30 de setembro de 2011

Portugueses em Moçambique e Angola pode gerar "nova fratura" entre povos


"Grande desconhecimento" de emigrantes portugueses em Moçambique e Angola pode gerar "nova fratura" entre povos - investigadora Paula Meneses

Coimbra, 30 set (Lusa) - A antropóloga moçambicana Paula Meneses manifestou-se hoje preocupada com o "grande desconhecimento" que os portugueses que estão a emigrar para Moçambique e Angola revelam desses países, podendo estar a criar-se uma "nova fratura" entre povos.

"A realidade destes países mudou muito (desde a independência) e esta tentativa de aproximação a Moçambique e a Angola com um grande desconhecimento preocupa-me", disse a investigadora do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, que hoje interveio no "Encontro sobre Inclusão Social e Cidadania", organizado pela Casa de Moçambique em Coimbra.

Na sua opinião, "o risco que se pode correr é de uma nova fratura, de pessoas que pessoas que vão com grande expetativas dizerem que são mal recebidas, porque não há conhecimento do que mudou do lado de lá".

Samora recusou ser presidente segundo Joaquim Chissano


Samora recusou ser presidente

Segundo Joaquim Chissano.

O antigo chefe do Estado moçambicano, Joaquim chissano, diz que Samora Machel recusou-se a ser presidente quando indicado para o cargo depois da assinatura dos acordos de Luzaka, que davam direito de Moçambique criar o seu próprio Governo pela conquista da independência.

Segundo Chissano, o primeiro presidente de Moçambique independente nunca pensou em ser presidente da República, depois da independência.

“Samora queria apenas continuar como homem de combate. Quando indicado a presidente, não aceitou”, revelou Chissano, que falava ontem numa palestra a propósito das comemorações do Ano Samora Machel, pela passagem dos 25 anos da morte deste líder. Contudo, o primeiro presidente de Moçambique independente foi convencido pelos “camaradas” a tomar o cargo, uma vez que só pensava em servir o povo.

O ex-presidente da República defendeu ainda que Samora era um homem que contagiava a todos pela rapidez do seu pensamento e de tomada de decisões.

“Ele pensava rápido em tudo o que fazia. Essa rapidez no pensamento, nos actos, foi transmitida a todos durante as conversas e em todos os momentos em que estivemos juntos”, disse.

André Manhice
SAPO MZ, 28 Setembro 2011

O bicho da Madeira (Henricartoon)

Moçambique, África do Sul e Suazilândia unidos pelo turismo


Moçambique, África do Sul e Suazilândia unidos pelo turismo

Lançado projecto de turismo integrado

Autoridades dos três países lançaram, em Sundton, KwaZulu-Natal, um projecto de turismo integrado, que torna pontos de Moçambique, África do Sul e todo o território da Suazilândia um único destino turístico.
A cidade e província de Maputo, Suazilândia e a província sul-africana de KwaZulu-Natal já são um destino turístico único, na sequência do lançamento da iniciativa tripartida de promoção de turismo regional. O projecto visa permitir que turistas que visitam KwaZulu-Natal, por exemplo, possam facilmente chegar a Maputo ou ir à Suazilândia num único pacote turístico. Trata-se de uma rota que, na visão das autoridades dos três países, pode ser feita num único dia.

A iniciativa foi lançada, segunda-feira, na cidade de Sandton, Joanesburgo, província de KwaZulu-Natal, pelas autoridades dos três países envolvidos.

Moçambique fez-se representar, no acto, pela secretária permanente do Ministério do Turismo, Fernanda Matsinhe, sendo que a Suazilândia e África do Sul foram representadas, respectivamente, pelo ministro do Turismo e Assuntos Ambientais, MacFord Sibanzde, e pelo ministro do Desenvolvimento Económico e Turismo da província de KwaZulu-Natal.

Moçambique: Investir é a palavra de ordem


Investir é a palavra de ordem

Investir é o verbo mais utilizado entre Moçambique e Portugal nos últimos anos. A política abriu os corredores aos empresários e, hoje, Portugal está nos negócios de peso no país:

Banca, construção civil, hotelaria e turismo e energias renováveis. É sobre estes sectores que, próxima quinta-feira, empresários dos dois lados vão sentar-se, em Maputo, para discutir.

Portugal é, a olhos vistos, um dos principais investidores em Moçambique. Ao olhar-se para a revista da KPMG sobre as 100 maiores empresas do país, nota-se com facilidade o forte peso de Portugal nos negócios em Moçambique.

Alexandre Munguambe denuncia empregadores com má-fé


Alexandre Munguambe denuncia empregadores com má-fé

Alexandre Munguambe, Secretário-geral da Organização dos Trabalhadores de Moçambique-Central Sindical (OTM-CS), discursa durante o lançamento da semana comemorativa do dia da criaçao da Organizaçao dos Trabalhadores de Moçambique, realizado hoje em Maputo. Alexandre acusou alguns empregadores que mesmo tendo as suas empresas a render desviam o dinheiro para fins inconfessáveis do que honrar com os compromissos que tem para com a sua massa laboral, adiantando que algumas destas empresas até não pagam, por má-fé, o salário mínimo definido pela Comissão Consultiva do Trabalho (CCT), alegando falta de fundos.

