de transcrição.
_________
Nota:
Será que o Sr. Ministro pode mostrar esta folha ao seu chefe Passos Coelho e ao seu colega das Finanças? Ou será caso para dizer: “Façam o que eu digo (escrevo) e não façam o que eu faço”?

Recebido por e-mail, reencaminhem

Portugal: Motorista de Relvas ganha € 73.446,00




Espanha: Este é o famoso Azulejo de Toledo



Para que não tenham dúvidas... Esta é a sua tradução para português:


A SOCIEDADE É ASSIM:

O POBRE TRABALHA
O RICO EXPLORA-O
O SOLDADO DEFENDE OS DOIS
O CONTRIBUINTE PAGA PELOS TRÊS
O VAGABUNDO DESCANSA PELOS QUATRO
O BÊBADO BEBE PELOS CINCO
O BANQUEIRO ESFOLA OS SEIS
O ADVOGADO ENGANA OS SETE
O MÉDICO MATA OS OITO
O COVEIRO ENTERRA OS NOVE
O POLÍTICO VIVE DOS DEZ

URGENTE FAZER CIRCULAR...... Acorda Portugal


URGENTE FAZER CIRCULAR...... Acorda Portugal

BASTA DE PSEUDO ESPERTOS – AINDA P0R CIMA FOMOS NÓS QUE LÁ OS SENTAMOS … MUITOS A DORMIR!...

Acorda Portugal

Peço a cada destinatário deste e-mail que o envie a um mínimo de vinte pessoas em sua lista de contatos, e por sua vez, peça a cada um deles que faça o mesmo.

Em três dias, a maioria das pessoas neste país lerá esta mensagem.

Esta é uma idéia que realmente deve ser considerada e revista por todos os cidadãos.

Alteração da Constituição de Portugal para 2012 para poder atender o seguinte, que é da mais elementar justiça:

1. O deputado será pago apenas durante o seu mandato e não terá reforma proveniente exclusivamente do seu mandato.

2. O deputado vai contribuir para a Segurança Social de maneira igual aos restantes cidadãos. Todos os deputados ( passado, presente e futuro) passarão para o actual sistema de Segurança Social imediatamente. O deputado irá participar nos benefícios do regime da Segurança Social exactamente como todos os outros cidadãos. O fundo de pensões não pode ser usado para qualquer outra finalidade. Não haverá privilégios exclusivos.

3. O deputado deve pagar seu plano de reforma, como todos os portugueses e da mesma maneira.

4. O deputado deixará de votar o seu próprio aumento salarial.

5. O deputado vai deixar o seu seguro de saúde atual e vai participar no mesmo sistema de saúde como todos os outros cidadãos portugueses.

6. O deputado também deve estar sujeito às mesmas leis que o resto dos portugueses.

7. Servir no Parlamento é uma honra, não uma carreira. Os deputados devem cumprir os seus mandatos (não mais de 2 mandatos), e então irem para casa e procurar outro emprego.

O tempo para esta alteração à Constituição é AGORA. Forcemos os nossos políticos a fazerem uma revisão constitucional.

Assim é como se pode CORRIGIR ESTE ABUSO INSUPORTÁVEL DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA.

Se você concorda com o acima exposto, ENTÃO VÁ PARA A FRENTE. Senão, PODE DESCARTÁ-LO.
Por favor, mantenha ISTO A CIRCULAR.

in: http://vidalcastro.multiply.com/journal

4 de fevereiro de 2012

Carta aberta ao 1º Ministro (Myriam Zaluar, 19/12/2011)


Carta aberta ao 1º Ministro

E fico a pensar....quantas portuguesas e portugueses, com esta idade (que é a média da dos meus 3 filhos), não têm um pensamento e uma situação semelhante.

Eu imigrei para este pais, há 36 anos, imposto por uma "revolução que o libertou" e que o pouco de bom que melhorou está a milhares de anos luz daquilo que se perdeu...provavelmente para todo o sempre (pelo menos para mim e para os da minha geração). Emigrei depois e voltei há 6 anos, com vontade de continuar a trabalhar mas poder estar mais perto dos filhos e dos netos que entretanto nasceram.

Desperdicei dinheiro e tempo e não consegui "vencer as barreiras da burocracia que mutilam este país" e não consegui trazer para Portugal, produtos que lancei e que fizeram sucesso no país que me recebeu em 1987. Tive de desistir, com muita mágoa.

E, como o tempo não para, hoje com quase 70 anos, pouco me vale a pena de querer continuar.

Ir para outro país?

Não é o medo de ir.

É sim o medo de já ter menos saúde e isso ser uma armadilha perigosa onde, se cair, posso não poder livrar-me com facilidade.

Os governos que "reinaram" neste país, desde o 25 de Abril, foram na maioria de fraca referencia e eficácia.

Primeiro foram os tempos difíceis, pós revolução. Agora é uma Europa em retalhos. Temos de pagar o que esbanjámos durante décadas.

Os burlões, protegidos por diversas "capas" de sociedades ocultas e semi-ocultas ,do tipo Maçonaria,Opus,e das CIAs & Ca.

Agora vejo uma juventude desesperada à procura de uma solução....

Uma geração de uma idade já média, como a dos meus filhos, à procura duma saída para um país que se arrasta pelos corredores de Bruxelas, de Paris e de Bona, mendigando empréstimos para tapar furos...de subsistência.

Quo Vadis Portugal?

E ainda se levantam vozes contra os "Velhos do Restelo"...que falam em Salazar.

Os "velhos que fizeram o 25 de Abril"(Otelo e Vasco Lourenço) que são da minha idade, dizem agora que não deviam ter feito essa Revolução dos Cravos...

Que bem que eu estaria...

Na minha terra, com um clima e uma gente boa. Uma terra que dava tudo. Uma terra onde os limites de horizonte é o céu...

Quando um comerciante/industrial não percebe do seu ofício, deve fechar a loja...

Porque não aparece alguém que encerre esta loja endividada e vá abrir outra, com gente de raça, aqui ao lado....

ou mesmo longe daqui.

Esta mulher que escreveu a carta ao PM é uma Senhora, Uma Cidadã honesta que merece encontrar solução para si e para os filhos....

Vai ter de emigrar.....o que talvez seja a sorte do desespero.....

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Exmo Senhor Primeiro Ministro

Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome “de guerra”. Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.

Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.

Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais dificil entrar do que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinha aprendido.

Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. “És provavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aqui dentro.” – disseram-me – “Mas tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção”. Fiquei.

Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego. “Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom curriculo, arranjarei trabalho num instante”. Não arranjei. Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira ‘congelada’. Tinha também 18 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duas das quais como “nativa”. Tinha como ordenado ‘fixo’ 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24 horas…

Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci – felizmente! – também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.

Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.

Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me passou pela cabeça emigrar…

Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus melhores – e cada vez mais raros – valores: um ser humano em formação.

Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.

Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhor primeiro-ministro e como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus.

Myriam Zaluar, 19/12/2011

in: http://vidalcastro.multiply.com/journal