30 de outubro de 2009

Dhlakama ameaça "tomar poder à força" se houver confirmação de fraude

Dhlakama ameaça "tomar poder à força" se houver confirmação de fraude Líder da RENAMO e candidato presidencial nas eleições de quarta-feira em Moçambique diz que o partido não vai "tolerar brincadeiras" e avança que, se for necessário, vai tomar o poder "à força". Depois de ter votado em Maputo, na quarta-feira passada, nas eleições gerais (presidenciais e legislativas) e provinciais, Afonso Dhlakama regressou na noite passada a Nampula, cidade do norte de Moçambique e à qual chama "capital política". À chegada, Afonso Dhlakama agendou encontros com membros dos órgãos centrais e provinciais do partido para se informar de questões ligadas às eleições e a alegadas irregularidades que ocorreram em cada um dos círculos eleitorais, com destaque para a província de Nampula. Dhlakama alega que em Nampula, maior círculo eleitoral do país, o processo de votação não abrangeu os membros da RENAMO, sobretudo nas cidades de Angoche, Nacala-Porto e Ilha de Moçambique, por alegadamente não constarem dos cadernos eleitorais. O líder da RENAMO propõe que, no caso específico da Ilha de Moçambique, se realize uma segunda volta das eleições, sustentando que nenhum eleitor (da RENAMO) votou naquela cidade, o que significa que "as coisas não andaram bem". "Este ano não vamos tolerar brincadeiras", disse Afonso Dhlakama, afirmando que se houver fraude eleitoral, que indicia falta de democracia, o partido vai "tomar o poder à força". Questionado pelos jornalistas sobre se quer mesmo tomar o poder à força, o líder da RENAMO disse que não afasta essa possibilidade caso se prove que as eleições presidenciais, legislativas e das Assembleias provinciais foram fraudulentas. A RENAMO acusa alguns órgãos de informação do sector público de estarem a fabricar resultados parciais, os quais apontam para uma larga vantagem a favor do partido FRELIMO (no poder) e o seu candidato, Armando Emílio Guebuza, que concorre à própria sucessão. Afonso Dhlakama diz que se os resultados forem, de facto, transparentes, não terá qualquer relutância em aceitar uma eventual derrota. SAPO com JN, 30 de Outubro de 2009

E-mail faz 40 anos: Nasceu a 29 de Outubro de 1969

E-mail faz 40 anos O e-mail nasceu há 40 anos. Hoje são enviadas milhares de milhões de mensagens diariamente e o correio electrónico faz parte integrante da vida das empresas. Estas não podem viver sem e-mail, mas também têm de lidar com o reverso da medalha: o malware. E terá vindo para ficar? Quarta-feira. Abro o meu e-mail. Ainda não é meio-dia. Na caixa de entrada estão várias newsletters, alguns comunicados de imprensa, mensagens de amigos, actualizações das redes sociais e... na pasta do spam... igual número de mensagens não solicitadas. Tenho sorte. A média mundial do spam ronda os 70% a 80%. Apesar de os sistemas de detecção de spam estarem cada vez mais desenvolvidos, não deixa de incomodar. É o reverso da medalha de uma ferramenta que muito contribuiu para alterar a forma como trabalhamos e nos relacionamos com os amigos, que acelerou a comunicação e os fluxos de trabalho nas empresas. E o e-mail foi só o princípio. Actualmente a Web 2.0 (conceito criado em 2004 pela O'Reilly Media), que tem subjacente o conceito de Web como plataforma e onde nasceram redes sociais como o Facebook ou o Hi5, já é uma realidade. E vem aí a Web 3.0, um conceito que os teóricos ainda discutem, mas que tem deverá traduzir-se na criação de serviços e conteúdos de alta qualidade e que utilizam a Web 2.0 como plataforma. Nasceu a 29 de Outubro de 1969. A primeira mensagem dizia apenas "LO.". O investigador Leonard Kleinrock queria escrever LOGIN, mas o sistema foi abaixo a meio da transmissão. Hoje, 40 anos depois, o e-mail é utilizado actualmente por 70% dos internautas, avançou Gustavo Cardoso, investigador do ISCTE. E mesmo com a concorrência das redes sociais, os especialistas consideram que esta é uma ferramenta que veio para ficar. Em Portugal a massificação do e-mail começou em Janeiro de 1995, explicou Libório Silva, autor do livro "E-mail", à Lusa, quando a Telepac abriu o acesso da Internet a particulares através da world wide Web. Portugal seguiu o resto do mundo. Não houve nem antecipação nem atraso na adopção do e-mail, explicou Vítor Magalhães, que na década de'90 do século passado fazia parte do Grupo Português de Utilizadores de Unix (PUUG). Em resposta a questões colocadas pelo OJE, Renato Pires Lopes, McAfee Channel Manager Portugal, não tem dúvidas sobre a sobrevivência do e-mail: "provavelmente abraçará novos formatos, com a inclusão de conteúdos multimédia e mais interactividade". Nas empresas o e-mail já é "o meio de comunicação por excelência". Por resolver estão as questões de segurança e de validade legal e de credibilidade dos conteúdos e das partes envolvidas na comunicação, refere Renato Pires Lopes. Rui Lopes, director Técnico da Panda em Portugal, sublinha que o e-mail "é possivelmente uma das invenções que mais benefícios trouxe em termos de produtividade e rapidez de comunicação, economia e produtividade". É também "um meio de propagação de ameaças que podem chegar instantaneamente a milhares de indivíduos e de ser distribuído em questão de segundos", mas dificilmente deixará de ser utilizados como ferramenta de trabalho, de informação e lazer. As redes sociais e o Internet Messaging De facto quem trabalha no sector acredita na coexistência das diferentes formas de comunicação: Internet, e-mail, Messenger, Redes Sociais, VoIP ou o "recém-nascido" Twitter. Em gestação está o Google Wave. Existem muitos e diferentes modelos de comunicação e de colaboração disponíveis na Internet e "os utilizadores tendem a não substituir os formatos de comunicação existentes, mas sim a complementá-los. Os blogs não substituíram as páginas de Internet, tal como as mensagens instantâneas não substituem o e-mail", explica Kasia Chmielinski, da equipa Google Wave. Opinião semelhante tem Rui Lopes: "as redes sociais podem ser consideradas como a evolução natural da utilização de mensagens instantâneas, que a par do e-mail se tornaram os meios de comunicação mais rápidos e eficazes, e preferidos pela maioria dos utilizadores. Todos têm vantagens e inconvenientes, acabando por se complementar entre si numa utilização comum das possibilidades da Internet, não se substituindo". Renato Pires Lopes, da McAfee, refere a utilização de novas tecnologias assentes na Internet apenas nos oferecem mais possibilidades e maior rapidez na forma de fazer circular a informação", mas as formas de comunicação anteriores, desde o post-it à assinatura de documentos importantes ou os relacionamentos interpessoais vão manter-se". E o que vem aí? Está em fase de testes o Google Wave (apenas por convite, completamente esgotados neste momento), uma ferramenta de produtividade colaborativa, onde um grupo de pessoas, num âmbito particular ou profissional, pode conversar e trocar documentos fotografias, vídeos, mapas e muito mais. Kasia Chmielinski, da equipa Google Wave, explica "temos estado focados no desenvolvimento de uma nova tecnologia e de novas funcionalidades que tornarão a comunicação e a colaboração mais fácil e consistente". Os utilizadores podem utilizar a plataforma de uma forma simples, apenas para conversar, por exemplo, ou mais complexa, implicando partilha de documentos com vídeo, mapas, exportação da onda para páginas externas, etc. Spam, vírus, hoaxes e outras ameaças O efeito secundário negativo mais visível a qualquer utilizador de correio electrónico são as mensagens não solicitadas (spam) e outras ameaças como os complicados trojans, os traiçoeiros hoaxes, o perigoso o phishing, os vírus entre outros. Através do e-mail chegam-nos diariamente programas nocivos, conteúdos inadequados e informações não desejadas. Manuel Cerqueira, presidente da Associação Portuguesa de Software (Assoft), considera que o spam tem de "inevitavelmente ser disciplinado". Os fabricantes de soluções de segurança, estudam constantemente o fenómeno e mais ponto, menos ponto, referem que mais de 80% das mensagens a circular são mensagens não solicitadas. O spam tornou-se assim uma dor de cabeça para as empresas actuais. Cada colaborador perde dois dias de trabalho anual na gestão da sua caixa de correio electrónico, explica Rui Lopes. O spam ocupa também largura de banda que força as empresas a realizar investimentos adicionais para aumentar a capacidade de processar informação, acrescenta. A título de exemplo, e de acordo com um estudo da Panda, os sectores mais afectados pelo spam são o automóvel e eléctrico, seguido pela Administração Pública. O spam e o malware distribuído nestas organizações é de 99,89%, 99,78% e 99,60%. Apenas uma percentagem residual de mensagens é legítima. A maioria do spam, refere o mesmo estudo está relacionado com produtos farmacêuticos (mais de 68%) e réplicas de produtos (18%). Rui Lopes apresenta um exemplo. Imagine-se uma empresa com 200 estações de trabalho e uma média diária de 150 euros/colaborador. Sem uma ferramenta de protecção anti-spam gastam-se dois dias de trabalho por colaborador, por ano, a gerir o correio indesejado. O que se traduz em 400 dias de trabalho/ano ou 60 mil euros. Em termos de largura de banda, se se subtrair 30% da soma total paga (calculada em 4800 euros/ano), tal resulta em perdas de 1150 euros. São 71.150 euros perdidos. Renato Pires Lopes sublinha que é difícil quantificar o impacto das mensagens não desejadas nas empresas, mas estes problemas prendem-se sobretudo com questões de produtividade, devido ao desvio da atenção dos colaboradores com este tipo de conteúdos. A filtragem dos conteúdos é essencial. O impacto ambiental do Spam Um estudo recente da McAfee revela que o spam não é apenas um incómodo, mas também prejudicial ao meio ambiente, já que contribui de forma substancial para o aumento das emissões de gases com efeito de estufa para a atmosfera. Os especialistas em spam calculam que a energia anual gasta globalmente para transmitir, processar e filtrar mensagens de spam é equivalente à electricidade utilizada em 2,4 milhões de lares e possui o mesmo valor de emissões de gases de estufa que 3,1 milhões de automóveis que utilizem 7,5 mil milhões de litros de gasolina. Um olhar sobre a produtividade no futuro O e-mail é hoje uma forma de comunicação insubstituível nas empresas, "uma revolução que só encontra paralelo na chegada do telefone, durante o início do século XX", como diz o sociólogo Gustavo Cardoso, professor do ISCTE. A maturidade desta forma de comunicação, porém, é mais notória nas portas que abriu a outras ferramentas, tais como o instant messaging e as redes sociais. "A importância fundamental do e-mail reside precisamente na forma como introduziu outras formas de comunicação nas empresas", explica Gustavo Cardoso, exemplificando com o instant messaging "como forma de organização e coordenação de equipas". Este sociólogo estabelece um paralelo com a chegada do telefone e sublinha que "foi necessário esperar quase um século para que tivéssemos assistido ao surgimento de outro instrumento de estruturação da comunicação das empresas" . A massificação dos e-mails tem muito menos de 40 anos. Surgiu no final do século passado, num processo que esteve intimamente ligado à disseminação da própria Internet. O crescimento tecnológico foi exponencial e, hoje, o e-mail é apenas uma das formas de comunicar digitalmente. As empresas trabalham hoje em dois eixos essenciais: "o telefone móvel e a Internet", diz Gustavo Cardoso. Dentro dos serviços assentes na world wide web, ganham relevo o VoIP (Voice over IP), instant messaging e o próprio e-mail. O e-mail está hoje "reservado para envios mais formais, ou mais estruturados, com necessidades processuais, nomeadamente de identificação de origem e de destino e de arquivamento", explica o sociólogo contactado pelo OJE. E, claro, existem ainda as cartas convencionais: a elas caberá, porventura, o lugar mais elevado da "hierarquia" da formalidade e importância. SAPO AO/OJE 29 de Outubro de 2009