SAPO MZ

Maputo: Os reponsáveis pelo engarrafamento na N4


Os reponsáveis pelo engarrafamento na N4

Congestionamento na N4, via Maputo - Matola causado pelos camiões esta manhã, dia 29 de Setembro.

SAPO MZ

29 de setembro de 2011

Portugal: Isaltino Morais foi detido


Isaltino Morais foi detido

O presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, foi detido pelo Grupo de Investigação Criminal da PSP de Oeiras, segundo o Jornal de Negócios.

Pouco passava das 20 horas quando o autarca foi levado para a zona prisional anexa à PJ. O jornal escreve que Isaltino Morais deverá agora cumprir os dois anos de cadeia a que foi condenado pelo Supremo Tribunal de Justiça.

O Jornal de Negócios falou com o advogado do autarca, Rui Elói Ferreira, que não confirmou a prisão e garantiu «não ter sido informado oficialmente da nada» . Confirmou, contudo, a existência de uma mandato de detenção emitido pelo Tribunal de Oeiras.

Isaltino Morais, escreve o Jornal de Negócios, foi constituído arguido em 2005, num processo relacionado com contas bancárias não declaradas na Suíça e na Bélgica. De acordo com a acusação que lhe foi deduzida em 2006, o autarca de Oeiras «recebia dinheiro em envelopes entregues no seu gabinete da Câmara», segundo o “Público”. Esse dinheiro serviria para licenciar loteamentos, construções ou permuta de terrenos.

SIC, 29 de Setembro de 2011

Novas notas começam a circular a partir de 1 de Outubro de 2011


Novas notas começam a circular a partir de 01 de Outubro

Maputo, 29 set (Lusa) - Uma nova série de notas de 20, 50 e 100 meticais, a moeda nacional moçambicana, entram em circulação a 01 de outubro, e são produzidas com polímero, material sintético que garante a sua durabilidade, anunciou o Banco de Moçambique.

As notas 20, 50 e 100 meticais são as mais suscetíveis de se degradarem, na medida em que são as mais usadas nas transações e concessão de trocos.

O governador do Banco de Moçambique, Ernesto Gove, referiu que a introdução de moedas produzidas com polímero reduzirá significativamente os custos de reposição das notas degradadas.

Ernesto Gove apontou ainda que a rotação "média das notas é de três anos e com estas notas acredita-se que as mesmas possam, pelo menos, resistir por cinco anos ou até mesmo duplicar o seu tempo de vida em circulação".

O Banco de Moçambique referiu que a circulação das novas notas será simultânea e a substituição decorrerá de uma forma gradual, contudo não implicará a retirada das notas atuais.

Tal como as que estão em circulação, as novas notas ostentam a efígie de Samora Machel, o primeiro Presidente de Moçambique.

HYC.
Lusa/Fim 29 de Setembro de 2011

Redacção de 1913 acerta com futuro


Redacção de 1913 acerta com futuro

Uma investigação de trabalhos escolares antigos na região de Norfolk, Reino Unido, levou à descoberta de um Nostradamus do último século: Edgar Codling, que aos 12 anos, em 1913, frequentava a escola em Hillington, escreveu numa redacção sobre o final do século: "Os aviões serão tão difundidos como os automóveis" e as bicicletas, na altura muito caras, "ficarão ao alcande de todos". Mais, previu um boom nas viagens aéreas e que os aviões serviriam "para deslocações de negócios e de prazer".

João Vaz
Revista Sábado, 29 de Setembro de 2011

Frase do dia (Jorge Coelho)



"Se os portugueses vão para Angola só para ganhar no imediato, então levem também o caixão, porque até o caixão é muito mais barato em Portugal".

 
Jorge Coelho, Grupo CEO da Mota-Engil

Revista Sábado, 29 de Setembro de 2011

27 de setembro de 2011

Cesária Évora: Empresário José da Silva garante que “perigo já passou”


Cesária Évora: Empresário José da Silva garante que “perigo já passou”

A cantora cabo-verdiana Cesária Évora "ainda está fraca mas o perigo maior já passou", afirmou hoje o empresário da "Diva dos Pés Descalços" à Agência Lusa, em Paris. José da Silva declarou também que Cesária Évora está afastada dos palcos, mas "não é de excluir que possa vir a gravar" de novo e a colaborar com outros cantores.

A conhecida cantora foi admitida de urgência na sexta-feira, no hospital de La Pitié-Salpétrière, em Paris, "na sequência de um AVC agravado por sérias dificuldades respiratórias", lembrou o adido cultural de Cabo Verde em Paris, David Leite, num comunicado dirigido no domingo à noite à comunidade cabo-verdiana em França.

