30 de junho de 2009

China: Cuidado com o Sol...

Cuidado com o Sol... Banhistas chinesas usam máscaras de protecção contra o Sol, em Qingdao, província de Shandong, na China, 30 de Junho de 2009. A máscaras são o último grito da moda de praia para as banhistas das praias locais. Foto@EPA/John Wong

Angola: Director da FAO teceu elogios à aposta na agricultura familiar

Director da FAO teceu elogios à aposta na agricultura familiar O responsável da FAO manteve igualmente encontro com o Primeiro-Ministro, Paulo Kassoma O director-geral do Fundo das Nações Unidas para a Alimentação (FAO), Jacques Diouf, afirmou, ontem, em Luanda, que mil milhões de pessoas no mundo sofrem de fome. Em declarações à imprensa, no final de um encontro com o Primeiro-Ministro, António Paulo Kassoma, na Cidade Alta, o director-geral da FAO anunciou para Novembro próximo, em Roma, a realização de uma cimeira dos Chefes de Estado e de Governo, para discutir as causas, consequências, e soluções estruturais da fome no mundo. Jacques Diouf disse também ter aproveitado o encontro com António Paulo Kassoma para abordar os detalhes da preparação da 26ª Conferência Regional da Organização para a África, que tem lugar no próximo ano, em Angola. Diouf agradeceu as disposições tomadas pelo Comité Interministerial, presidido pelo Ministério das Relações Exteriores e que está a preparar o evento.A conferência conta com a participação dos ministros africanos da Agricultura e trata essencialmente do papel da agricultura africana no mundo. Jacques Diouf disse que durante o encontro que teve com o Primeiro-Minsitro foi também abordado o Programa Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. O director-geral da FAO defendeu uma parceria entre todos os sectores da agricultura, incluindo os que estão afectos aos serviços técnicos de diferentes Ministérios, para garantir a segurança alimentar. Jacques Diouf ficou impressionado com os níveis de desenvolvimento alcançados em relação à situação alimentar em Angola, sobretudo nas zonas rurais. Acrescentou que “para um país que viveu tantos anos de guerra civil, os progressos são impressionantes”. Sublinhou que existem em Angola esforços muitos importantes nos sectores de prioritários, sobretudo na construção e reconstrução de infraestruturas. O director-geral da FAO enalteceu também o esforço do Governo para relançar a agricultura, consubstanciado no acesso dos agricultores aos créditos bancários. Em relação à crise económica e financeira mundial, Jacques Diouf pediu que todos os esforços dos Estados sejam concentrados ao mais alto nível para se obterem soluções com vista a atenuar os seus efeitos. Jacques Diouf garantiu, por último, que a organização que dirige vai continuar a prestar todo o apoio a Angola e reforçar cada vez mais as relações com as instituições angolanas. O director-geral da FAO concluiu ontem a sua visita a Angola. Garrido Fragoso SapoAO, 30 de Junho de 2009

29 de junho de 2009

Moqueca de robalo e camarão (Brasil)

Moqueca de robalo e camarão Ingredientes: Camarão Lombo de robalo Cebola picada Alho picado Óleo de Palma Água de coco Leite de coco Pimenta malagueta Preparação: Tempera o peixe e o camarão com flor de sal, pimenta preta e sumo de lima. Grelhe na frigideira com azeite. Para o molho faça um refogado de alho, cebola, pimentos e tomate. Acrescente flor de sal, água de coco, óleo de palma, leite de coco e malagueta.