29 de outubro de 2009

Cantora moçambicana Lizha James lança novo disco

Lizha James lança novo disco A cantora moçambicana Lizha James vai lançar este fim-de-semana o seu mais recente disco, em dois espectáculos a terem lugar sexta-feira e sábado no Coconuts, uma reputada discoteca da capital do país. Para este espectáculo, Lizha James terá como convidados vários músicos nacionais e estrangeiros, como são Stewart Sukuma, Neyma e o músico sul africano Hugh Massekela. Ainda na onda R&B e Pandza, Lizha James desta vez promete arrancar dos os corações, lágrimas dos seus fãs, com as dedicações que traz para as mulheres no novo disco que começou a ser vendido no dia 02 de Outubro. Alfredo Lituri Sapo MZ, 29 de Outubro de 2009

Centro Cultural do Mindelo apresenta hoje, às 18 horas, "Androgínia"

Centro Cultural do Mindelo apresenta hoje, às 18 horas "Androgínia" Vai apresentar-se ao público hoje, quinta-feira, o mais novo grupo de teatro do Mindelo: o Grupo de Teatro do Centro Cultural do Mindelo, que se forma a partir do XIII Curso de Iniciação Teatral do Centro Cultural Português - Instituto Camões, que desta forma dá origem a mais um rebento teatral com o seu trabalho de formação de base.
Sapo CV, 29 de Outubro de 2009

Malásia: Mergulhos arriscados

Mergulhos arriscados O base jumper francês Romain Freidli, salta da Torrre Kuala Lumpur, a 388 metros de altitude. A cidade de Kuala Lumpur, na Malásia, acolhe "saltadores" de todo o mundo que tentam bater um novo recorde de saltos do cimo de alguns edifícios da cidade que desafiam os céus. Os base jumpers tiveram direito a 24 horas seguidas de pura adrenalina na Torre de Kuala Lumpur, a quinta torre de telecomunicações mais alta do mundo. Foto@EPA/Ahmad Yusni

Jovem cabo-verdiano concorre a Mayor nos EUA

Hipólito Fontes um candidato para a mudança JOVEM CABO-VERDIANO CONCORRE A MAYOR NOS EUA Rhode Island, 29 Outubro – É mais um cabo-verdiano a desafiar eleições na diáspora. Depois da histórica sentença final pronunciada por um Juiz Federal nos USA sobre a candidatura ao posto de Mayor ou Presidente da Câmara da cidade de Central Falls em Rhode Island USA, Hipólito Fontes Jr. já tem o caminho aberto para fazer concorrência ao actual Mayor e candidato Charles D. Moreau que está procurando o quarto termo. As eleições realizam-se já no dia 3 de Novembro próximo. Hipólito Fontes Jr., filho de Hipólito Fontes e Elisa Fontes, emigraram de Cabo Verde para os USA nos anos 70 e logo se estabeleceram em Rhode Island, mais propriamente na cidade de Cantral Falls, onde viveram e trabalharam. O agora candidato Hipólito Fontes Jr. disse que se for eleito vai ser um Mayor que poderá mudar para melhor a cidade de Central Falls que tem estado abaixo, comparado com as outras cidades circunvizinhas do Estado de Rhode Island. Na sua campanha, Fontes promete diminuir o desemprego, combater melhor a criminalidade, cuidar melhor do saneamento da cidade e apostar mais na educação e, consequentemente, elevar o nível de vida da sua comunidade. Hipólito Fontes Jr. tem 26 anos de idade, é casado, pai de dois filhos, reside, praticamente, desde a nascença na cidade de Central Falls e tem participado arduamente nesta campanha que promete ser muito produtiva para a comunidade desta cidade. Este promissor Candidato diz que tem gasto muito do seu tempo contactando, porta a porta, a comunidade, explicando o seu programa e auscultando problemas que afecta a comunidade. Perguntado como dialogar com esta diversificada comunidade, Hipólito Fontes Jr. diz que sabe bem como comunicar com a população porque para além do inglês, ele fala português, crioulo de Cabo Verde, espanhol e um pouco de francês e apela para toda a comunidade americana, lusófona e francófona a confiarem e votarem nele. A comunidade cabo-verdiana está a movimentar-se no sentido de apoiar este candidato democrático, jovem promissor, que promete trazer mudanças benéficas para toda comunidade. JF - "Quinquim" Liberal, 29 de Outubro de 2009

28 de Outubro de 1922: a marcha sobre Roma

28 de Outubro de 1922: a marcha sobre Roma A 28 de Outubro de 1922, Benito Mussolini conseguiu levar ao poder uma ideologia política que se repetiu depois, com variantes, em outros estados europeus: o fascismo. Mussolini, filho de um socialista, era o fundador da Liga de Combate de Itália - os '"Fasci Italiani di Combatimento", de onde deriva a palavra "fascismo". Deste partido saíram depois os esquadrões dos Camisas Negras, que passaram à acção directa, naquele período conturbado após a I Guerra Mundial em que os ismos se combatiam diariamente nas ruas: socialismo, comunismo, nacionalismo - e agora fascismo. A propaganda fascista prometia o retorno à ordem e o regresso de uma Itália forte e unida, que a democracia parecia incapaz de conseguir. Mussolini transformou depois os "fasci" no Partido Nacional Fascista. A sua popularidade cresceu rapidamente: em 1921, foi eleito para o Parlamento. A Marcha sobre Roma reuniu cerca de 30 mil simpatizantes fascistas que avançaram até à capital para pedir a demissão do Governo. O rei Victor Emanuel III recusou assinar a ordem que permitia declarar o estado de sítio em Roma, conforme pedido pelo então primeiro-ministro, Luigi Facta. Sem o apoio do rei, o governo de Facta caíu. A 28 de Outubro, o rei entregou o poder a Mussolini, que tinha o apoio dos militares, dos grandes homens de negócios e das facções mais conservadoras da sociedade. Mussolini, il Duce, subia assim o último degrau para assumir o comando da Itália fascista, que manteve durante 20 anos. Em 1943, as derrotas na II Guerra Mundial levaram à sua demissão do cargo. Dois anos mais tarde, quando tentava fugir, foi preso por simpatizantes comunistas e executado. 28 de Outubro de 2009

28 de outubro de 2009

Reino Unido: A gigante "Mona Lisa"

A gigante "Mona Lisa" O Recorde do Mundo do Guinness para a maior reprodução da Mona Lisa, no Paíes de Gales, Reino Unido, 28 de Outubro de 2009. Membros da comunidade local de Wrexham criaram a maior reprodução da obra mais conhecida de Leonardo da Vinci, com uma dimensão de 240 metros quadrados, equiavalente ao tamanho de 24 autocarros de dois andares. Foto@EPA/Anita Maric

Eleições em Moçambique

Eleições em Moçambique Um funcionário eleitoral explica o procedimento para o eleitor como votar nas presidenciais em Moçambique. O voto nas eleições é para um novo presidente, parlamento e assembléias regionais. O partido do governo, a Frelimo, que está no poder desde a independência em 1975, é amplamente esperado para vencer, ajudado por racha na oposição. Foto@EPA/Antonio Silva