Depois de um dia crítico no sábado, a cantora recuperou e hoje, "apesar de fraca, estava a gozar com a situação", afirmou José da Silva, contactado pela Lusa no estúdio de Paris onde Cesária Évora tinha previsto uma nova sessão de gravações.

"O maior perigo já passou e os médicos estão confiantes. Continua na unidade de reanimação para que tentem estabilizar a respiração", acrescentou o empresário da cantora.

"A Cesária está consciente, está a falar e mesmo a gozar porque gosta de mostrar que está bem e que está forte, mesmo que se veja que ela ainda está fraca", relatou José da Silva.

A decisão de abandonar definitivamente os palcos, anunciada dois dias antes do acidente vascular de sexta-feira, "não foi do agrado mas Cesária está consciente que o corpo não ia ajudar mais", adiantou o empresário.
José da Silva vive este abandono dos palcos da grande voz de Cabo Verde como "um momento difícil porque não ficamos bem ao ver alguém assim diminuído e com dificuldades".

"A decisão de terminar a carreira foi muito dura de tomar. Quem conhece a Cesária sabe que ela se sente bem só quando está no palco. A vida dela é isso, o contacto com os fãs que a amam. Parar é extremamente duro para ela", disse ainda José da Silva.

"A minha esperança é que ela recupere e possa mais tarde fazer coisas, participar ou gravar. Mas ainda é cedo para pensar nisso. Para já, a preocupação é a recuperação dela", acrescentou, no entanto, o empresário.

Agência Lusa/Expresso das Ilhas, 27 de Setembro de 2011

Fé e paixão numa nação pária (Policarpo Mapengo)


Fé e paixão numa nação pária

Policarpo Mapengo Para Adelino Timóteo

Esse interessante escritor de uma “Nação Pária”


“Se os homens são tão maus com religião, como seriam sem ela?” Benjamin Franklin

 
... agora parece que a nossa política se escondeu das referências e despiu-se da moral – ou nunca a teve, mas sempre soube fingir. Na verdade - acho que Egídio Vaz e Ericino de Salema têm uma opinião diferente – a política despiu-se de paixão e, literalmente, ela vai nua como o rei.

Vi Beira a arder!

Quando pensei em te escrever, debati-me com o que realmente percebo sobre paixão. Podia-me prender na leviandade lírica, refugiar-me em Luís de Camões e resumir-te simplesmente no “fogo que arde sem se ver”.

Acho, meu caro escritor, que o amor, por mais que em termos práticos possa ser algo complexo, em termos poéticos se desvanece e as coisas simplificam-se nessa cadência de versos desaguando nesse fogo “blá blá” de Camões.

Meu caro, não te quero cansar com estes “romantismos” próprios dos poetas. lembrei-me da tua “Nação Pária” que, curiosamente me remete ao “último voo de flamingo” de Mia Couto que como tu, acaba chamando-nos atenção para um país que desaparece.

Há semanas, assistia compulsivamente à TV e desesperava-me pelas marchas “holigans” na tua apaixonada Beira, no jogo do Ferroviário local. Sempre olhei para o futebol e a religião como os perigosos campos das paixões. Estou a falar-lhe dos espaços onde a fé é dominadora e cega à capacidade reaccionária do ser humano.

A mãe dos poetas moçambicanos (Nelson Saúte)


A mãe dos poetas moçambicanos

A segunda edição de “Sangue Negro”, livro de Noémia de Sousa, foi lançada esta semana.

Do seu posfácio fomos buscar dois textos, um de Nelson Saúte, que tem como título “A mãe dos poetas moçambicanos”, e outro de Francisco Noa, que nos ajudam a perceber a alma que existe nos textos desta poetisa.

Eu tinha 15 anos e o poema dizia: “Somos fugitivas de todos os bairros de zinco e caniço./Fugitivas das Munhuanas e dos Xipamanines,/viemos do outro lado da cidade/com nossos olhos espantados,/nossas almas trancadas,/nossos corpos submissos escancarados./De mãos ávidas e vazias,/de ancas bamboleantes lâmpadas vermelhas se acendendo,/de corações amarrados de repulsa,/descemos atraídas pelas luzes da cidade,/acenando convites aliciantes/como sinais luminosos na noite”. Passados estes anos não sei proclamar o meu espanto. Mas lembro que sobre a retina daquele rapaz que eu era, na incauta leitura de uma antologia de Orlando Mendes (Sobre Literatura Moçambicana), ficou a reverberar um nome estranho.

Quem seria essa mulher que se escondia no nome de poeta Noémia de Sousa? - interrogou-se o menino que fui. Naquele então a literatura que conhecia era sobretudo o pecúlio trazido no ombro dos guerrilheiros. Era essa a poesia que sobrava das artes de declamação experimentada nos pátios das escolas, onde fomos continuadores da revolução e exaltadores de todas as utopias - tudo o que agora está inscrito no refluxo dos nossos sonhos.