Lisboa: Restaurante Alcaide, para esquecer a saudade

Lisboa: Restaurante Alcaide, para esquecer a saudade Capoeira, bairrismo, música, copos, intimismo, gargalhadas, África, Walter e Sandra. É na junção destas características com a peculiar forma de receber e dinamizar de Walter Lima e Sandra Sapage que se forma a originalidade do Snack-bar/Restaurante Alcaide, em Lisboa. Este restaurante situa-se num dos bairros mais típicos e mais antigos da cidade – a Mouraria. Por entre ruas e ruelas, entre a baixa e o Castelo, chegamos ao Alcaide como se, de repente, uma lufada de carinho e alegria nos enviasse para um local bem longe da movida da capital portuguesa e aterrássemos num caricato ambiente festivo e acolhedor, bem distante da indiferença e frieza próprias de uma capital. Aqui se encontram moradores do bairro e amigos dos donos. Pessoas do mundo da música e um grupo de capoeira fazem a festa, incentivados pelas brincadeiras de Walter Lima. Pode esta não ser a casa das pessoas, mas todos agem como se tal fosse. A Mouraria é quase como uma representação física daquilo a que chamamos saudade. É antigo, sinuoso, apertado, belo e cinzento. O Alcaide vem contradizer todo o saudosismo que vemos passear neste bairro levando até ele o urbano e o moderno. As risadas têm como pano de fundo a música dos saxofones e da guitarra, assim como de alguns outros instrumentos feitos de improvisos. Aldo Milá faz deste espaço o seu estúdio, animado com a sua guitarra. E outros músicos a ele se juntam, em números inventados à pressão, mas com óptimos resultados. Uns dançam, outros cantam, outros assobiam. E não são raras as vezes que o grupo de capoeira de presença habitual decide arredar as mesas e começar a gingar e a jogar. O líder dos capoeiristas quase podia ser uma outra mascote do nosso portal, pois, qual espanto, tem um nome que quase poderia ser – mas não é – uma homenagem: Mestre Sapo. “Gostamos do espaço, a comida é boa…”, diz o Mestre Sapo, e atenção ao antecedente “Mestre”, não vá o Sapo ser confundido com o nosso sapinho que também dança. Aqui há gastronomia portuguesa e africana. Mas nem por isso podemos considerar este local um restaurante africano. Walter Lima prefere que o apelidemos de restaurante lusófono. E assim é, dado que a mistura está aqui bem patente. Aliás, o prato de hoje é Moqueca de Camarão, em memória do Brasil, ou mais precisamente da Bahia. Noutros dias, podemos contar com outros pratos de origens diversas, como a Moamba ou o Calulu. O mais importante para o casal que gere este restaurante é “o cuidado com a apresentação e com aquilo que oferece”. De resto, diz Walter, “a juventude é a maior aliada”, disposta a passar noites mexidas e alegres na companhia dos amigos. Helga Costa Sapo MZ, 29 de Junho de 2009

Cabo Verde: Vila da Ribeira Brava vai ser Património Nacional em Agosto

PM: Vila da Ribeira Brava vai ser Património Nacional em Agosto A vila da Ribeira Brava, em São Nicolau, vai tornar-se em Agosto próximo Património Nacional, afirmou este fim-de-semana o primeiro-ministro de Cabo Verde, lembrando as comemorações dos 278 anos da elevação a vila. A garantia foi dada pelo primeiro-ministro no acto de inauguração da estrada vila da Ribeira Brava/Brava, afirmando que a vila da Ribeira Brava é uma das “mais lindas” de Cabo Verde, tem uma história “grande no país” e nada melhor para comemorar seus 278 anos da elevação à Vila do que dar a “verdadeira dimensão nacional a este grande património”. Américo Nascimento, presidente da Câmara da Ribeira Brava, por seu lado realçou que “fez-se justiça” à vila e às pessoas que trabalharam “arduamente” no passado para a sua edificação. “Temos que preservar não o velho, mas o antigo. Não precisamos de pardieiros e de casas velhas, mas de casas antigas e do património”, adiantou Américo Nascimento. O anúncio da decisão surgiu um dia depois de a UNESCO ter inscrito a Cidade Velha (conhecida por Ribeira Grande de Santiago) como Património Mundial da Humanidade. Há cerca de três anos, e por decisão do Governo cabo-verdiano, o Campo de Concentração do Tarrafal, no norte da ilha de Santiago, foi igualmente considerado Património Nacional, tendo José Maria Neves já manifestado publicamente a intenção de a inscrever também. SAPO CV com Lusa, 29 de Junho de 2009