Eleições: Moçambique entre Frelimo e a mudança

Eleições Moçambique entre Frelimo e a mudança Quase duas décadas após os acordos de paz de 1992, Moçambique vota hoje para escolher novo Presidente, novo Parlamento e novos representantes do poder a nível provincial. Entre as habituais acusações de fraude e um crescente desencanto entre o eleitorado, estas eleições, que poderão assinalar o fim da bipolarização no país, representam importante desafio, quer para o partido tradicional de oposição quer para a mais recente formação política, com menos de um ano de existência. A campanha foi considerada a mais pacífica desde que existem eleições multipartidárias neste Estado lusófono da África oriental e ficou marcada pelo aparecimento daquela que pode tornar-se a terceira força partidária do país, pondo em xeque o tradicional duopólio entre a Frelimo, o partido no poder, e a Renamo, principal força de oposição. Só as acusações de fraude em pouco ou nada diferiram das surgidas em anteriores processos eleitorais, sendo as críticas dirigidas à Comissão Nacional Eleitoral (CNE), que, pela primeira vez, interditou oito partidos e duas coligações de se apresentarem a votos. Um dos principais alvos foi o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), o partido fundado pelo ex-dirigente e ex-autarca da Renamo, Daviz Simango (ver perfis). A nova formação que, na perspectiva de vários analistas, pode colocar ponto final na bipolarização resultante dos acordos de paz de Roma, em 1992, foi impedida de apresentar candidatos na maioria dos 13 círculos eleitorais para as legislativas, mas concorre nas duas principais cidades do país: Maputo e Beira. O MDM é liderado pelo presidente da Câmara da Beira, Daviz Simango, um dos três candidatos às presidenciais que decorrem em simultâneo com as legislativas e as provinciais (ver gráfico). Simango concorre contra o actual Presidente, Armando Guebuza, da Frelimo, que é dado como vencedor, e contra o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, que se apresenta pela quarta vez consecutiva a este escrutínio. O resultado que obtiver pode ser determinante para o seu futuro político assim como os resultados do partido que dirige não deixarão de influenciar o seu rumo, após um período em que somou vários reveses (ver caixa). Se a generalidade dos observadores, ainda que com algumas reservas, tem como adquirida a vitória do Presidente Guebuza e do seu partido, não deixa de salientar que a distribuição dos restantes sufrágios dará uma medida do desejo de mudança num país que permanece entre os mais pobres do mundo e com uma importante taxa de abstenção. O apelo eleitoral do MDM deve encontrar eco nos centros urbanos, onde aliás pôde apresentar candidatos, com a Frelimo a recolher o apoio entre as populações rurais. Mas é entre estas que se têm verificado a maior subida da abstenção. Todos os comentários e reportagens das agências sublinhavam o importante grau de descontentamento das populações nestas áreas, que terão assistido a poucas ou nenhumas mudanças em 17 anos de paz. As mesmas reportagens notavam que está em curso um vasto programa de criação ou reconstrução de infra-estruturas e que a economia moçambicana apresenta sinais de crescimento. Do lado negativo, tornavam claro que a corrupção grassa ainda a nível local e nacional. Ao mesmo tempo, a maioria dos indicadores reflecte uma situação negativa na maioria dos indicadores de desenvolvimento. O imobilismo não deixou, por isso, de ser o tema mais abordado por Dhlakama, que garantiu não ter a Frelimo realizado "nada de nada" desde que chegou ao poder em 1975. Simango, por seu lado, criticou os outros candidatos por "voarem sobre os problemas do povo", alusão às deslocações em avião e helicóptero de Guebuza e do líder da Renamo, enquanto o dirigente do MDM se movimentou principalmente em caravana automóvel. Abel Coelho de Morais Diário de Notícias, 28 de Outubro de 2009

Guiné-Bissau: Presidente Sanhá promove e empossa Zamora Induta


Guiné-Bissau: Sanhá promove e empossa Induta O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, conferiu ontem posse ao Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (CEMFA), Zamora Induta, e ao seu adjunto, António Indjai, e, na mesma cerimónia, promoveu os dois ao posto de general. Induta, capitão-de-mar-e-guerra, foi promovido a tenente-general (três estrelas) e o vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas guineenses, coronel António Indjai, foi promovido a major-general (duas estrelas). No discurso proferido na presença de representantes do Corpo Diplomático e organismos internacionais sediados em Bissau, o Presidente guineense considerou a posse dos dois oficiais como um “acto de profundo significado na normalização institucional” do país. “Mas antes de tudo queria formular um voto especial de saúde e longa vida (…) e muita força para os nossos generais que acabámos de empossar e de promover”, afirmou Malam Bacai Sanhá, numa clara alusão ao facto de Zamora Induta ir ocupar um posto onde já morreram, em funções, três chefes militares. Para o Chefe do Estado guineense, Zamora Induta e António Indjai têm uma missão difícil. “A vossa missão não é nada fácil, porque é uma missão de continuar com o processo de construção de um Exército republicano, moderno, disciplinado, obediente e subordinado ao poder político”, defendeu Malam Bacai Sanhá. O Presidente Malam Bacai Sanhá indicou ainda que a nova chefia das Forças Armadas terá de acabar com as divisões existentes entre os militares, com grupos e alas antagónicas próximos aos antigos chefes militares ou ligados ao poder político actual. “Têm uma tarefa fundamental de unir as nossas Forças Armadas. Têm que acabar com a ideia de que existem militares do ‘Nino’ Vieira, militares da Junta Militar, militares de Carlos Gomes Júnior (Primeiro-Ministro) ou de Malam Bacai Sanhá”, sublinhou o chefe de Estado. “Todos os militares são guineenses, com uma missão específica, que é a defesa da integridade do território, da soberania e de dar contributo para a consolidação da paz e da unidade nacional”, considerou o Presidente guineense. O chefe das Forças Armadas, por seu lado, remeteu para hoje, após a cerimónia de posse dos chefes dos ramos militares, declarações sobre a sua promoção e a sua confirmação oficial no cargo de chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses. Zamora Induta assumiu a liderança das Forças Armadas guineenses na sequência do assassínio num ataque à bomba, a 1 de Março, do então chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas do país, general Tagmé Na Waié. Maputo, Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2009:: Notícias

Zimbabwe: Mugabe e Tsvangirai não chegam a consenso

Zimbabwe: Mugabe e Tsvangirai não chegam a consenso A crise que paralisa o Governo de Unidade Nacional (GUN) do Zimbabwe mantém-se, depois de uma reunião realizada segunda-feira entre o Presidente Robert Mugabe e o Primeiro-Ministro, Morgan Tvangirai, que terminou sem entendimento, revelou fonte oficial. “A estagnação mantém-se”, disse Gordon Moyo, vice-ministro do governo de Tsvangirai, depois das três horas de reunião entre o Primeiro-Ministro e o Presidente. “Amanhã (ontem) não iremos à reunião do governo”, acrescentou Moyo, depois de recordar que o Movimento para a Mudança Democrática (MDC), o partido de Tsvangirai, mantém há mais de 10 dias um boicote às reuniões com membros da União Nacional Africana do Zimbabwe-Frente Patriótica (ZANU-PF), de Mugabe. A continuação da crise pode pôr em perigo o GUN formado pela ZANU-PF e pelo MDC em Fevereiro passado graças a um Acordo Político Global, que, segundo Tsvangirai, Mugabe e o seu partido violam constantemente. Moyo disse que, por ora, o MDC recorrerá à Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), que mediou a assinatura do Acordo Político Global e que é o seu garante, para que ajude a procurar uma saída do impasse em que estão actualmente as partes. A tensão política e a crise no Governo do Zimbabwe eclodiu no passado dia 16, quando Tsvangirai anunciou que o seu partido cortava contactos com a ZANU-PF, de Mugabe, depois da detenção do tesoureiro da sua formação, Roy Bennett. Tsvangirai acusou o partido de Mugabe de violar o Acordo Político Global ao designar unilateralmente alguns cargos que deveriam ser consensuais e negar-se a dar posse a outros elementos do MDC. Também acusou a ZANU-PF de perseguir os membros do seu grupo com os aparelhos policial e judicial, que mantém sob controlo. Mugabe assegurou estar a cumprir o Acordo Político Global e negou dar mais autoridade ao partido de Tsvangirai. No sábado passado, a Polícia assaltou uma residência do MDC em Harare, onde se alojam altos dirigentes do partido e, segundo os porta-vozes do grupo, roubaram documentos e destruíram parte das instalações, com o argumento de que procuravam armas e explosivos, que entretanto não conseguiram localizar. Esta semana, aguarda-se em Harare a visita dos ministros dos Negócios Estrangeiros de vários países da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral) para reuniões com Mugabe, Tsvangirai e o vice-primeiro-ministro e líder da facção minoritária do MDC, Arthur Mutambara, para tentar encontrar uma saída para a crise. Maputo, Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2009:: Notícias

Moçambique: Três países reforçam apoio à Educação e Cultura




Três países reforçam apoio à Educação e Cultura Três países, nomeadamente Japão, Brasil e Espanha, reforçaram ontem o seu cometimento e apoiar Moçambique na edificação de novas infra-estruturas escolares e colocar os recursos necessários para o sector da Educação e Cultura em alguns pontos do país, no quadro da cooperação existente entre as partes. Para o efeito, o Ministro da Educação e Cultura, Aires Ali, assinou ontem, em separado, três documentos com os embaixadores daqueles estados, nomeadamente Susumu Segawa, do Japão, António de Sousa, do Brasil, e por fim com Eduardo Busquets, da Espanha. Nos termos do acordo rubricado entre Aires Ali e Susumu Segawa, o Japão vai construir quatro escolas secundárias em Moçambique, sendo duas nos bairros de Nkobe e Khongolote, na província do Maputo, e outras tantas em Chissano e Manjacaze, em Gaza. As obras irão custar cerca de 10 milhões de dólares norte-americanos, valor que será mobilizado para o nosso país a título de doação pela Agência Japonesa para a Cooperação Internacional (JICA). Trata-se de um gesto que demonstra o grau de boas relações bilaterais existentes entre os dois países amigos, no caso concreto para suprir a falta de salas de aulas para o nível secundário geral. Com o Brasil o Ministro da Educação e Cultura assinou um documento atinente a uma iniciativa e um programa executivo para a implantação do projecto da reabilitação do Centro Florestal de Machipanda (CEFLOMA). Os recursos serão facilitados pela Agência Brasileira de Cooperação, mas as acções de cooperação estarão a cargo das universidades Federal do Paraná e Eduardo Mondlane (UEM). Este projecto está avaliado em dois milhões de dólares e será executado durante três anos. Espera-se com este acordo a reabilitar instalações, adquirir equipamento, montar viveiros de mudas florestais com capacidade para 100 mil mudas por ano e a instalação de uma serração para o melhoramento de madeira das plantações florestais. O terceiro documento assinado entre Aires Ali e o embaixador da Espanha tem por objecto fazer andar uma iniciativa destina à formação e capacitação de alguns funcionários da Educação, bem como a promoção do património cultural da Ilha de Moçambique. As actividades, que terão a duração de quatro anos, serão orientadas, do lado da Espanha, pela Agência Espanhola de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional. A propósito destes acordos, Aires Ali manifestou a sua satisfação pelo reforço dos laços de cooperação com outros países no seu sector. Entende que a execução dentro dos planos de todas as actividades é um desafio que está ao alcance do Governo de Moçambique, uma vez que este está comprometido com o combate contra a pobreza educando os cidadãos. Maputo, Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2009:: Notícias