26 de setembro de 2011

Cesária Évora: Angola

Cesária Évora: Sodade (Live)

Cesária Évora: Partida

Cesaria Évora: Besame Mucho

22 de setembro de 2011

Noémia de Sousa: o legado do amanhã


Noémia de Sousa: o legado do amanhã

A nata literária moçambicana assistiu ontem, em Maputo, ao lançamento da reedição do livro “Sangue Negro” da conceituada escritora Noémia de Sousa.

A obra é uma reedição, que desta vez surge a público sob a chancela da editora Marimbique – Conteúdos e Publicações, tendo sido acrescentado mais três poemas, intitulados “Quero conhecer-te África”, “19 de Outubro” e “A mulher que ri à vida e à morte”.

Conta também com dois textos sobre a obra da escritora, redigidos pelos especialistas moçambicanos de literatura Francisco Noa e Fátima Mendonça.

O lançamento teve lugar no espaço Kulungwana, na Estação dos Caminhos-de- Ferro de Moçambique (CFM), na capital, e é publicado sob a chancela da editora Marimbique.

16 de setembro de 2011

Jorge Carlos Fonseca é o novo PR de Cabo Verde


Jorge Carlos Fonseca é o novo PR de Cabo Verde

Jorge Carlos Fonseca é o quarto Presidente da República de Cabo Verde. Fonseca venceu à segunda volta nas presidenciais e sucede Pedro Pires na Presidência da República. JCF é casado e pai de 3 filhas.

Cabo Verde: Verde é cor de esperança


Verde é cor de esperança

As últimas chuvas vieram animar os camponeses nas ilhas mais agrícolas. E as previsões é de que este ano será bom em termos das colheitas.

O verde que orgulha o cabo-verdiano


O verde que orgulha o cabo-verdiano

"Dia k tchuva bem, umm ta ba bskob pa no bem dançá"... A letra desta música diz muito sobre o significado das chuvas em Cabo Verde. Por estes dias, montanhas e vales das ilhas apresentam-se cobertos de verde, como mostra a foto, do interior de Santiago.

A Pedra (Antonio Pereira)


A PEDRA

O distraído, nela tropeçou,

o bruto a usou como projétil,

o empreendedor, usando-a construiu,

o campônio, cansado da lida,

dela fez assento.

Para os meninos foi brinquedo,

Drummond a poetizou,

Davi matou Golias...

Por fim;

o artista concebeu a mais bela escultura.

Em todos os casos,

a diferença não era a pedra.

Mas o homem.


Autor: Antonio Pereira (Apon)
Este poema foi publicado em 1999 no livro: Essência.

Angola: "Otchinganji" animam Estádio dos Coqueiros em Luanda


"Otchinganji" animam Estádio dos Coqueiros

Uma das figuras mais imponentes do nosso folclore oriunda da região Centro Sul: os "Otchinganji", que animavam as cerimónias tradicionais dos ovinbundos e nas mesmas representavam espíritos dos antepassados deste povo, actualmente são também levados para os estádios de futebol para dar sorte no jogo. Aqui no Estádio dos Coqueiros, em Luanda. Viva o nosso folclore.

Angola: Um sorriso de esperança


Um sorriso de esperança

Quantas vezes já ficou frustrado por não conseguir comprar a carteira que viu na vitrina de uma loja? Quantas vezes zangou-se e sentiu o mundo a desabar por faltar dinheiro para saciar os seus mais fúteis caprichos?

Pois bem nesta vida há quem nada tem, mas a cada luz do dia, que Deus o concede ver, recebe-a com um sorriso de esperança pois sabe que é o principio de um novo começo. As coisas materiais são um subterfúgio pouco inteligente para escondermos o nosso verdadeiro ser e com elas desligamo-nos do mais importante: viver. Pense nisso.

Quénia: A noiva massai


A noiva massai

Ao centro Nelly Nkurunka é a noiva. Nelly está rodeada por mulheres da aldeia do noivo que a acolhem com canções e danças. Tem 18 anos e vai casar com Lesian Ole Lasiti Maante, de 25 anos. Lesian é o líder da sua tribo e tem de casar e constituir família, construir riqueza em número de cabeças de gado e filhos e atingir a maioridade. A maioridade é um período de muita responsabilidade, sobretudo para o jovem chefe que lidera mais de 10.000 jovens guerreiros massai.

Maputo: O cinema construiu imagem da nova nação (Ruy Guerra)


O cinema construiu imagem da nova nação

Ruy Guerra , autor do filme “Mueda, Memória Massacre” é homenageado hoje, em Maputo. Uma homenagem merecida, daquele que é considerado o percursor do cinema nacional, agora a residir no Brasil, país que elegeu como sua segunda pátria, desde 1958. A iniciativa de homenageá-lo é da Universidade Técnica de Mocambique (UDM), em parceria com o DOCKANEMA, e este foi um pretexto para uma longa e interessante conversa com o autor.

