30 de janeiro de 2012

O 25 de Abril e a História (António José Saraiva)



O 25 DE ABRIL E A HISTÓRIA

Se alguém quisesse acusar os portugueses de cobardes, destituídos de dignidade ou de qualquer forma de brio, de inconscientes e de rufias, encontraria um bom argumento nos acontecimentos desencadeados pelo 25 de Abril.

Na perspectiva de então havia dois problemas principais a resolver com urgência. Eram eles a descolonização e a liquidação do antigo regime.

Quanto à descolonização havia trunfos para a realizar em boa ordem e com a vantagem para ambas as partes: o exército português não fora batido em campo de batalha; não havia ódio generalizado das populações nativas contra os colonos; os chefes dos movimentos de guerrilha eram em grande parte homens de cultura portuguesa; havia uma doutrina, a exposta no livro Portugal e o Futuro do general Spínola, que tivera a aceitação nacional, e poderia servir de ponto de partida para uma base maleável de negociações. As possibilidades eram ou um acordo entre as duas partes, ou, no caso de este não se concretizar, uma retirada em boa ordem, isto é, escalonada e honrosa.

Todavia, o acordo não se realizou, e retirada não houve, mas sim uma debandada em pânico, um salve-se-quem-puder. Os militares portugueses, sem nenhum motivo para isso, fugiram como pardais, largando armas e calçado, abandonando os portugueses e africanos que confiavam neles. Foi a maior vergonha de que há memória desde Alcácer Quibir.

Pelo que agora se conhece, este comportamento inesquecível e inqualificável deve-se a duas causas. Uma foi que o PCP, infiltrado no exército, não estava interessado num acordo nem numa retirada em ordem, mas num colapso imediato que fizesse cair esta parte da África na zona soviética. O essencial era não dar tempo de resposta às potências ocidentais. De facto, o que aconteceu nas antigas colónias portuguesas insere-se na estratégia africana da URSS, como os acontecimentos subsequentes vieram mostrar.

Outra causa foi a desintegração da hierarquia militar a que a insurreição dos capitães deu início e que o MFA explorou ao máximo, quer por cálculo partidário, quer por demagogia, para recrutar adeptos no interior das Forças Armadas. Era natural que os capitães quisessem voltar depressa para casa. Os agentes do MFA exploraram e deram cobertura ideológica a esse instinto das tripas, justificaram honrosamente a cobardia que se lhe seguiu. Um bando de lebres espantadas recebeu o nome respeitável de «revolucionários». E nisso foram ajudados por homens políticos altamente responsáveis, que lançaram palavras de ordem de capitulação e desmobilização num momento em que era indispensável manter a coesão e o moral do exército para que a retirada em ordem ou o acordo fossem possíveis. A operação militar mais difícil é a retirada; exige em grau elevadíssimo o moral da tropa. Neste caso a tropa foi atraiçoada pelo seu próprio comando e por um certo número de políticos inconscientes ou fanáticos, e em qualquer caso destituídos de sentimento nacional. Não é ao soldadinho que se deve imputar esta fuga vergonhosa, mas dos que desorganizaram conscientemente a cadeia de comando, aos que lançaram palavras de ordem que nas circunstâncias do momento eram puramente criminosas.

Isto quanto à descolonização, que na realidade não houve. O outro problema era da liquidação do regime deposto.

Os políticos aceitaram e aplaudiram a insurreição dos capitães, que vinha derrubar um governo, que segundo eles, era um pântano de corrupção e que se mantinha graças ao terror policial: impunha-se, portanto, fazer o seu julgamento, determinar as responsabilidades, discriminar entre o são e o podre, para que a nação pudesse começar uma vida nova. Julgamento dentro das normas justas, segundo um critério rigoroso e valores definidos.

Quanto aos escândalos da corrupção, de que tanto se falava, o julgamento simplesmente não foi feito. O povo português ficou sem saber se as acusações que se faziam nos comícios e nos jornais correspondiam a factos ou eram simplesmente atoardas. O princípio da corrupção não foi responsavelmente denunciado, nem na consciência pública se instituiu o seu repúdio. Não admira por isso que alguns homens políticos se sentissem encorajados a seguir pelo mesmo caminho, como se a corrupção impune tivesse tido a consagração oficial. Em qualquer caso já hoje não é possível fazer a condenação dos escândalos do antigo regime, porque outras talvez piores os vieram desculpar.

Quanto ao terror policial, estabeleceu-se uma confusão total. Durante longos meses, esperou-se uma lei que permitisse levar a tribunal a PIDE-DGS. Ela chegou, enfim, quando uma parte dos eventuais acusados tinha desaparecido e estabelecia um número surpreendentemente longo de atenuantes, que se aplicavam praticamente a todos os casos. A maior parte dos julgados saiu em liberdade. O público não chegou a saber, claramente; as responsabilidades que cabiam a cada um. Nem os acusadores ficaram livres da suspeita de conluio com os acusados, antes e depois do 25 de Abril.