Maputo e Madrid cooperam na cultura e desenvolvimento


Maputo e Madrid cooperam na cultura e desenvolvimento Os governos de Moçambique e Espanha, este através da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, acordaram, ontem em Maputo, através de um memorando assinado pelo Ministro da Educação e Cultura, Aires Ali, e pela coordenadora do organismo espanhol Eduardo López Busquets, cooperar no domínio de cultura e desenvolvimento. A assinatura deste documento pretende estabelecer um diálogo prático entre as partes, que permita assentar as bases para uma estratégia consolidada de cultura e desenvolvimento e proporcionar um marco para essa cooperação, através de programas, projectos, subvenções de Estado através de iniciativas pontuais de promoção cultural. A cooperação cultural é um reconhecido instrumento dos processos de luta contra a pobreza e da erradicação da exclusão social, através do estímulo das capacidades e o aumento das oportunidades. Dado que o património cultural tem uma enorme importância para o desenvolvimento de África, em geral, e de Moçambique, em particular, com este memorando pretende-se reforçar e desenvolver a cooperação cultural em ambos os países; apoiar o desenvolvimento de estratégias, acções e iniciativas públicas que permitam pôr em marcha políticas culturais públicas e buscar vias de entendimento que contribuam para melhorar a estrutura organizativa, o funcionamento e a preparação técnica dos recursos humanos, públicos e privados, afectos à gestão cultural em Moçambique. Espanha considera Moçambique como país prioritário para a sua cooperação, tal como refere o novo Plano-Director da Cooperação Espanhola 2009-2012. A assinatura deste acordo contribui, uma vez mais, para reforçar as relações bilaterais entre Espanha e Moçambique e para a evolução da Cooperação Espanhola no cumprimento dos compromissos de luta contra a pobreza e exclusão social, entendendo a cultura como elemento fundamental para a promoção do desenvolvimento humano e do reconhecimento da diversidade cultural como veículo para fomentar a convivência, a governação e a coesão social. Maputo, Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2009:: Notícias

Moçambique: Hoje é dia de eleições, vamos todos votar!

Vamos todos votar! - exorta Comissão Nacional de Eleições A Comissão Nacional de Eleições (CNE) exortou ontem aos cerca de nove milhões e seiscentos mil eleitores residentes em território nacional e no estrangeiro no sentido de afluírem em massa aos postos de votação para a escolha do Presidente da República e dos partidos políticos que terão assento na Assembleia da República e nas assembleias provinciais. Numa exortação aos eleitores, o Presidente da Comissão Nacional de Eleições, João Leopoldo da Costa, instou os cidadãos no sentido de exercerem o seu direito de voto de forma consciente, pacífica e ordeira. Segundo João Leopoldo da Costa, o dia de hoje deve ser considerado um dia de festa, um dia em que cada um com zelo, lisura e respeito para com os demais cumpre o seu papel. Para o presidente da CNE, o país terá eleições livres e tranquilas se cada eleitor votar com independência e de forma ordeira, os delegados de candidatura fiscalizarem o processo à luz da lei e do respectivo código de conduta, os observadores cumprirem a sua missão, os membros das mesas de voto procederem de acordo com a directiva do sufrágio e a Polícia agir conforme a legislação. Garantiu que os órgãos eleitorais estão preparados para cumprir na íntegra com as suas obrigações no âmbito deste processo, desenvolvendo todas as acções a ela inerentes de modo a satisfazer a expectativa do povo moçambicano. Na sua exortação a-propósito das eleições de hoje, João Leopoldo da Costa instou de forma particular, os membros das mesas de assembleia de voto para que assumam uma postura exemplar e sirvam o povo com respeito, boa educação e nos termos da Lei Eleitoral. Segundo ainda a mesma fonte, o direito de votar e de ser eleito é para o povo moçambicano e num Estado de Direito Democrático a expressão mais alta e nobre do gozo do direito de cidadania e constitui a pedra angular sobre a qual assenta a legitimidade dos titulares dos principais órgãos do poder político. Sendo por isso mesmo que hoje há um só caminho: irmos votar”. Ainda a-propósito das eleições, o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), através do respectivo director-geral, Felisberto Naife, garantiu em conferência de Imprensa que o processo de distribuição do material deve estar concluído até à abertura das mesas de voto, às sete horas, devendo a votação, prolongar-se até às dezoito, excepto naqueles casos em que ainda haja eleitores por exercer o seu direito. Segundo Felisberto Naife, estão garantidas as condições para que o processo eleitoral tenha lugar em Moçambique e no estrangeiro, à excepção dos postos de Dedza, Salima e Sanje, no Malawi. O Governo malawiano não deu a necessária autorização. No estrangeiro está prevista a votação na Alemanha, Portugal, África do Sul, Malawi, Zimbabwe, Quénia, Tanzania, Zâmbia e Suazilândia. Esta é a quarta vez que os moçambicanos escolhem, através de voto, o Presidente da República e os 250 deputados da Assembleia da República. Este ano a eleição tem a particularidade de se destinar também à escolha de perto de 800 membros das 10 assembleias provinciais que passam a existir a partir deste ano. Para este sufrágio concorrem 19 organizações políticas, designadamente 17 partidos e duas coligações. Os partidos são Frelimo, Renamo, Partido da Liberdade e Desenvolvimento (PLD), Ecologistas, Partido da Liberdade e Solidariedade (PAZS), Movimento Patriótico para a Democracia (MPD), PARENA, Movimento Democrático de Moçambique (MDM), ALIMO, Partido Trabalhista, União dos Democratas Unidos (UDM), Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento (PDD), Partido os Verdes de Moçambique (PVM), PANAOC, União para a Mudança (UM) Partido de Reconciliação Democrática Social (PRDS) e Partido Popular de Desenvolvimento (PPD). As coligações concorrentes são a Aliança Democrática dos Antigos Combatentes (ADACD) e União Eleitoral (UE). Para as presidenciais concorrem três candidatos: Armando Guebuza, da Frelimo; Afonso Dhlakama, da Renamo e Daviz Simango, do MDM. Maputo, Quarta-Feira, 28 de Outubro de 2009:: Notícias

27 de outubro de 2009

Quiabos com camarão (Moçambique)

Quiabos com camarão Ingredientes: Camarão fresco: 500 gr Quiabo à rodelas: 4 xícaras (chá) Óleo: 3 colheres de (sopa) Salsa picada: 1 colher de (sopa) Sal: q.b. Pimenta: q.b. Limão: 2 Cebola picada: 1 Tomate picado: 1 Preparação: Coloque o quiabo de molho com o sumo de 1 limão limão por alguns minutos. Reserve. Tire as cascas dos camarões, limpe bem, lave e enxague. Coloque tudo numa tigela, junte o sumo do outro limão , o sal e a pimenta. Misture e deixe a apurar cerca de 30 minutos. De seguida escorra e enxague. Coloque o óleo numa frigideira e refogue a cebola. Junte o tomate e a salsa, refogue por mais 2 minutos e de seguida junte os camarões e deixe a cozinha-los. Por fim, adicione o quiabo lavado e escorrido e tape a frigideira até que os quiabos estejam prontos a servir. Não acrescente água. Prove os temperos. Serve-se com arroz de coco.

Cesária Évora: "Não vou cantar para sempre" (Entrevista)

Cesária Évora: "Não vou cantar para sempre" Cantora que se tornou a voz de Cabo Verde lançou, nesta segunda-feira, 26, o seu novo disco, 'Nha Sentimento', que vai interpretar no Coliseu dos Recreios de Lisboa em Maio de 2010. Correio da Manhã - É conhecida como "rainha das mornas", mas no novo disco sobressaem as coladeras, mais festivas. Qual foi a intenção por detrás de ‘Nha Sentimento'? Cesária Évora - Tem o mesmo estilo dos outros. A ideia de apostar mais nas coladeras foi do meu produtor [José da Silva], que queria algo mais animado, feito para dançar. Mas não me desvio da morna, ela também está lá. - Nas mornas ‘Vento de Sueste' ou ‘Sentimento' há arranjos de cordas que remetem para a música egípcia. Que ligação é esta com os sons árabes? - Há muito tempo que o meu produtor já pensava nisso, até que acabou por surgir a oportunidade de trabalhar com Fathy Salama [que dirige a Grande Orquestra do Cairo]. Faz sentido, até porque os instrumentos que eles tocam são muito parecidos com os nossos. - Volta a celebrar Cabo Verde nestas novas canções. Que sentimento é este que dá título ao disco? - Pretendi mostrar que este é o sentimento de Cesária Évora, o sentimento de qualquer cabo-verdiano. Tudo o que o cabo-verdiano vive e sente na pele, tento passar para o meu trabalho. Quanto à música, a do meu país de hoje é a mesma que se canta quando comecei: estamos muito ligados à tradição de mornas e coladeras. Só que hoje também já se vêem muitos jovens que fogem um pouco às suas raízes e vão para músicas modernas. - É fã de Amália Rodrigues e o seu disco fala muito de destino. Até há uma canção chamada ‘Fatalidade'. O sentimento da morna é irmão do sentimento do fado? - Acho que são irmãos ou pelo menos primos. Muitas vezes cantamos com as mesmas palavras, usamos o mesmo vocabulário. Vejo-os como muito próximos. - Ao fim de quase 50 anos de carreira, como é que a Cesária de hoje olha para a jovem de 20 anos que cantava temas de amores desfeitos no Mindelo? - Na juventude nunca tive a carreira brilhante que depois consegui no estrangeiro. Mas gostavam de mim e os portugueses estavam sempre a chamar-me para cantar. No porto de Mindelo passavam muitos barcos estrangeiros, nos anos 50 e 60, e sempre pensei se algum dia iria sair de Cabo Verde para cantar. Acabou por acontecer. Deus pôs um produtor aos meus pés [José da Silva], que encontrei aqui mesmo em Portugal, em 1987, e desde então trabalho com ele. - No ano passado sofreu um problema de saúde [um acidente vascular cerebral, na Austrália] que a obrigou a abrandar de ritmo. Que lições retirou desse momento difícil? - Diminuí o número de espectáculos, pois estava sempre cansada. Depois desse episódio cheguei a um acordo com o meu produtor para abrandar. Sinto-me menos cansada. - Mas a gravação de ‘Nha Sentimento' foi exigente, dividida entre Cabo Verde e França. - Sim, mas sempre para o mesmo produtor, que tem um estúdio nos dois países. A gravação começou em Cabo Verde e acabou em Paris, como nos outros discos. Depois de cada trabalho, cada um diz-me o que pensa. Agora espero a crítica do povo. Até agora foi positiva... - Que digressão tem pensada para promover este disco? - Venho ao Coliseu dos Recreios em Maio de 2010. Já em Novembro temos datas para Holanda, França, Suíça, Israel e Polónia com o novo repertório. - Já passou pelas salas de espectáculo mais prestigiadas do Mundo, mas, além do seu Mindelo, onde é que se sente em casa? - Em França, porque tudo comigo aconteceu lá. Recentemente recebi a Medalha da Legião de Honra das mãos de Jacques Chirac, o que me deixou cheia de emoção. - Alguma coisa mudou na sua forma de encarar o palco ao fim destes anos todos? - Não. Ao entrar num palco gosto de o fazer de pés descalços. Não é por uma questão de conforto, é um costume. - Que lugar ocupa Portugal no que diz respeito à aceitação do seu trabalho? - Não sei bem. No final dos anos 80 e anos 90 vinha mais vezes aqui, agora venho menos. Sinto que tenho menos fãs em Portugal. - Vai cantar até ao fim?
- Vou cantar ainda mais algum tempo, não sei até que idade. Mas sei que não vou cantar para sempre... Um dia tenho que parar. - A sua voz reflecte a sua maturidade...
- A prova dela está no disco que saiu agora: a voz que se ouve tem 68 anos. - Tem alguma canção do disco preferida?
- ‘Verde Cabo di Nhas Odjos' (‘Verde Cabo dos Meus Olhos'). Fonte: Correio da Manhã Expresso das Ilhas, 27 de Outubro de 2009