Porque abandonou Moçambique?

Naquela época havia aqueles movimentos da juventude contra o salazarismo, nomeadamente o movimento de unidade democrática, quando a Polícia Internacional de Defesa do Estado (PIDE) foi instalada aqui em Moçambique nós fomos perseguidos porque nós escrevíamos, era um grupo que escrevia e que faziam parte Rui Knopfli, João Mendes, Noémia de Sousa, era um grupo com forte expressão cultural e que era alvo de perseguições enquadradas numa lei sobre qualquer coisa como segurança nacional. O caso mais grave é que nós éramos menores pouco podiam fazer contra nós. Lembro-me que João Mendes foi deportado na época para Angola e depois para a Ilha do Sal, ele era maior tinha entre 27 e 28 anos e nós tínhamos entre 17 e 18 anos.

Consta-me que apesar de ser menor foi preso na sequência dessas perseguições que eram alvos da PIDE. Confirma?

Não chegamos a ficar presos, éramos menores, estudantes do liceu. Também havia aquele estatuto colonial e havia contradições porque o próprio do governo da época não queria que a PIDE se instala-se aqui. Portanto, eles não agiam com muita força, foi um passo gradual que eles estavam usando sobre o aspecto da repreensão. Então a gente era detida e volta e meia lá no liceu escrevíamos um artigo e ia lá alguém prender um de nós. O reitor nunca deixava o jeep da PIDE entrar na escola e assim conseguíamos fugir. Nunca fiquei preso mesmo.

15 de setembro de 2011

Moçambique vai testar vacina contra o vírus causador do HIV


Num trabalho conjunto desenvolvido pelo Instituto Nacional de Saúde e o Hospital Central de Maputo.

O ministro da Saúde , Alexandre Manguele, esclarece que não se trata de cura do Sida, mas um estudo que pode reforçar a capacidade de defesa do organismo humano em contrair o vírus causador do Sida. Aliás, ainda não há nenhuma vacina eficaz para a prevenção desta doença.

Moçambique vai testar, ainda este mês, uma vacina contra o vírus causador do Sida, numa altura em que as taxas de infecção por esta doença, no país, rondam os 11.5 por cento, de acordo com os últimos dados disponibilizados pelo Inquérito sobre Sida, denominado Insida.

O ministro da Saúde, Alexandre Manguele, diz que o primeiro teste clínico sobre a vacina terá uma duração de um ano e meio. O estudo será realizado pelo Instituto Nacional da Saúde e o Hospital Central de Maputo e os investigadores destas duas instituições é que vão liderar o processo.

Contudo, Manguele deixou claro que ainda não há cura contra o Sida, ou seja, “a vacina a ser testada em Moçambique não significa cura da doença, mas pode reforçar a capacidade de defesa do organismo em contrair o vírus causador do Sida”.

Combate à doença: Vacina contra malária disponível em 2015


Combate à doença

Vacina contra malária disponível em 2015

Uma vacina antipalúdica será lançada no mercado em 2015, anunciou terça-feira à imprensa na capital francesa, Paris, a diretora executiva da Parceira “Fazer Recuar a Malária”, Awa-Marie Coll-Seck.

A antiga ministra senegalesa da Saúde precisou que a vacina estava na sua última fase de validação pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

« A vacina será eficaz em pelo menos 50 por cento, o que quer dizer, contudo, que não tem vocação para substituir os outros meios de prevenção e tratamento do paludismo. Vai reforçá-los e ajudar a continuar na dinâmica dos progressos contra a doença registados nos últimos anos», sublinhou.

Coll-Seck evocou igualmente o objetivo de erradicar o paludismo até 2015 em 10 países afetados pela doença.

«Temos a ambição de lá chegar, graças aos esforços dos países atingidos e ao apoio da comunidade internacional. Tendo em conta os progressos já obtidos, parece-nos perfeitamente concebível fazer desaparecer o paludismo em 10 países até 2015”, indicou.

Num relatório divulgado segunda-feira à noite, a Parceria «Fazer Recuar a Malária » sublinha os progressos obtidos na luta contra o paludismo em África.

Segundo o documento, países como o Rwanda, o Senegal e a Zâmbia realizaram progressos espectaculares na aplicação da sua estratégia nacional de luta contra o paludismo.

Os autores do relatório sublinham, em contrapartida, os desafios logísticos e estruturais que dificultam a luta contra o flagelo na Nigéria e na República Democrática do Congo (RDC).

O relatório, que será apresentado esta semana em Nova Iorque, nota a progressão nítida dos financiamentos internacionais de luta contra o paludismo, passando de perto de 100 milhões de dólares americanos em 2003 para cerca de um bilião e 500 milhões em 2010.

(AIM)
15 de Setembro de 2011

Índia: Funeral do elefante


Funeral do elefante

Habitantes de uma vila indiana na floresta de Naxalbari choram a morte de um elefante macho. As autoridades vão agora investigar as causas da morte deste animal, que no hinduísmo é sagrado.