Havia, também, um malefício imputado ao antigo regímen, que era o dos crimes de guerra, cometidos nas operações militares do Ultramar. Sobre isto lançou-se um véu de esquecimento. As Forças Armadas Portuguesas foram alvo de suspeitas que ninguém quis esclarecer e que, por isso, se transformaram em pensamentos recalcados.

Em resumo, não se fez a liquidação do antigo regímen, como não se fez a descolonização. Uns homens substituíram outros, quando os homens não substituíram os mesmos; a um regímen monopartidário substituiu-se um regímen pluripartidário. Mas não se estabeleceu uma fronteira entre o passado e o presente. Os nossos homens públicos contentaram-se com uma figura de retórica: «a longa noite fascista».

Com estes começos e fundamentos, falta ao regime que nasceu do 25 de Abril um mínimo de credibilidade moral. A cobardia, a traição, a irresponsabilidade, a confusão, foram as taras que presidiram ao seu parto e, com esses fundamentos, nada é possível edificar. O actual estado de coisas, em Portugal, nasceu podre nas suas raízes. Herdou todos os podres da anterior; mais a vergonha da deserção. E com este começo tudo foi possível depois, como num exército em debandada: vieram as passagens administrativas, sob capa de democratização do ensino; vieram «saneamentos» oportunistas e iníquios, a substituir o julgamento das responsabilidades; vieram os bandos militares, resultado da traição do comando, no campo das operações; vieram os contrabandistas e os falsificadores de moeda em lugares de confiança política ou administrativa; veio o compadrio quase declarado, nos partidos e no Governo; veio o controlo da Imprensa e da Radiotelevisão, pelo Governo e pelos partidos, depois de se ter declarado a abolição da censura; veio a impossibilidade de se distinguir o interesse geral dos interesses dos grupos de pressão, chamados partidos, a impossibilidade de esclarecer um critério que joeirasse os patriotas e os oportunistas, a verdade e a mentira; veio o considerar-se o endividamento como um meio honesto de viver. Os cravos do 25 de Abril, que muitos, candidamente, tomaram por símbolo de uma primavera, fanaram-se sobre um monte de esterco.

Ao contrário das esperanças de alguns, não se começou vida nova, mas rasgou-se um véu que encubra uma realidade insuportável. Para começar, escreveu-se na nossa história uma página ignominiosa de cobardia e irresponsabilidade, página que, se não for resgatada, anula, por si só todo o heroísmo e altura moral que possa ter havido noutros momentos da nossa história e que nos classifica como um bando de rufias indignos do nome de nação. Está escrita e não pode ser arrancada do livro.

É preciso lê-la com lágrimas de raiva e tirar dela as conclusões, por mais que nos custe. Começa por aí o nosso resgate. Portugal está hipotecado por esse débito moral, enquanto não demonstrar que não é aquilo que o 25 de Abril revelou. As nossas dificuldades presentes, que vão agravar-se no futuro próximo, merecemo-las, moralmente

Mas elas são uma prova e uma oportunidade. Se formos capazes do sacrifício necessário para as superar, então poderemos considerar-nos desipotecados e dignos do nome de povo livre e de nação independente.

Artigo de António José Saraiva
In o “Diário de Notícias” de 26 Janeiro 1979

Férias dos Portugueses em 2012


Férias dos Portugueses em 2012

...pelo menos enquanto conseguirem pagar a electricidade!!!

Universidade do Minho cria prémio nacional literário em Moçambique


Universidade do Minho cria prémio literário em Moçambique

A Universidade do Minho, através da Fundação Carlos Lloyd Braga, e a organização não-governamental portuguesa Karingana Wa Karingana acabam de criar um prémio nacional literário em Moçambique. O concurso tem apoio do Ministério da Educação daquele país africano e visa distinguir contos ou novelas inéditos de jovens pré-universitários. O júri é presidido pelo conceituado escritor Mia Couto.

O autor vencedor terá direito a uma bolsa de estudos de licenciatura por três anos na UMinho e as três melhores obras a concurso vão ser editadas em todos os países lusófonos, "com vasta cobertura e estímulo à sua leitura". O valor monetário do "Prémio Literário Karingana Wa Karingana/Universidade do Minho" torna-o um dos maiores prémios literários em Portugal.

Tem como grande objetivo fomentar a escrita criativa dos jovens e o uso do português enquanto língua de cultura e de enorme tradição literária, explica o presidente da Fundação Carlos Lloyd Braga, professor Luís Couto Gonçalves. As candidaturas estão abertas até maio para os alunos que terminaram a 12ª classe do ensino secundário em Moçambique no final de 2010 ou 2011. O júri anuncia o trabalho premiado em setembro, estando a entrega solene marcada para 17 de novembro de 2012, na UMinho.

Este prémio literário surge na sequência da doação recente de 140 mil livros às bibliotecas e escolas mais carenciadas de Moçambique. A campanha de recolha decorreu nos últimos meses em Portugal, na qual participou também a comunidade académica da UMinho. A campanha foi organizada a nível nacional pela Karingana Wa Karingana ("Era uma vez"), com apoio da Fundação Carlos Lloyd Braga, que é sua sócia fundadora.

