16 de janeiro de 2011

Maputo: Cidade das Acácias


Cidade das Acácias

Começa a época das acácias vermelhas na cidade de Maputo.

Sérgio Costa
Sapo MZ

Maputo: A venda de sapatos no mercado informal



A venda de sapatos no mercado informal

Sérgio Costa
SAPO MZ

Maputo: Luís Nhaca Porteiro do Serena Polana Hotel




Luís Nhaca Porteiro do Serena Polana Hotel

A grande atracção da “grande dama da capital moçambicana, Maputo, serena polana hotel, começa logo à entrada com as boas vindas do porteiro, Luís Nhaca, com um largo sorriso no rosto e um casaco cheio de pins.

Sérgio Costa
Sapo MZ

9 de janeiro de 2011

Moçambique: Fronteira de Ressano Garcia é símbolo de apartheid


Fronteira de Ressano Garcia é símbolo de apartheid

- Considera o gestor do projecto de “Paragem Única” que está a ser implementado em Ressano Garcia

Maputo (Canalmoz) - A fronteira terrestre de Ressano Garcia, o maior ponto de trânsito entre Moçambique e África do Sul, guarda as marcas do extinto regime segregacionista sul-africano: o apartheid. As autoridades moçambicanas dizem, portanto, estarem empenhadas em corrigir a forma como esta fronteira foi erguida, através da construção da “Paragem Única”, que se encontra já na fase conclusiva.
O delegado regional Sul, da Autoridade Tributária de Moçambique, Daniel Tovela, que é também gestor moçambicano do projecto de “Paragem Única”, explicou o que no seu ponto de vista há de “apartheid” na fronteira.
Tovela disse que a localização da fronteira foi estrategicamente pensada pelo regime de apartheid, “para dificultar a circulação de pessoas e bens, entre os dois países”.
A fronteira de Ressano Garcia está erguida num ponto estreito, entre o ponto mais alto dos Montes Libombos, Rio Inkomati e Kruger Park.
“Quem foge da Polícia na fronteira é pegado pelo crocodilo do Inkomati. Se escapar do crocodilo é devorado pelo leão do parque”, disse o delegado regional Sul, da Autoridade Tributária de Moçambique, ao Canalmoz.

O nosso colorido marinheiro Malangatana (Canal de Opinião: por Eduardo White)


Canal de Opinião: por Eduardo White

NOSSO COLORIDO MARINHEIRO MALANGATANA

Lisboa (Canalmoz) - Disseram-me, esta manhã, que tinha chegado um barco grande a Matosinhos. De um porto tão distante que os homens só dele sabem de ouvirem falar. Veio munido de entorpecentes luzes, lento e majestoso como uma baleia divagando em seus mares. De dentro, tambores e canticos ecoavam, rufando e seduzindo, enquanto balarinas líquidas, dançando, se embrulhavam em milhentas mil cores sob os pássaros gentios que as acompanhavam.
Havia sol. Estranharam os contadores, pois que não é costume em tempos de tão rígidos frios serem ali solarengas as madrugadas e que nem pássaros se agitem em tão acordados vôos. A nave, continuam eles, era um gigantesco vapôr feito de invulgares materiais. Estrelas do mar, búzios, escamas prateadas de peixes, carapaças de caranguejos, conchas de um ouro luzídio e muitas máscaras de variáveis rostos. Também se viam areias encarnadíssimas de uma fineza só igualável às mais longínquas sedas e madeiras rosa e negra e castanhamente canforizadas e também fortes como o ferro e negras como o bréu.

8 de janeiro de 2011

Moçambique: A luta continua e o Povo vai de novo vencer


Editorial

Em 2011 é preciso continuar-se a acreditar

A luta continua e o Povo vai de novo vencer

Maputo (Canal de Moçambique) - Em 2011, o que gostaríamos de ver? Ver o disco a tocar a mesma “marrabenta”? Não terá chegado a hora de se passar a exigir que neste País os outros ritmos também se dancem? “Sungura” não dá? “Mbira” não dá? “Tufo” não dá? “Mapiko” não dá? Continuarmos a ver em 2011 o Povo a sofrer e a elite do poder, depravada e enclausurada em Maputo – agora até já metida em “guetos” a que chamam de “condomínios” –, convencida que é com ela que o País vai sair deste estado de coisas? Acham mesmo que é possível por muito mais tempo a Paz manter-se deste jeito?
Será mesmo que, se não for feito muito mais do que se tem vindo a fazer até aqui, o povo não vai sair à rua outra vez para lutar pelos seus direitos já que até a Oposição parece estar já muito “contente” com “meia dúzia” dos seus membros no parlamento a curtirem o erário público como os da Frelimo?
Será que com esta Oposição que se combate a ela própria, traindo, com os seus apetites sórdidos, até a própria elite honesta de Maputo e de outras partes do País que ainda acredita nela, vamos evitar que o estado de coisas, perigoso, que nos rodeia, se mantenha? Quem faz mesmo qualquer coisa válida para que o País deixe de caminhar desta forma galopante para o caos incontrolável?
Já alguém pensou que este país precisa mesmo de uma Oposição a sério e não de uma Oposição de meninos mimados à espera de “maçaroca” e deslumbrados por terem chegado ao Parlamento e estarem já na bicha das benesses?

Autoridades tailandesas confiscam pontas de elefante provenientes de Moçambique

Contrabando de Marfim

Autoridades tailandesas confiscam pontas de elefante provenientes de Moçambique

Pretoria (Canalmoz) - De acordo com um despacho da AFP, as autoridades tailandesas anunciaram ontem ter confiscado 69 pontas de elefante e quatro peças de marfim que haviam sido contrabandeadas de Moçambique. O marfim, com um valor superior a 300.000 dólares, foi detectado em duas caixas no Aeroporto de Suvarnabhumi, em Banguecoque.

O departamento de alfândegas da Tailândia referiu que o carregamento, com um peso de 435 kg, tinha como destino o vizinho Laos, acrescentando que isso era um estratagema visando “ludibriar as autoridades pois o marfim voltaria a entrar em território tailandês”.

Segundo a agência de notícias francesa, não foram ainda efectuadas detenções uma vez que ninguém compareceu a reclamar a encomenda.

A Tailândia é usada como ponto de trânsito para o tráfico de espécies protegidas. Trata-se de uma prática ilegal ao abrigo das leis internacionais, incluindo a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES). Moçambique aderiu a esta convenção em 1981.

(Redacção)

2011-01-07

Moçambique: Nasce um “grupo Anti-Frelimo” no Facebook


Movimento de contestação ao regime

Nasce um “grupo Anti-Frelimo” no Facebook

Maputo (Canalmoz) – Foi criado na maior rede social da Internet, o Facebook, um movimento de pessoas que se declaram anti-frelimistas. O Grupo é denominado “Anti-Frelimo” e diz não suportar o nível de vida faustosa, alegadamente proveniente da corrupção, levada pelos membros do Governo da Frelimo, perante a miséria do povo.
“Somos um grupo de pessoas que não suporta o nível de vida a que o povo moçambicano está sujeito. Não se pode explicar como um país com imensos recursos naturais não consegue criar melhores condições para a grande maioria do seu povo. Moçambique tem 35 anos de miséria. A qualidade de vida é precária, mas os homens que governam este país esbanjam na cara do povo a sua riqueza, conquistada através de actos ligados à corrupção”. É com este discurso que o incomum grupo se apresenta, e está a ganhar simpatias na Internet.