14 de setembro de 2011

Venenos de Deus, Remédios do Diabo (Mia Couto)


Um rio onde as águas se separam

Venenos de Deus, Remédios do Diabo:

Mais do que palavras, Mia Couto é um escritor que nos transporta ao avesso, ao sonho, ao fantástico, ao extraordinário. Na sua incursão por “Venenos de Deus, Remédios do Diabo”, navegamos também por esse mundo do surreal, que, segundo André Breton, “ é o automatismo psíquico puro pelo qual se propõe expressar, verbalmente, por escrito, ou de qualquer outra maneira, o funcionamento real do pensamento. O pensamento é ditado com ausência de qualquer outro exercício da razão, à margem de toda a preocupação com estética ou moral. Ou melhor: existe outra realidade, tão real e lógica como a exterior, que é a dos sonhos, da fantasia, dos jogos espontâneos do inconsciente que se desenvolve à margem de toda a função filosófica, estética ou moral”. Com Mia, mais do que sonharmos em noites do interplanetário, viajamos em naus por terras intransponíveis.

- Cure-me de sonhar, Doutor.

- Sonhar é uma cura.

- Um sonhadeiro anda por aí, por lonjuras e aventuras, sei lá fazendo o quê e com quem... Não haverá um remédio que me anule o sonho?

- Todos elogiam o sonho, que é o compensar da vida. Mas é o contrário, Doutor. A gente precisa do viver para descansar dos sonhos.

- Sonhar só o faz ficar mais vivo.

- Para quê? Estou cansado de ficar vivo. Ficar vivo não é viver, Doutor.

- É que o senhor entra neste quarto malcheiroso e eu o vejo mais como coveiro do que meu salvador. Aqui, neste leito, eu já vou no meu próprio desfile fúnebre. Págs. (16-17)

“Angolanos olham para o Brasil, mas brasileiros não para Angola”

“Angolanos olham para o Brasil, mas brasileiros não para Angola”


Quem o diz é Pepetela

Enquanto os angolanos vêem o Brasil como um “irmão mais velho”, os brasileiros pouco sabem sobre o país africano com quem partilham raízes lusófonas, diz o escritor de Angola Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, de 69 anos, conhecido por Pepetela.

Em entrevista conduzida por Júlia Dias Carneiro, à BBC Brasil, o escritor angolano disse que, embora as relações económicas e políticas entre Brasil e Angola venham crescendo, as relações culturais entre os dois países ainda deixam a desejar, e são predominantemente de mão única. Vencedor em 1997 do Prémio Camões, o maior reconhecimento literário da língua portuguesa, Pepetela tem a história angolana como pano de fundo para as suas ficções, abordando temas como o colonialismo, a luta pela independência e a guerra civil angolana. O escritor esteve no Rio de Janeiro para lançar o livro “O Planalto e a Estepe” (Editora LeYa) na Bienal do Livro.
Como vê as relações entre Brasil e Angola?

As relações estão mais desenvolvidas do ponto de vista político e económico, e também no trânsito de pessoas de um lado para o outro. Nesse aspecto, deveria haver uma maior fluidez. Nem é por mal, mas por uma questão da burocracia angolana, demora-se muito tempo para conceder vistos. Ultimamente, o Brasil também está retaliando. Agora, um angolano tem de pedir o visto brasileiro com um mês de antecedência. É retaliação, também não resolve. Prejudica até empresas brasileiras, cujos trabalhadores têm dificuldade em ir trabalhar lá. Prejudica Angola, portanto, porque a empresa não está a trabalhar como deveria. Mas penso que na parte cultural é onde há menos relacionamento, e deveria ser mais intenso. É verdade que alguns escritores (angolanos) vêm ao Brasil, e escritores brasileiros vão a Angola, ainda que raramente. Às vezes vai um músico, sai um livro, aparecem algumas coisas. Mas é muito pouco, tinha que ser muito mais.

Angola: Acidente no Huambo faz 30 mortos, incluindo três generais


Acidente no Huambo faz 30 mortos, incluindo três generais

Uma aeronave do tipo Embraer, da Força Aérea Nacional angolana, despenhou-se hoje no aeroporto da cidade Huambo, acidente do qual resultou a morte de 30 pessoas, sendo que três são oficiais-generais das Forças Armadas Angolanas (FAA).

Há a informação de pelo menos três sobreviventes.

Um total de30 mortos e 6 feridos é o resultado apurado pela Polícia Nacional angolana no acidente de uma aeronave de origem russa Antonov, hoje (quarta-feira), na província do Huambo.

As causas do acidente ainda não foram apuradas, mas o serviço de bombeiros e das forças armadas angolanas encontram-se no local do incidente, a recolher dados.

O avião de marca Tango Embraer–500, despenhou-se logo a seguir à descolagem. A aeronave transportava uma delegação de generais das Forças Armadas (FAA).