Moçambique: Presidente Guebuza e esposa premiados em Bruxelas

Guebuza e esposa premiados em Bruxelas O Fórum Crans Montana distinguiu sexta-feira última em Bruxelas, na Bélgica, o Presidente Armando Guebuza e sua esposa, Maria da Luz Guebuza, com o ‘Prémio Crans Montana 2009’, em reconhecimento do seu trabalho visando minorar o sofrimento dos cerca de 20 milhões de moçambicanos. A cerimónia ocorreu em plena Câmara Municipal de Bruxelas, na presença da Primeira-Dama moçambicana, Maria da Luz Guebuza, que participou no fórum. “O Continente Africano está mergulhado na pobreza e é difícil registar progressos. O Presidente da República e sua esposa têm dado progressos na sua governação”, disse o fundador e presidente do Fórum Crans Montana, Jean-Paul Carteron. Jean Carteron assim se expressou momentos depois da Princesa Astrid, do Reino da Bélgica, ter distinguido a Primeira-Dama moçambicana. Considerou, na ocasião, que “Moçambique é um exemplo de boa governação em África”. Segundo a fonte, normalmente o prémio da sua organização não é atribuído a individualidades africanas. Mas com esta distinção o Fórum Crans Montana espera que o gesto sirva de encorajamento ao casal Guebuza para continuar a dar progressos no seu trabalho. “Não é fácil nos deslocarmos a Moçambique porque implica voar, entre outras coisas. Mas eu acho que o mundo devia ir a Moçambique para ver o que está a acontecer a nível social e económico”, indicou Jean Carteron. Em reacção, Maria da Luz Guebuza disse dedicar o prémio ao povo moçambicano, devido à sua participação activa no desenvolvimento do país. “Queremos nos comprometer aqui, perante todos, que iremos continuar a trabalhar no sentido de promover a paz, estabilidade e desenvolvimento do país”, vincou Maria da Luz Guebuza. Embora ausente devido a questões relacionadas com a sua agenda de trabalho, o estadista moçambicano, Armando Guebuza, reagiu à distinção, através de um vídeo exibido na ocasião. Na sua mensagem, Armando Guebuza considerou Moçambique um país abençoado, por possuir uma beleza natural, recursos e um povo hospitaleiro e trabalhador. Segundo o Chefe do Estado, apesar do país estar a registar progressos na luta contra a pobreza ainda existem enormes desafios pela frente relacionados com as secas, cheias, entre outros efeitos das mudanças climáticas. “Que continuemos a trabalhar juntos por um Moçambique melhor”, disse Armando Guebuza, que deverá receber a sua distinção numa cerimónia a ter lugar em Maputo em data ainda a anunciar. Ainda na cerimónia de sexta-feira, o Fórum Crans Montana distinguiu outras sete individualidades, dentre as quais a Rainha de Bahrein, Sheika Sabeeka bint Ibrahim Al Khalifa, o Presidente norte-americano, Barack Obama, e os primeiros-ministros da Turquia e do Luxemburgo, respectivamente, Rama Yade e Recep Tayyip Erdogan. MUHAMUD MATSINHE, da AIM Maputo, Segunda-Feira, 29 de Junho de 2009:: Notícias

27 de junho de 2009

Cabo Verde: PP, JMN e JS orgulhosos pela inscrição de Cidade Velha na lista de Património Mundial da Humanidade