Portugal: Lince Ibérico

Lince Ibérico O lince fêmea "Azahar" na jaula de transporte, momentos antes de seguir viagem para o Centro de reprodução do Lince Ibérico em Silves. O animal foi criado até hoje em cativeiro no Zoo de Jerez de La Frontera (Espanha), e é o primeiro de vários linces que vêm para Portugal, 26 de Outubro de 2009. No total serão 16 os animais que integrarão a população do centro de Silves como parte do Plano de Acção para a Conservação do Lince-Ibérico em Portugal. Foto@Lusa/Nuno Veiga

23 de outubro de 2009

Mexicanos “beberão Venenos” de Mia Couto


Mexicanos “beberão Venenos” de Mia Couto O livro “Venenos de Deus Remédios do Diabo”, do escritor Mia Couto, será publicado brevemente no México, pela editora Almadia. Trata-se da primeira vez que um autor moçambicano é publicado naquele país da América Latina. Com esta publicação no México, a lista de edições de Mia Couto em países estrangeiros aumenta para vinte quatro. “Venenos de Deus, Remédios do Diabo”, que Mia Couto publicou o ano passado pela Ndjira, é, segundo o autor, uma história de encontros e desencontros “de alguém que pensa que vai encontrar alguém, e que não encontra, e que pensa que vai encontrar numa determinada terra, que lhe aparece na aparência, é uma outra coisa”. A terra a que se refere Mia Couto é um pranto de cenários, imagens e representações sempre falsas, havendo por isso uma fabricação de mentiras, “pois” – sustentou o autor numa entrevista ao “Notícias” pouco depois de lançar o livro – “para existir esse lugar é preciso mentir sobre si próprio”. Há neste romance uma família que vem de fora e que tem que construir uma encenação para conseguir o tipo de relação com essa pessoa que vem de fora. Antes do México Mia Couto já tinha sido editado, no contexto dos países de língua espanhola na América Latina, na Argentina e no Chile. Na Espanha, ainda este mês, está a ser preparada a publicação de “O Outro Pé da Sereia”, que o escritor lançou em 2007. “TERRA SONÂMBULA” DE NOVO PREMIADO O filme “Terra Sonâmbula”, baseado no romance homónimo de Mia Couto e realizado pela portuguesa Teresa Prata, foi, de novo, premiado em festivais internacionais. Desta vez, a obra venceu dois prémios no 4° Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino em Curitiba, Brasil, ao receber os troféus referentes a Melhor Filme e do Melhor Guião. No evento cinematográfico concorreram seis longas-metragens brasileiras e cinco provenientes de Moçambique, Itália, México, Bolívia e Argentina. De acordo com a cineasta, o filme premiado já tem distribuidor no Brasil (Panda Filmes) e será exibido em breve nos cinemas do país. O filme já se apresentou em mais de 20 festivais internacionais e recebeu o prémio FIPRESCI para o melhor filme da Federação Internacional de Críticos de Cinema (Kerala, Índia), o prémio de melhor realizador (Festival Internacional de Cinema de Pune, Índia), prémio da Lusofonia do Famafest, prémio do festival SIGNIS (Milão), prémio do público e menção honrosa da Amnistia Internacional (Indie Lisboa) e prémio de melhor argumento (Bursa, Turquia). Para além de Moçambique, onde foi rodado, e Portugal, terra da realizadora, “Terra Sonâmbula” passou por salas de cinema da África do Sul, Tanzania, Zimbabwe, Tunísia, Brasil, Canadá, Reino Unido, Dinamarca, Polónia, Holanda, Noruega, Irão, e Austrália. Em Janeiro deste ano o filme abriu a mostra Global Lens 2009, evento com uma dezena de filmes que ocorreu no Museu of Modern Art de Nova Iorque (MOMA), e seguiu depois para exibição em mais 35 cidades norte-americanas, distribuído pela The Global Film Iniciative. No Reino Unido, o filme foi colocado no mercado, em versão DVD, sob o título “Sleepwalking Land” e a chancela da HB Films. Maputo, Sexta-Feira, 23 de Outubro de 2009:: Notícias

Campanha em Maputo: MDM quer acabar com mordomias dos dirigentes

Campanha em Maputo MDM quer acabar com mordomias dos dirigentes Maputo (Canalmoz) – No prosseguimento da campanha eleitoral, isso quando estamos na sua derradeira fase, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), partido liderado por Daviz Simango, escalou esta quinta-feira o populoso bairro da Malhangalene, onde na sua habitual estratégia de contacto interpessoal e campanha porta-a-porta, prometeu pôr fim as “mordomias desnecessárias” dos dirigentes, e servir afincadamente o povo. Para os membros e simpatizantes daquela formação política, todos os moçambicanos, quer os moradores da zona urbana, assim como dos subúrbios merecem tratamento igual, pois todos pagam impostos “o que pressupõe que o dinheiro dos impostos deve reverter-se na criação de melhores condições de vida para os contribuintes, e não para sustentar mordomias dos dirigentes”. Segundo o delegado daquela formação política, a nível da cidade de Maputo, Agostinho Macuácua, caso Daviz Simango e MDM vençam as eleições de 28 de Outubro próximo, a pobreza absoluta, a corrupção e outros males que assolam a população moçambicana serão combatidos com acções e o povo vai testemunhar. “O povo está cansado de sofrer. Todos dias fala-se do combate a pobreza absoluta, mas, na verdade, há cada vez mais moçambicanos que estão desprovidos de quaisquer meios para sobreviver” disse aquele delegado político. Macuácua acrescentou que “actualmente nos bairros suburbanos não existem locais de diversão, daí que a juventude fica entregue a diversos vícios. O povo do subúrbio, também merece ter parques e outras infra-estruturas. Somente o MDM e Daviz Simango podem garantir assistência condigna sem selecção” Em contacto com os moradores daquele bairro, os membros do MDM prometeram igualmente, reformas profundas no sistema da saúde, alargamento da rede escolar, e explicaram que caso aquele partido vença, haverá mudanças de fundo na estrutura urbana daquele bairro, cujo sistema de drenagem está carecendo de profundas reformas. Partindo destes pressupostos, os membros do «Galo» pediram aos moradores daquele bairro a votar em Daviz Simango e no seu partido, de modo que esses e outros problemas sejam resolvidos. Refira-se que no dia anterior, o partido do «Galo» escalou o bairro de Chamanculo e Hulene. Nos contactos interpessoais prometeu à juventude um futuro diferente. Disseram que “a juventude não pode estar votada ao esquecimento num país onde esta corresponde ao grosso da população”. Já no mercado para além do contacto com os vendedores ordenados, o MDM pediu voto aos vendedores que desenvolvem suas actividades nas bermas da estrada, com a promessa de os arranjar um local condigno. (Matias Guente) 2009-10-23

Moçambique: Para Eleições do proximo dia 28, concluida a distribuição do material de votação

Para Eleições do proximo dia 28 Concluida a distribuição do material de votação Maputo (Canalmoz) - O material de votação inerente às Eleições Presidenciais, Legislativas e das Assembleias Provinciais a realizar-se na próxima quarta-feira, 28, já está disponível em todos distritos. O material distribuído em todo país é para responder as 12.694 mesas de assembleias de voto que irão funcionar no sufrágio Legislativo, Presidencial e das Assembleias Provinciais do dia 28 deste mês. Esta informação publicou-se ontem pelo Felisberto Naife, director nacional do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral. Falando durante a apresentação do novo Softwear para apuramento do resultado das próximas eleições, o director-geral do STAE, Felisberto Naife, disse que em caso de ocorrência de quaisquer irregularidades fraudulentas os membros das mesas das assembleias de voto serão responsabilizados criminalmente. Falando a jornalistas, ontem, em Maputo, Felisberto Naife disse que para as presentes eleições, os membros das mesas de assembleias de voto têm um código de conduta que será de cumprimento obrigatório. O referido código de conduta defende que no âmbito de responsabilidade criminal, nos termos da legislação eleitoral e geral, o membro da mesa de assembleia de voto que violar o dever de neutralidade e imparcialidade, fazer campanha eleitoral por qualquer meio, durante a operação de votação, desviar boletins de voto antes ou depois da votação, introduzir boletins de voto na urna antes ou depois do início da votação, falsear de qualquer modo os resultados de votação, entre outras situações, será responsabilizado criminal. África de Sul fez a produção do material com sucesso Falando especificamente sobre a produção dos materiais de votação, designadamente boletins, urnas, editais, actas e tinta indelével, Felisberto Naife disse que este processo foi concluído com sucessos por a sua produção foi incumbida a uma empresa sul-africana especializada, cujo nome não revelou. Numa primeira fase, o material vindo da vizinha África do Sul foi colocado nas capitais provinciais, operação que terminou no dia 18, domingo. As províncias da zona Sul foram as últimas a receber o material, nomeadamente Maputo, Gaza e cidade de Maputo. A segunda fase da distribuição do material consistiu na sua colocação nas sedes distritais e, a partir daí, para os locais de votação propriamente ditos. Felisberto Naife garantiu que o STAE já preparou toda a operação logística que vai suportar a distribuição deste material bem como também a votação em si. No que tange a jornalistas, os órgãos eleitorais já credenciaram 565, todos moçambicanos, muito embora tenham já recebido pedidos de acreditação de 32 estrangeiros. Entretanto, arrancou ontem a última fase de formação dos 100 mil membros das mesas das assembleias de voto que irão trabalhar no dia 28 deste mês. Destes elementos, o STAE irá seleccionar 88.858 efectivos que irão trabalhar nas 12.694 mesas que serão montadas em todos os círculos eleitorais. Eleições para nacionais na diáspora Quanto ao estrangeiro, foi concluída sexta-feira passada a capacitação dos formadores e decorreu ainda a capacitação dos membros das mesas de voto em cada um dos nove países que vão acolher as eleições deste mês, para os nacionais na diáspora, nomeadamente Portugal e Alemanha, na Europa, e África do Sul, Suazilândia, Quénia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbabwe e Malawi. (António Frades) 2009-10-23