Os sobreviventes encontram-se no hospital militar daquela província a receberem os primeiros socorros.

Segundo um ferido grave, o acidente foi muito rápido, pelo que não conseguiu descrever o ocorrido com detalhe, mas assegurou que o Comandante da tripulação tinha conhecimento que o voo tinha alguns problemas.

Sapo MZ, 14 de Setembro de 2011, 14:27

Angola: Leila Lopes é a mulher mais bela do Universo


Leila Lopes é a mulher mais bela do Universo

É a segunda mulher negra africana e a quarta negra a vencer o maior concurso de beleza do Mundo. A angola Leila Lopes é a grande vencedora do Miss Universo 2011.

9 de setembro de 2011

A gordura do Estado (Francisco Moita Flores)


A gordura do Estado

Sugar o tutano até à pobreza radical a milhões de contribuintes é um filme gasto e pouco credível.

Não sei quem inventou a expressão mas ela entrou nas narrativas políticas como mel. É capaz de ser, neste momento, a fórmula mais usada para identificar os gastos excessivos do Estado. Retirar a gordura do Estado é uma obsessão do governo. Corre o risco de ter de criar um ministério nutricionista que faça a gestão da coisa. Porém, o diagnóstico é velho. Nos últimos vinte anos, o discurso repete-se com outras variações. Emagrecer o Estado foi outra expressão que, em tempos, se converteu em lugar-comum. Ao fim e ao cabo, quer dizer o mesmo. Precisamos de um Estado esbelto, de curvas bem delineadas, sensual. Porém, as receitas para chegarmos a esse patamar superior da beleza política, escorraçando gorduras, com dietas rigorosas de vegetais, onde pão, carne e peixe são coisa para ricos, têm sempre a mesma fórmula. Começa-se por sugar o sangue aos contribuintes, e as gorduras, alegremente, lá ficam tornando o doente mais doente.

Isto é, o governo precisa de dar com urgência um sinal ao País sobre o corte das adiposidades crónicas. E até agora não o deu. Sugar o tutano até à pobreza radical a milhões de contribuintes é um filme tão gasto e tão pouco credível que só o aceitamos se percebermos que a estrutura do Estado entra em verdadeira dieta severa. Ou seja, que avançam reformas severas na esfera administrativa, na mobilidade de pessoal, na reconversão dos torresmos e toucinhos que se abrigam nos corredores do poder. Dou um exemplo: para aprovar um Plano de Pormenor urbano, são necessários pareceres de vinte e oito (!) instituições do Estado. Coisa que leva, em média, quatro anos a realizar. Conheço uma parte deste labirinto de poderzinhos que habita nos alvéolos mais gordurosos de vários ministérios. Com honrosas excepções, a incompetência domina e a arrogância impera. Consiga o governo reduzir a catorze entidades e tenha a coragem de pôr na rua quem não trabalha e parasita o Estado e pode cantar vitórias dietéticas daqui por mais dois anos. É que é o trabalho fundamental para perder gordura: acabar com a preguiça e correr com preguiçosos. Sem esta coragem, o governo só nos trará mais do mesmo: um Estado mais gordo e flatulento. E a fome do outro lado desta falta de imaginação.

Francisco Moita Flores
Correio da Manhã, 08 de Setembro de 2011

8 de setembro de 2011

O passe social (Henricartoon)

Como travar incêndios nas ruas (Henricartoon)

Bucha & Estica (Henricartoon)

2012 - O principio do fim (Henricartoon)

Portas, o promotor líbio (Henricartoon)

Maputo: Pavilhão de Nampula na FACIM 2011


Maputo: Pavilhão de Nampula na FACIM 2011

A região norte do Moçambique é conhecida por ter as melhores belezas naturais do país e a província de Nampula, as mulheres mais bonitas, o Mussiro, a bebida de Aloe Vera, entre outras iguarias.

Maputo: Laurentina causa polémica


Laurentina causa polémica

Organizações de mulheres de Moçambique ameaçam “usar todos os meios” para retirar das ruas os cartazes que promovem uma nova garrafa da cerveja da marca Laurentina com o slogan “Esta preta foi de boa para melhor”, em Maputo, Moçambique, 7 de setembro 2011.

X Jogos Africanos intitulado “África Mítica”: Um presente para África


X Jogos Africanos intitulado “África Mítica”: Um presente para África

O espectáculo de abertura oficial dos X Jogos Africanos, intitulado “África Mítica” apresentado na noite do último sábado, no Estádio Nacional do Zimpeto, foi, sem sombra de dúvidas, o maior presente que Moçambique ofereceu ao continente e ao mundo, por ocasião da sua escolha para acolher as chamadas olimpíadas africanas.

Através da música, dança e teatro, Moçambique mostrou a sua realidade desde o longínquo período de invasão imperialista até ao período actual.