PP, JMN e JS orgulhosos pela inscrição de Cidade Velha na lista de Património Mundial da Humanidade O presidente da República, Pedro Pires, o primeiro ministro José Maria Neves e o líder do MpD, Jorge Santos, manifestaram “orgulho” pela inscrição de Cidade Velha na lista de Património Mundial da Humanidade da Unesco. Pedro Pires, assim que ficou a par da feliz notícia, agradeceu " a todos os nossos amigos e a todos os países e governos que apoiaram a candidatura da Cidade Velha e apostaram na sua materialização. Se conseguimos tudo isso é porque também tivemos amigos, tivemos pessoas que apostaram no reconhecimento da Cidade Velha como Património da Humanidade". Para o chefe de estado cabo-verdiano, o reconhecimento da Cidade Velha como Património Mundial da Humanidade “é um orgulho para todos os cabo-verdianos" porque significa “a valorização das nossas origens”. Por isso, felicitou o Ministério da Cultura e a Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago pela dedicação, esforço e envolvimento no processo. PM também feliz "Sinto-me profundamente orgulhoso pelo trabalho realizado. Foi uma prioridade estabelecida pelo Governo de Cabo Verde e é mais uma grande vitória que valoriza Cabo Verde no plano internacional, mas, sobretudo, que mostra aos cabo-verdianos e cabo-verdianas a riqueza da nossa história", considerou José Maria Neves ao tomar conhecimento da decisão da Unesco. E é essa história, "esse grande passado" que irá nos permitir construir "um grande futuro". Foi um importante centro de Comércio e, no aspecto religioso, a importância da Cidade Velha é de enorme transcendência, com a sua catedral e as suas igrejas e capelas históricas. Foi a primeira sede da Diocese Cabo-Verdiana e nos séculos XV e XVI chegou a ter mais igrejas por m² do que o próprio Vaticano, lembra o PM. O PM espera que a nomeação de Cidade Velha como Património Mundial venha a beneficiar também o turismo cultural em Cabo Verde e consequentemente a melhoria das condições de vida e de desenvolvimento da região. "É necessário valorizar as pessoas de Ribeira Grande, para também poderem sentir-se elas património da Humanidade", conclui José Maria Neves. Jorge Santos diz que classificação é “acto de justiça” Para o presidente do MpD, Jorge Santos, a distinção de Cidade Velha como Património da Humanidade “é um acto de justiça” e “prova definitiva do contributo” do sítio para a história da humanidade, mormente no papel desempenhado no século XVI na ligação entre a Europa e as Américas e na construção da cabo-verdianidade. Santos, que enalteceu o trabalho do Ministério da Cultura e da CMRGS, espera também que o novo estatuto “signifique a entrada efectiva da Cidade Velha no roteiro do património mundial e se constitua em factor importante de desenvolvimento e promoção cultural da Cidade e Cabo Verde”. A Semana, 26 de Junho de 2009

Site da Unesco já anunciou entrada de Cidade Velha na lista de património mundial da humanidade

Site da Unesco já anunciou entrada de Cidade Velha na lista de património mundial da humanidade A cidade da Ribeira Grande de Santiago já figura na lista dos patrimónios mundiais da humanidade, publicada no site da Unesco. O berço da nação cabo-verdiana entrou já no fim da tarde de ontem e agora está ao lado das grandes obras da humanidade. “Cidade Velha foi inscrita na Lista de Património Mundial da Humanidade, marcando a entrada de Cabo Verde no inventário internacional de sítios com extraordinário valor universal”, noticia o site da Unesco. O Comité Mundial da Unesco, secretariada por María Jesús San Segundo, Embaixadora e Delegada Permanente da Espanha naquela organização internacional, informa o site, “inscreveu o centro histórico, que data do século 15 e testemunha a presença colonial da Europa na África e a história da escravatura”. O site da Unesco disponibiliza ainda várias fotografias da Cidade Velha. O Forte de S. Filipe, a Sé Catedral, as ruas e sítios históricos, a Igreja de Nossa Sra do Rosário, entre outros pontos emblemáticos testemunham um passado que o presente e o futuro são obrigados a conservar para a grande história da humanidade. A Semana, 27 de Junho de 2009