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Gabinete de Comunicação, Informação e Imagem

Universidade do Minho

Tel.: (+351) 253601109 | 961766329

Fax: (+351) 253601105

E-mail: gcii@reitoria.uminho.pt


UMinho,sexta-feira, 02-12-2011

Escrito por uma criança africana....


Escrito por uma criança africana....


Pensamento surpreendente!!!

Quando eu nasci, era Preto;
Quando cresci, era Preto;
Quando pego sol, fico Preto
Quando sinto frio, continuo Preto
Quando estou assustado, também fico Preto.
Quando estou doente, Preto;
E, quando eu morrer, continuarei preto!

E você, cara Branco,
Quando nasce, você é rosa;
Quando cresce, você é Branco;
Quando você pega sol, fica Vermelho;
Quando sente frio, você fica roxo;
Quando você se assusta fica Amarelo;
Quando está doente, fica verde;
Quando você morrer, você ficará cinzento.

E você vem me chamar de Homem de Cor??!!

Fonte: Net

Portugal: Lei 24/2007 - Acidentes em auto-estrada


Lei 24/2007: Acidentes em auto-estrada


IMPORTANTE:
NÃO SABER ESTE PROCEDIMENTO PODERÁ CUSTAR-LHE CENTENAS OU MILHARES DE EUROS


Lei 24/2007: Acidentes em auto-estrada

Como sabem, para quem anda nas Auto-estradas, às vezes aparecem objectos estranhos nas mesmas, como peças largadas por outros veículos, objectos de cargas que se soltam e até animais... coisas que não deveriam acontecer porque as concessionárias são responsáveis pela manutenção. Estas situações provocam acidentes e danos nos nossos veículos, contudo se isto vos acontecer (espero que não) exijam a presença da brigada de trânsito.

Os meninos das auto-estradas vão dizer que não é preciso porque eles tratam de tudo... no entanto e conforme a *Lei 24/2007 , a qual define os direito dos utentes nas vias rodoviárias classificadas como Auto-Estradas Concessionadas *...(tendo em atenção o Art º 12º nº 1 e 2), vocês só podem reclamar o pagamento dos danos à concessionária se houver participação das autoridades! É uma técnica que as concessionárias estão a utilizar para se livrarem de pagar os danos causados nos veículos.

Por isso, se tiverem algum percalço por culpa da concessionária, *EXIJAM A PRESENÇA DA AUTORIDADE*, não se deixem ir na conversa dos senhores da assistência os quais foram instruídos para dizer *'agora somos nós que tratamos disso e não é preciso a autoridade'*.

* Isto é pura mentira! Se não chamarem as autoridades, eles não são obrigados a pagar os danos e este é o objectivo deles! *

* Façam circular este mail, pois já nos chega pagar valores absurdos pelas portagens quanto mais sermos enganados desta maneira! *

Boas viagens

Origem Dr. Álvaro Caneira (Advogado)

Portugal: Que trio!...

Que trio!...
Um está preso.
O outro está desaparecido.
O outro está em dificuldades económicas.

29 de janeiro de 2012

Moçambique: A caminho do farol


A caminho do farol

A caminho do famoso farol da praia do Estoril, Beira.

Moçambique: A 106 km de Maputo há uma Ponta de Ouro


A 106 km de Maputo há uma Ponta de Ouro

Turistas e banhistas nacionais aproveitam o sol e o mar na praia da Ponta de Ouro. A Ponta de Ouro fica a 106 km da cidade de Maputo. A maior parte dos turistas são sul africanos.

Moçambique: O pôr-do-sol na ilha de Inhaca


O pôr-do-sol na ilha de Inhaca

O pôr-do-sol entre a ponte de chegada dos turistas à ilha de Inhaca.

Moçambique: Mercado do Tofo em Inhambane


Mercado do Tofo em Inhambane

Se vai viajar para Inhambane, não se esqueça de passar pelo mercado do tofo e trazer algumas peças artesanais bem originais daquela terra de 'boa gente'.

Moçambique: E vai tudo abaixo


E vai tudo abaixo

A ponte do rio Umbeluzi que liga o distrito de Boane à localidade da Masaca foi abaixo com a chuva e devido às águas do rio.

Moçambique: Vamos todos para a praia da Macaneta


Vamos todos para a praia da Macaneta

Um grupo de pessoas faz a travessia de Maracune para a praia da Macaneta num ferry boat.

Moçambique: Cheias em Maputo


Cheias em Maputo
As chuvas que estão a cair em Maputo têm deixado vários pontos da cidade inundados, como é o caso da Avenida Samora Machel.

Moçambique: Prais da Macaneta


Praia da Macaneta

A praia da Macaneta é uma das praia para a prática de surf, com ondas muito grandes. Fica a trinta quilómetros da capital, Maputo.