Com um bailado corporizado por cerca de oitocentos bailarinos, 150 músicos e um “back vocal” constituído por oito intérpretes, Moçambique trouxe aos olhos do mundo a história passada, recente e a perspectiva do seu futuro.

“África Mítica” é um espectáculo corrido ao longo do qual são relatados diferentes momentos da história de Moçambique e por analogia, a de grande parte dos povos africanos.

De forma teatralizada, aborda-se a vitalidade das culturas e tradições moçambicanas, incluindo os jogos como factores de socialização e de desenvolvimento.

Ungulani Ba Ka Khosa: Não será difícil que Camões seja substituído por Shakespeare


Ungulani Ba Ka Khosa: Não será difícil que Camões seja substituído por Shakespeare

Enquanto as universidades e editoras portuguesas e brasileiras, praticamente, só estudam e publicam autores africanos lusodescendentes - com as excepções de praxe, na área editorial, como a Editorial Caminho, de Lisboa, que tem tradição na área -, pouco se lê sobre romancistas, contistas e poetas africanos autóctones ou mestiços que utilizam a Língua Portuguesa como meio de expressão. E, no entanto, em poucos anos, se a Língua Portuguesa - a língua do invasor e do colonizador - quiser sobreviver no continente africano - e com ela todo o legado lusófono -, será mesmo dos autores autóctones que dependerá.

Este incompreensível silêncio - que replete, pelo lado português, segundo o professor Patrick Chabal, do King´s College de Londres, certa saudade colonialista ainda não superada e, pelo lado brasileiro, descomunal desconhecimento em relação a assuntos africanos - é o que explica que um livro como Emerging Perspectives on Ungulani Ba Ka Khosa: prophet, trickster, and provacateur, preparado pelo professor Niyi Afolabi, ainda não tenha sido editado no Brasil nem em Portugal. E que, para lê-lo, tenhamos de recorrer à edição da Africa Press World Pres, Inc., com sede em Trenton, New Jersey, EUA, e em Asmara, na Eritreia, país do Nordeste da África, antiga colónia italiana, às margens do Mar Vermelho, que se separou da Etiópia em 1991.

Universidade Eduardo Mondlane aposta na produção sustentável de biodiesel


UEM aposta na produção sustentável de biodiesel

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) lançou oficialmente segunda-feira passada, o projecto de investigação sobre a produção sustentável de biodiesel a partir de jatropha.

Trata-se de uma acção financiada pela “Japonese International Cooperation Agency (JICA)” e pela “Japonese Science and Tecnology” que é implementado no âmbito de um acordo para o efeito assinado entre os governos de Moçambique e do Japão e que envolve a UEM e quatro universidades japonesas.

6 de setembro de 2011

Carta de um aluno ao Professor de História 37 anos depois...

CARTA DE UM ALUNO AO PROFESSOR DE HISTÓRIA 37 ANOS DEPOIS...

Exmº Senhor Professor,

Sou obrigado a escrever-lhe, nesta data, depois de ter escutado, com toda a atenção, a aula de História, que nos deu sobre a Revolução de Abril de 1974.

Li todos os apontamentos que tirei na aula e os textos de apoio que me entregou para me preparar para o teste, que o Senhor Professor irá apresentar-nos, na próxima semana, sobre a Revolução dos Cravos.

Disse o Senhor Professor que a Revolução derrubou a ditadura salazarista e veio a permitir o final da Guerra Colonial, com a conquista da Liberdade do Povo Português o dos Povos dos territórios que nós dominávamos e que constituíam o nosso Império.

Afirmou ainda que passámos a viver em Democracia e que iniciámos uma nova política de Desenvolvimento, baseada na economia de mercado.

Informou-nos também que a Censura sobre os órgãos de Comunicação Social terminara e que a PIDE/DGS, a Polícia Política do Estado Fascista acabara, dando a possibilidade aos Portugueses de terem liberdade de expressão, opinião e pensamento. Hoje, todos eles podem exprimir as suas opiniões nos jornais, rádio, televisão, cinema e teatro, sem receio de serem presos.

Disse igualmente que Portugal era um país isolado no contexto internacional e que agora fazemos parte da União Europeia e temos grande prestígio no mundo. Que somos dos poucos países da União a cumprir, na íntegra, os cinco critérios de convergência nominal do Tratado de Maastricht para fazermos parte do pelotão da frente com vista ao Euro.

5 de setembro de 2011

Taxa aos ricos (Henricartoon)

Moçambique desfile perante multidões


Moçambique desfile perante multidões

A cerimónia de abertura dos X Jogos Africanos, que decorreu no Estádio Nacional do Zimepeto, em Maputo, contou com a presença de 47 países que confirmaram a presença neste que é considerado um dos maiores eventos desportivos de África. Entre os países presentes, Moçambique foi a que mais fez vibrar a plateia que não parava de fazer a festa.

493 elementos completam a delegação moçambicana, entre equipa médica, treinadores, pessoal de apoio e os 317 atletas.