Eleição na Guiné-Bissau condicionada por assassínios políticos

Eleição na Guiné-Bissau condicionada por assassínios políticos Malam Bacai Sanhá é favorito nas presidenciais da Guiné-Bissau Onze candidatos, entre eles três ex-chefes de Estado, vão amanhã sujeitar-se à vontade dos perto de 600 mil eleitores da Guiné-Bissau, onde a onda de assassínios políticos tornou a campanha quase invisível. A antecipação das eleições, previstas para 2010, decorrente dos assassínios do presidente João Bernardo "Nino" Vieira e de Tagmé Na Waié, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, na noite de 1 para 2 de Março, tem sido marcada pela instabilidade, se bem que se ouçam muitas garantias oficiais de segurança. As mortes violentas, a 5 do corrente, do candidato presidencial Baciro Dabo (antigo ministro da Administração Territorial) e do ex-ministro da Defesa Hélder Proença, próximos de "Nino" e acusados de tentativa de golpe de Estado, praticamente anularam o debate político, e a campanha eleitoral, embora serena, foi muito limitada. Malam Bacai Sanhá, do PAIGC, partido do Poder (detém 67 dos 100 assentos parlamentares), é o favorito, seguindo-se Kumba Ialá, do PRS (principal força da Oposição) e Henrique Rosa, cuja candidatura não está associada a qualquer partido. Caso seja necessária, uma segunda volta ocorrerá a 28 de Julho. Poucos acreditam, porém, que o processo eleitoral, por si, resulte na estabilização deste país de língua oficial portuguesa, cuja notoriedade internacional se deve à nefasta circunstância de ser uma plataforma giratória do tráfico de estupefacientes. Organizações não-governamentais, como a Rencontre Africaine pour la Défense de Droits de l'Homme (Raddho) ou o "nternational Crisis Group (ICG), têm lançado apelos para que forças multinacionais sejam colocadas no país, "refém dos militares". Segundo a Raddho, "a situação actual de medo e de terror não é propícia à realização de eleições credíveis a 28 de Junho". Para o ICG, Portugal "está em melhor posição para assumir a responsabilidade de país líder" no processo. Claro que não é essa a visão dos militares guineenses. Zamora Induta, o actual chefe do Estado Maior das Forças Armadas, garante que "a situação de segurança no país está controlada na íntegra". Ou seja, embora o general vá dizendo que a responsabilidade é da Polícia, os militares estarão de prevenção, "na retaguarda", prontos a tomar conta da situação. Diário de Notícias, 27 de Junho de 2009