22 de outubro de 2009

Angola: Nasceu uma nova estrela no mundo da moda

Nasceu uma nova estrela no mundo da moda Irina Diniz ou simplesmente Ikilomba, é a mais nova estilista angolana que o mundo vai conhecer no próximo Domingo, 25, na VII edição do Miss Angola Portugal 2009, no Casino Estoril, em Lisboa. Na moda, Irina Diniz gosta de ser conhecida como Ikilomba, nome artístico. A viver entre Angola e Portugal, Irina, de apenas 28 anos, sempre teve gosto pela roupa e pela criação. Aos 15 anos, ela e uma amiga vestiram as bailarinas do músico brasileiro Alexandre Pires. "As moças tinham perdido as malas e não tinham o que vestir, eu e a minha amiga arrancamos todos os panos que haviam no camarim cosemos e apertamos com alfinetes. O espectáculo correu bem e elas adoraram o nosso trabalho. E, a partir dessa altura acreditei que podia chegar mais longe. Fui estudar arquitectura, foi a condição que os meus pais impuseram para que pudesse seguir o meu sonho ", explica. Ao terminar o curso de arquitectura, Irina chegou a exercer a profissão numa empresa onde tinha que viajar muito, o que a deixava sem tempo para mais nada. Mas um dia decidiu que era chegada a hora de tornar o seu sonho realidade e, com o apoio do marido e da família, meteu mãos à obra. Depois de vários convites de Charles Mukano, organizador de eventos, para vestir as candidatas a Miss em Angola, finalmente aceitou este ano o convite para vestir as apresentadoras da Miss Angola em Portugal 2009. “Aproveito esta oportunidade para lançar-me e dar-me a conhecer ao mundo, vou poder apresentar as minhas criações através das apresentadoras do evento". De onde vem a inspiração? Irina revela que quando olha para uma mulher vê um padrão e o tipo de roupa que vai fazer: "Acho que os africanos estão muito ocidentalizados e o meu desafio é tentar implementar esses tecidos no mundo da moda, sem esquecer claro as roupas ocidentais. Os nossos tecidos têm padrões muito exóticos, que devemos aproveitar", acrescenta. A estilista adora os padrões africanos pela riqueza e conjugação das cores que eles apresentam. Irina define o seu estilo como sendo um estilo clássico e arrojado, onde privilegia todos os tons de azulados. O seu estilista de eleição é o Árabe Ellie Saab com os seus vestidos clássicos. No mundo da moda o objectivo é ser a estilista angolana mais conhecida no mundo, juntamente com a sua equipa, "sem a minha equipa não sou nada". Adora comer funge com miudezas, viajar, o seu destino de preferido é Grécia. E se tivesse que escolher uma cidade para viver “seria sem dúvida uma das cidades da moda mundial”. Sílvia Panguane Sapo AO, 22 de Outubro de 2009

Grécia: Uma chama para o Inverno

Uma chama para o Inverno Um grupo de sacerdotisas acende a Chama Olímpica para as Olimpíadas de Inverno em Vancouver, no Canadá. A cerimónia decorreu esta manhã no Templo de Hera, em Olímpia, Grécia. Foto@EPA/Orestis Panagiotou

Pastel de midje (Cabo Verde)

Pastel de midje Ingredientes:
½ de batata doce Farinha de milho fresca q.b.
Recheio:
¼ de atum fresco ou de conserva 1 “cabeça” de cebola 1 colher das de sopa de azeite doce 1 dente de alho 6 grãos de malagueta 1 “gole” de vinagre Banha ou óleo q.b. Coze-se a batata doce previamente descascada. Esmaga-se muito bem, juntando pingos de água da cozedura e a farinha de milho até se formar uma bola. Retiram-se bocadinhos de massa, que se espalmam em cima de um pano molhado e esprimido, formando umas rondelas. Recheiam-se as rodelas obtidas com o atum refogado, dobram-se, apertam-se bem os bordos e fritam-se em banha ou óleo bem quente. Recheio: Corta-se o atum fresco em pedacinhos e temperam-se com sal, malagueta, o dente de alho picado e o vinagre. Deixa-se a tomar gosto. Corta-se a cebola às rondelas que se deitam na caldeira com azeite doce e querendo, um bocadinho de calda de tomate ou tomate maduro e deixa-se fritar um pouco. Acrescenta-se o atum e deixa-se guisar em lume brando juntando um pouco de água, se for necessário, até o atum estar cozido e gostoso. Procede-se com o atum de conserva do mesmo modo, exceptuando o tempero.

Cabo Verde: Novo cd da Diva, "Nha Sentimento" de Cesária Évora, com cheirinho a música árabe

Novo cd da Diva: "Nha Sentimento" de Cesária Évora com cheirinho a música árabe Depois das incursões nas músicas brasileira e cubana e um pezinho na pop - pela mão de Riuichi Sakamoto e Caetano Veloso - (e, pelo meio, o susto de um enfarte), a cantora cabo-verdiana Cesária Évora regressa com um novo disco de sonoridades encantadas, desta vez evocativas do mundo árabe, a ser lançado no dia 26 de Outubro. "Alguns estudos feitos comprovam uma forte influência da música árabe na música cabo-verdiana", explica Nando, o director musical, que vem acompanhando a cantora, nos últimos anos. "Sabes que ele é sobrinho de Manuel de Novas?", pergunta Cesária, orgulhosa, referindo-se ao grande compositor de mornas e coladeiras, falecido há poucas semanas. E é precisamente das composições de Novas que Cesária continua a escolher o reportório para gravar os seus discos. Das cerca de catorze faixas de "Nha Sentimento" cinco são da autoria do malogrado compositor, que, ao lado de B. Leza, forma a dupla dos mestres da morna e da coladeira, do século XX. Sempre de cigarro entre os dedos, e desviando os olhos dos telhados da Lisboa pombalina, Cesária sorri e revela como a escolha dos novos arranjos de cordas egípcias foram como "uma prenda" que José da Silva, seu produtor de sempre, lhe ofereceu. "Simplesmente adorei". Mantendo a tradição e o estilo que a tornaram célebre, três mornas do novo cd: "Vento de Sueste", "Sentimento" e "Mam Bia E So Mi", beneficiam de arranjos de cordas assinados pelo músico Fathy Salama, que dirige a Grande Orquestra do Cairo. O resultado final é evocativo de uma familiaridade que se perde na noite dos tempo; a provável raiz anduloso-árabe da morna, defendida por muitos estudiosos. O novo cd beneficia, igualmente, da respiração das percussões e da envolvente melancolia do acordeão de Régis Gizavo, e das composições plenas de esperança de Teófilo Chantre, outro dos compositores preferidos de Cesária. Cabo Verde é, mais uma vez, celebrado na voz mais conhecida das ilhas; uma voz com 68 anos, que, para além de cantar a saudade e o amor perdido, também possui um humor refinado de "menininha de são cente" e está sempre pronta para uma picardia. E com o regresso aos estúdios regressam também as digressões. No entanto, como explica Nando, "Os shows são de uma hora e meia, mas o seu número foi reduzido, obviamente, para não cansá-la demasiado". Considerada uma espécie de Billy Holliday do "blues cabo-verdiano, fala-se agora num filme que irá imortalizar a Diva de Pés Descalços na tela. Mas, não se mostrando muito entursiasmada, Cesária adianta: "Nem tudo sobre a minha vida é para ser revelado; há coisas que são para eu guardar cá dentro". Sapo CV, 21 de Outubro de 2009

21 de outubro de 2009

Galinha à cafreal (Moçambique)

Galinha à cafreal Ingredientes: Galinha: 1 Azeite: 1 colher de sopa Sumo de Limão: 1/2 limão Piri-piri: 4 Sal: 1 colher de chá Pimenta: 1 colher de chá Alho: quatro dentes picados Preparação: Abre-se a galinha pelas costas, espalmando-a de seguida. Mistura-se o azeite, o sal, o sumo de limão, a pimenta, o alho e o piri-piri. Tempera-se a galinha com uma boa porção da mistura. Leva-se a galinha a grelhar, virando-a de vez em quando. Utiliza-se o resto da mistura para untar a galinha enquanto grelha. Deve ficar bem picante. Sugestões: Cortar o piri-piri fresco ao comprido e ao meio, retirar os caules e sementes da baga, e utiliza-lo em pedaços ou às fatias finas.

José Saramago: "O Deus da Bíblia é vingativo, rigoroso e má pessoa"

José Saramago: "O Deus da Bíblia é vingativo, rigoroso e má pessoa" José Saramago convocou uma conferência de imprensa para falar sobre as polémicas relacionadas com o lançamento do seu novo livro "Caim" e não volta trás com o que defende: "não disse nada que qualquer pessoa não saiba". O Nobel da Literatura esclareceu os jornalistas sobre a afirmação que proferiu sobre a Bíblia, dizendo que tinha "noção que o livro ia agitar as águas", mas "não esperava isto, sinceramente". Saramago voltou a falar sobre a Bíblia e da história de Caim, tema central do novo livro, e questionou: Porque é que Deus aceitou o sacrifício de Abel e não o de Caim? Não há arqueólogo que possa responder a isto.", afirmou. "O Deus da Bíblia não é de fiar. É vingativo, rigoroso e má pessoa", acrescentou. O escritor equiparou esta polémica com o lançamento do livro "Evangelho sobre Jesus Cristo". "Ainda há ódios e anticorpos antigos", afirmou em relação á Igreja. "Ainda nem tinha (livro "Caim") saído do forno e a Igreja já estava a pronunciar-se", acrescentou. Saramago não volta atrás com as palavras e diz que não alimenta polémicas sobre os comentários a "Caim". "Podem dizer o que quiserem, eu tenho a pele dura." O escritor disse também que para o ano será lançado um novo livro e prometeu que será menos polémico do que "Caim", lançado no domingo passado em Penafiel. Sapo PT, 21 de Outubro de 2009

Perú: Estátuas com 500 anos descobertas na cidade de Chan Chan


Peru: Estátuas com 500 anos descobertas na cidade de Chan Chan É mais uma descoberta na cidade de Chan Chan. Arqueólogos peruanos encontraram neste sítio arqueológico, declarado património da Humanidade, um conjunto de 12 estátuas em madeira com cerca de 500 anos. As estátuas, com 60 a 70cm de altura, contrariamente a descobertas anteriores, não têm armas, e apresentam quer símbolos masculinos, quer femininos. Chan Chan é um dos grandes tesouros da arquitectura e das civilizações pré-colombianas. É constituída por várias cidadelas com muralhas que chegam a ter 9 metros de altura, e um centro urbano de cerca de 6 km2. A cidade chegou a ter 60 mil habitantes. Era a capital do reino de Chimu, conquistado pelos incas no século XV. As ruínas dos edifícios de Chan Chan incluem templos e palácios, construídos em adobe e com a superfície finamente decorada com imagens em relevo que representam animais, de forma realista ou estilizada. A cidade encontra-se em perigo devido à erosão provocada pelas chuvas intensas nos últimos anos, nesta zona tradicionalmente árida. 21 de Outubro de 2009

Navio-cruzeiro da National Geographic escala Cabo Verde

Navio-cruzeiro da National Geographic escala Cabo Verde Um navio-cruzeiro da National Geographic - "Lindblad Expedition", chega hoje, 21, às 7h00 em Cabo Verde e passa pelas ilhas de Santo Antão e Fogo. De acordo com uma nota do Ministério da Economia, os ocupantes do Navio são essencialmente naturalistas que procuram experiências únicas ao longo do Oceano Atlântico, olhando vidas oceânicas do atlântico, falando de geologia e histórias da região. Com ponto de partida nos EUA, passou por Lisboa, Madeira, Ilhas Canárias, Cabo Verde, e seguirá com destino ao Brasil - Salvador da Baía. Em Cabo Verde, a expedição passa por Santo Antão e Fogo nesta terça e quarta-feira, respectivamente. "Foram criadas alternativas para os programas em cada uma das ilhas, de acordo com a preferência dos turistas" avança o MECC. Ainda segundo o mesmo documento o Ministério da Economia, Crescimento e Competitividade, a Cabo Verde investimentos e a ENAPOR, então engajados, trabalhando em devida articulação para garantir boas condições aos visitantes durante a estada do navio, para que se consiga manter o país no roteiro anual da expedição, o que é indubitavelmente muito bom para o "marketing" do país. Expresso das Ilhas, 21 de Outubro de 2009

20 de outubro de 2009

Ildo Lobo - Nos morna (live)

Cabo Verde: Ildo Lobo, cinco anos de saudade

Cabo Verde: Ildo Lobo, cinco anos de saudade

México: Uma convenção de palhaços

Uma convenção de palhaços Trozo, um palhaço mexicano, posa para os fotógrafos na inauguração da XIV Convenção Internacional de Palhaços, na Cidade do México. Mais de 500 palhaços estão reunidos nesta Feira do Riso, organizada pela Irmandade de Palhaços Latinos e apoiada por organizações culturais mexicanas, que oferece workshops sobre várias artes: torcer balões, mímica, representar, jogos para crianças e pintura do rosto. Foto@EPA/Alex Cruz

Angola: Maruvo é uma bebida resultante da seiva das palmeiras

Maruvo O Maruvo é uma bebida resultante da seiva das palmeiras (palmito, bordão ou matebeira). Muitas vezes ingerida já em estado de plena fermentação (que pode durar até 5 dias) quanto mais fermenta, mais aumenta a percentagem de álcool. Muito apreciada em Angola, sobretudo no Norte, onde tem funções sociais precisas, como a cerimonia do alambamento, óbitos, no final de uma maka, ou agradecimento ao voluntariado comunitário nas zonas rurais.

Suiça: Um frio de mugir

Suiça: Um frio de mugir O Inverno chegou em força à Suíça. A 1245 metros de altitude, em Gaebris, as vacas pastam nos campos brancos apesar do frio. Foto@EPA/Ennio Leanza

Moçambique: Em Manica, Guebuza nasce com dentes e mexe com Inchope

Em Manica: Guebuza nasce com dentes e mexe com Inchope Chimoio (Canalmoz) –Um menor recém-nascido, agora com pelo menos três semanas de vida, ao qual os progenitores decidiram baptizá-lo com o nome do actual chefe do Estado moçambicano, Armando Emílio Guebuza, está a dar que falar em Manica por se dizer que já nasceu com dois dentes. O caso deu-se na localidade de Mukonha, no posto administrativo de Inchope, distrito de Gôndola, província de Manica.
Segundo o chefe comunitário do Inchope, este caso constitui o primeiro de que há registo na história desta localidade. E quiçá do País todo, pelo menos que seja do conhecimento público, alega o líder da localidade, Tomás Nhamukonha.
O menor em causa, de acordo com os progenitores, nasceu a 30 do mês de Setembro passado, de um parto prematuro de 8 meses.
O parto foi caseiro.
O bebé quando nasceu pesava 3.700 KG, calculados através de uma balança tradicional usada no dia do seu nascimento.
Isabel Bitoni, mãe do bebé, afirmou a nossa reportagem que no dia trinta do mês passado ela viu se forçada a dar à luz na sua própria residência, devido à distância que a separa do posto de saúde de Inchope, o mais próximo das sua residência, e explicou que lhe faltava um mês para a data prevista para o parto.
“Fui forçada a dar à luz em casa, porque já não aguentava mais com as dores”, disse a mãe do pequeno Guebuza, que acrescentou: “este bebé nasceu com um mês em falta para um parto normal”.
O bebé em causa não dispõe de nenhum enxoval para vestir e em tempo de eleições não há nada melhor que lhe dar um nome pomposo para que algo apareça. Os seus pais não dispõem de fundos para cuidar da criança, tal como laias milhares de famílias em todo o país. O bebé está coberto com uma capulana, a única que a mãe dispõe. Há três semanas que vive só com uma capulana. É o retrato perfeito de um país onde se continua a nascer sem condições apesar do fausto em que vivem algumas figuras no País.
O Canalmoz contactou as autoridades médicas da região para questioná-las sobre o pormenor da criança já ter nascido com dois dentes. Estas afirmaram tratar-se de “um caso inédito”. “É o primeiro caso a se registar a nível da província de Manica”, dizem. Mas avançam que “pode estar relacionado com a origem genética dos progenitores”. Afinal nada de especial. O que de especial pode haver nisto é que há um novo Guebuza em Manica, este vivendo numa nas mais penosas misérias. (José Jeco) 2009-10-20

Moçambique: Marcelino dos Santos declara sua aversão pela imprensa privada

Marcelino dos Santos declara sua aversão pela imprensa privada “Camaradas, vocês são de instituições que eu não respeito. Portanto, não respondo às vossas questões. Não respeito as vossas instituições. Porquê é que querem fazer perguntas a mim?”, - Marcelino dos Santos dirigindo-se a jornalistas do Canal de Moçambique e TV-Miramar, ontem, na Praça dos Heróis, em Maputo. Maputo (Canalmoz) - O veterano da luta de libertação nacional, Marcelino dos Santos, declarou ontem a sua total aversão e desrespeito pelos meios de comunicação social independentes. Convidado a prestar declarações ao Canal de Moçambique e à televisão privada Miramar, Marcelino dos Santos foi categórico ao recusar-se. “Não respeito as vossas instituições”. Disse-o momentos depois de ter respondido às questões que lhe foram colocadas por jornalistas da Televisão de Moçambique, a televisão pública, tida como a grande instituição de propaganda do partido Frelimo, embora sobreviva à custa dos impostos de todos pagos ao Estado independentemente das simpatias políticas. O veterano da luta de libertação nacional que se recusou a responder às nossas questões, é tido como da “ala dura” da Frelimo. É tido como uma das figuras que lidera a tendência da reimplantação do sistema monopartidário em Moçambique, o mesmo sistema adoptado pela Frelimo, logo após a independência nacional em 1975, que só viria a ser destituído através de uma guerra civil sangrenta movida pela Renamo, e que durou 16 anos. Ignorando que a guerra civil semeou a destruição de significativas infra-estruturas, conduziu à morte mais de um milhão de moçambicanos e destruiu o tecido social e económico do país, Marcelino dos Santos é tido pela opinião pública como um dos mentores do regresso ao partido único por aliança com Armando Guebuza e outros velhos combatentes que se opõem à ascensão ao poder dos jovens, excepto até a lugares subalternos. Marcelino dos Santos foi abordado à margem da cerimónia de deposição de coroa de flores na Praça dos Heróis moçambicanos, em memória a Samora Machel. Samora Machel morreu no acidente fatídico de Mbuzine, há 23 anos, mas até hoje ainda não foram esclarecidas as circunstâncias em que ocorreu. Atrelando-se a uma entrevista que Marcelino dos Santos estava a conceder para a televisão públicas, um repórter da televisão privada Miramar, quis saber do veterano da luta de libertação nacional quais eram os contornos das investigações que levaram a morte do Samora Machel, e dos Santos respondeu o seguinte: “camarada-chefe, vocês são uma instituição que eu não respeito, vocês e outros, portanto eu não respondo. Não respeito a vossa instituição, porquê é que querem fazer perguntas¬ a mim?”, disse Marcelino dos Santos no seu tom habitual, temendo perguntas que por ventura poderiam desenterrar algumas verdades escondidas há 23 anos, como comenta a opinião pública. A tentativa do repórter do Canal de Moçambique insistir com as mesmas questões, também recebeu o mesmo “não”, de Marcelino dos Santos. Afinal de contas, quem matou Samora Machel? Esta é a pergunta que o povo faz no dia-a-dia. Uns defendem que se tratou de negligência de várias partes envolvidas com o voo, outros falam de morte preparada por dentro. Outros dizem que foi o regime do apartheid que matou Samora. O certo, porém, é que o texto integral do relatório da Comissão de Inquérito presidida por Armando Guebuza continua escondido sem se conhecerem as razões para tal. Joaquim Chissano chegou a dar garantias de que se publicariam as conclusões do inquérito. Tabo Mbeki, ex-presidente sul-africano também prometeu. Ambos acabaram os seus mandatos sem cumprirem com as promessas. Samora Machel morreu a 19 de Outubro de 1986, na zona montanhosa de Mbuzine, na África de Sul, num acidente aéreo quando vinha de uma reunião na Zâmbia, num dos seus esforços para se alcançar a paz na região austral de África, na altura seriamente ameaçada por guerras várias em países da SADC e pelo regime minoritário do apartheid na África do Sul. (Borges Nhamirre e Egídio Plácido) 2009-10-20