Moçambique: Marcelino dos Santos apela diáspora a desenvolver o país

Marcelino dos Santos apela diáspora a desenvolver o país O veterano da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) Marcelino dos Santos apelou, no fim-de-semana em Joanesburgo, África do Sul, aos moçambicanos residentes no país a participarem no processo da consolidação da independência económica e a estreitarem laços com os sul-africanos com vista a assegurar a construção de uma África Austral livre de todas as formas do “apartheid” e do colonialismo. Aquele político fez tal apelo num encontro destinado à eleição de representantes das comunidades moçambicanas radicadas em várias regiões deste país vizinho. No encontro foram eleitos Gabriel António Chaúque para presidente, Natalino Soto, vice-presidente, e Aida Machava para secretária das comunidades no país. Na reunião em que estiveram presentes mais de 70 moçambicanos, entre delegados e convidados, o membro fundador da então Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), hoje partido no poder, disse que a grande luta a ser travada no nosso país é a luta pela independência económica, na qual todos os moçambicanos devem ser parte activa. Referiu ainda que nesse processo de construção económica a diáspora é chamada a envolver-se, através de várias iniciativas de desenvolvimento. Sublinhou que os moçambicanos devem ser donos da economia, “por isso vocês aqui na África do Sul são chamados a fazer parte do processo”. Marcelino dos Santos afirmou que, apesar dos moçambicanos estarem independentes, a economia não está ainda nas suas mãos, vincando, todavia, a necessidade de todos trabalharem de modo a que sejamos os donos da economia. Lembrou que no seu congresso em 1962 a Frelimo afirmou que queria um Moçambique livre e próspero, em que os moçambicanos sejam proprietários da economia. Descreveu que quando “alcançámos a independência em 1975, que foi a primeira grande fase do processo de libertação de Moçambique, começámos imediatamente a construir a independência económica”. Nos primeiros anos da independência, segundo lembrou o veterano da Frelimo, Moçambique optou pela via socialista. “No processo, foram lançados grandes projectos e em 1980 elaborado e aprovado o Plano Prospectivo Indicativo (PPI), que iria terminar em 1990, mas fomos assaltados pelos regimes do apartheid, na África do Sul, e do Ian Smith, na antiga Rodésia do Sul, hoje Zimbabwe”. Marcelino dos Santos convidou os moçambicanos residentes na vizinha África do Sul a não esquecerem do que se passou com Moçambique, cujo tecido social foi totalmente destruído pelos regimes rodesiano e do “apartheid”. Indicou que Moçambique aplaudiu a libertação da figura que viria a ser o primeiro Presidente negro da RAS, Nelson Mandela, o mesmo hoje em relação a eleição de Jacob Zuma, por contribuir para a independência dos moçambicanos. A grande luta hoje a travar-se em Moçambique, de acordo com Marcelino dos Santos, é a construção da independência económica, processo que não se pode fazer num único dia. “É um processo contínuo e que culminrá com os moçambicanos a assumir, de facto, a propriedade da economia”. Nesse trabalho, frisou o interlocutor, a diáspora é chamada a envolver-se. “Vocês os escolhidos aqui hoje têm a responsabilidade de representar os moçambicanos em cada lugar onde estiverem e devem fazer conhecer aos sul-africanos o quão difícil foi o processo da libertação de Moçambique. Estou contente por ver que os moçambicanos na África do Sul estão a organizar-se, pois todo o sucesso resulta da organização”, frisou. O membro fundador da FRELIMO instou aqueles cidadãos para que estejam unidos com os sul-africanos. “É necessário que estejam unidos com os cidadãos sul-africanos como forma de construir uma África Austral e um mundo melhor, onde sejamos completamente libertos de todo tipo de exploração. É preciso que o “apartheid” acabe completamente na face da humanidade, quer dizer morram todas as suas formas”. O grande modo de desenvolvimento de Moçambique, de acordo com Marcelino dos Santos, é a organização que se tornou uma exigência no nosso país, por assegurar sucesso. Recordou que em 1970 a Frelimo foi construindo a unidade nacional, que possibilitou a derrocada da ofensiva “No Górdio”, lançada pelo General Kaúlza de Arriaga. Lembrou que quando as tropas coloniais viram que a FRELIMO havia atravessado o rio Zambeze, em Tete, e aberto a frente de Manica e Sofala, viram-se obrigadas a lançar o golpe de Estado em Portugal. “É isso que os moçambicanos devem compreender que foi a força da organização e unidade que nos permitiu conquistar a independência, depois de 10 anos de luta armada. É preciso que os moçambicanos saibam disso, que estejam informados disso e vocês têm a tarefa de fazer conhecer o que neste momento está a acontecer em Moçambique”, explicou. A dado momento, Marcelino dos Santos manifestou-se satisfeito pela liderança das comunidades moçambicanas na África do Sul incluir mulheres. “Se não tirássemos emancipação da mulher não teríamos nenhuma revolução em Moçambique a triunfar”. CAPITALISMO GEROU A CRISE MUNDIAL No encontro com a diáspora moçambicana na África do Sul, Marcelino dos Santos, falou ainda da crise mundial, afirmando tratar-se duma crise do sistema capitalista no seu todo. Apontou que a partir de agora os capitalistas e os pobres têm a tarefa de gerir este período de transição para o socialismo. Entretanto, depois da sua intervenção, aplaudida várias vezes pela audiência, o embaixador moçambicano na África do Sul, Fernando Fazenda, encorajou os seus concidadãos a prosseguir com o movimento associativo em todas as regiões onde residem. De acordo com Fernando Fazenda, a direcção das comunidades moçambicanas deverá assegurar o seu trabalho nas largas associações na África do Sul em busca de sua maior abrangência. Fernando Fazenda pediu aos presentes para que sejam mais unidos e secundarizem as diversidades. Jorge Dick, em Joanesburgo Maputo, Sábado, 27 de Junho de 2009:: Notícias