Moçambique: Renamo relaciona Guebuza com a morte de Samora Machel (Fernando Mazanga)


Renamo relaciona Guebuza com a morte de Samora Machel E diz que se Dhlakama vencer as eleições vai mandar publicar o relatório sobre a morte do primeiro presidente de Moçambique, a 19 de Outubro de 1986, em Mbuzini, na África do Sul “Não nos embalemos com aqueles que matam e rezam, empunham a pistola numa mão e na outra distribuem camisetas e capulanas. O sangue de Samora deve ser vingado afastando do poder aqueles que não querem divulgar o relatório do inquérito sobre a sua morte” – Fernando Mazanga Maputo (Canalmoz) – O porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, disse ontem, segunda-feira, que o sangue de Samora deve ser vingado, afastando do poder aqueles que não querem divulgar o relatório do inquérito sobre a sua morte. Os moçambicanos precisam da resposta de Guebuza, de quem matou Samora Machel, porque ele é quem chefiou a comissão de inquérito, diz Mazanga que pede ainda que se esclareça por que razão Samora Machel havia encostado Armando Guebuza, como ministro sem pasta, aguardando o seu regresso do exterior, o que não chegou a acontecer porque foi assassinado no seu regresso ao País? Fernando Mazanga disse, entretanto, que caso o candidato da Renamo à Presidência da República, Afonso Dhlakama, chegue ao poder, uma das suas prioridades será a divulgação do relatório sobre a morte do primeiro presidente de Moçambique independente, Samora Moisés Machel, há 23 anos, num acidente aéreo ocorrido em Mbuzine, na vizinha África do Sul, em que pereceram outros 33 membros das sua comitiva. Os pronunciamentos do porta-voz da Renamo ocorreram durante uma conferência de imprensa que convocou ontem em Maputo, precisamente para falar da passagem dos 23 anos da morte de Samora Machel. Segundo Mazanga, o relatório que promete será publicado pelo presidente do seu partido, “já foi produzido pela comissão de inquérito liderada pelo actual presidente da República, Armando Guebuza, mas por falta da vontade política, o mesmo mantém-se sem ser tornado público”. Naquilo que Mazanga apelidou por “fatídico acidente que roça o assassinato”, o porta-voz da Renamo disse que a vontade de esclarecer as circunstâncias do acidente foi ensaiada com a criação da Comissão Mista, entre Moçambique e África de Sul, para se apurar as reais causas que originaram o despenhamento do avião em que seguia Samora Machel e parte da sua delegação, mas nada foi publicado. De acordo com Fernando Mazanga, a referida comissão de inquérito era liderada, da parte moçambicana, pelo actual presidente da República, Armando Guebuza, e candidato pelo Partido Frelimo à Ponta Vermelha. “Acontece que até hoje o senhor Armando Guebuza ainda não disse aos moçambicanos o que aconteceu com o Tupolov (avião presidencial), que arrancou a vida do presidente Samora Machel”, disse ontem o porta-voz da Renamo. “Guebuza deve explicação aos moçambicanos” Para Mazanga, o presidente da República, Armando Guebuza, já fez várias presidências abertas, mas em nenhuma delas se dignou a explicar aos moçambicanos os resultados que a comissão por si chefiada apurou sobre a morte de Samora Machel. Guebuza “deve uma explicação aos moçambicanos sobre a morte de Samora Machel e seus acompanhantes, e como está em campanha eleitoral tem uma soberana oportunidade de explicar ao povo o que sabe sobre a caixa negra do avião soviético que vitimou o primeiro presidente de Moçambique independente”, desafiou Fernando Mazanga. Para o porta-voz da Renamo e candidato a deputado da Assembleia da República pela cidade de Maputo, “Samora era um combatente energético contra a corrupção, enriquecimento ilícito, o envolvimento (particular) de governantes em negócios do Estado”, práticas que segundo ele, “hoje são predominantes”. Quem lucrou com a morte de Machel? “Quem lucrou com a morte de Samora Machel? Quem está a beneficiar-se com a morte de Samora Machel? Por que razão mamã Graça já não teve coragem de apontar o conluio que vitimou o seu marido? Quem está a travar o actual Governo Sul-africano para não publicar o relatório sobre Mbuzine?”, são questões levantadas pelo político da oposição, Fernando Mazanga. Quem fez e quem faz… Depois dos questionamentos metódicos de Mazanga, o porta-voz da Renamo vai directo ao assunto e acusa a Frelimo de ter orquestrado a morte de Samora. Ironicamente disse: “toda a gente sabe quem fez e quem ainda faz matanças. Toda gente sabe quem fez e quem faz atrasar o País, eliminando cérebros que pontificam no País”. Num outro desenvolvimento, Mazanga disse que ao recordar Samora é preciso reflectir seriamente, e não nos deixarmos embalar pelos discursos metafóricos, desajustados com a realidade, destinados a lavarem o nosso cérebro. “Não nos embalemos com aqueles que matam e rezam, empunham a pistola numa mão e na outra distribuem camisetas e capulanas. O sangue de Samora deve ser vingado afastando do poder aqueles que não querem divulgar o relatório do inquérito sobre a sua morte”, diz Mazanga. Chega de mortes encomendadas Entretanto, a Renamo apela para o fim das “mortes por encomenda” e Mazanga afirma que “o presidente da República e candidato a sua sucessão tem a oportunidade para explicar as várias mortes que acontecem em Moçambique, praticadas por criminosos sem rosto”. “Estamos a falar da morte do Eduardo Arão, Rafael Maguni, Sebastião Marcos Mabote, José Manuel, Carlos Cardoso, António Siba-Siba Macuácua, entre outras personalidades que foram silenciadas sumariamente”, disse o porta-voz da Renamo. Não estávamos contra Samora Machel O porta-voz do partido liderado Afonso Dhlakama reconheceu, entretanto, Samora Machel “como um herói nacional”, e disse ainda que para a Renamo “nunca foi alvo a abater”. “A Renamo não lutava contra indivíduos, lutava contra um sistema. Nunca tivemos Samora Machel como um inimigo a abater. Tínhamos como pretensão, aquilo que nós sempre dissemos é que queríamos mudar o actual paradigma e colocar um Estado de Direito Democrático. Por isso, quando a Renamo entrou nas conversações exigiu que se abolisse a pena de morte que vinha sendo praticada”, concluiu Mazanga. (Egídio Plácido) 2009-10-20 07

19 de outubro de 2009

Moçambique: Passam hoje 23 anos após a morte de Samora Machel

Passam hoje 23 anos após a morte de Samora Asinala-se hoje em todo o país a passagem do 23º ano da morte trágica do primeiro Presidente de Moçambique independente, Marechal Samora Moisés Machel. Samora Machel morreu nas colinas de Mbuzini, na África do Sul, quando regressava de Mbala, na Zâmbia, em mais uma missão de busca da paz para Moçambique e para a região, em particular, e para o continente e o mundo, em geral. Com ele pereceram várias outras personalidades governamentais e diplomatas estrangeiros que integravam a comitiva presidencial. As causas da tragédia de Mbuzini continuam ainda por esclarecer, havendo indicações da necessidade de se ter que dar prosseguimento às investigações. Líder carismático, Samora Machel dirigiu a revolução moçambicana após a morte do fundador da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), Eduardo Mondlane, em 1969, e proclamou a independência do país em 25 de Junho de 1975, no majestoso Estádio da Machava. A guerra de desestabilização contra Moçambique, levada a cabo pela Renamo, com o apoio dos regimes minoritários da então Rodésia (Zimbabwe) e do “apartheid”, na Africa do Sul, levaram Samora Machel a intensificar as acções diplomáticas de busca da paz para o país. A data assinala-se numa altura em que o país se encontra envolvido em campanha eleitoral com vista à realização das quartas eleições gerais multipartidárias e primeiras para as assembleias provinciais, o que inspira os moçambicanos a tudo fazerem para a consolidação da paz e da democracia duramente conquistadas. Maputo, Segunda-Feira, 19 de Outubro de 2009:: Notícias

16 de outubro de 2009

"Terra Sonâmbula" de Mia Couto, conquista prémios no Festival Cinema Brasileiro Latino


"Terra Sonâmbula" conquista prémios Melhor Filme e Argumento no Festival Brasileiro Latino, em Curitiba O filme "Terra Sonâmbula", da realizadora portuguesa Teresa Prata, conquistou os prémios de Melhor Filme e Melhor Argumento no 4.º Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino, que decorreu entre 05 e 11 de Outubro em Curitiba, no Brasil. No certame cinematográfico concorreram seis longas-metragens brasileiras e cinco provenientes de Itália, Moçambique, México, Bolívia e Argentina. De acordo com a cineasta, o filme premiado, baseado na obra literária homónima de Mia Couto, já tem distribuidor no Brasil (Panda Filmes), e será exibido em breve nos cinemas do país. Sapo/Lusa, 15 de Outubro de 2009