26 de junho de 2009

Independência de Moçambique: A guerra era entre um povo e um regime

Independência de Moçambique: A guerra era entre um povo e um regime Pedrosa Lopes, presidente da Assembleia Geral da Camera de Comércio Portugal-Moçambique diz que para quem viveu e conheceu este país antes da independência e fez a guerra de Libertação de Moçambique pelo lado português- que foi o seu caso, este é um dia muito feliz. Primeiro porque após este conflito quando regressou a Moçambique foi recebido de braços abertos. “O que ficou provado que a guerra não era entre povos mas sim entre um povo e um regime. Passados 34 anos não há qualquer tipo de animosidade. Pelo contrário: são relações de cumplicidade.” Teresa Cotrim SAPO MZ , 26 de Junho de 2009

Presidente da República reage ao reconhecimento da Cidade Velha a Património da Humanidade

PR reage ao reconhecimento da Cidade Velha a Património da Humanidade "O reconhecimento da Cidade Velha como Património Mundial da Humanidade é um orgulho para todos nós certamente para todos os cabo-verdianos", foi a reacção do presidente da Republica, Pedro Pires, feita minutos atrás. O presidente da Republica felicitou todos os cabo-verdianos e em particular o ministério da Cultura e todos os que participaram na elaboração do dossier "Cidade Velha" pelo reconhecimento histórico da cidade berço. Pedro Pires também felicitou a Câmara Municipal de Ribeira Grande Santiago, ao seu presidente e toda a população da Cidade Velha, bem como aos países que apoiaram a candidatura. "Queria agradecer a todos os nossos amigos e a todos os países e governos que apoiaram a candidatura da Cidade Velha e apostaram na sua materialização. Se conseguimos tudo isso é porque também tivemos amigos, tivemos pessoas que apostaram no reconhecimento da Cidade Velha como Património da Humanidade". Para o Presidente da Republica, o reconhecimento contribui para a valorização da história e do sítio histórico que é Cidade Velha. "Também é valorização das nossas origens. Isso deve orgulhar-nos", frisa o Chefe do Estado justificado que a Cidade Velha transformou Cabo Verde numa Nação e também por ela passaram pessoas, barcos em direcção as Américas, "isso contribuiu embora na dor e sofrimento, o surgimento de novas sociedade. Pois também é a ultrapassagem de uma série de preconceito. Nesse aspecto felicito a UNESCO pela a decisão. Porque isso vai no sentido do reconhecimento da diversidade cultural e da diversidade do mundo". O Chefe do Estado admite que com o reconhecimento poderá ser uma nova partida. "Estou certo que trabalharemos nessa direcção, saberemos valorizar e honrar o reconhecimento que é de extraordinário valor cultural, histórico e humano para Cabo Verde", finaliza. Expresso das Ilhas, 26 de Junho de 2009

Manuel Veiga: “Estou a transbordar de satisfação por este reconhecimento da Cidade Velha como Património Mundial da Humanidade”


Manuel Veiga: “Estou a transbordar de satisfação por este reconhecimento da Cidade Velha como Património Mundial da Humanidade” Numa primeira reacção à declaração da Cidade Velha como Património Mundial da Humanidade, Manuel Veiga, ministro da Cultura de Cabo Verde, afirmou que está a “transbordar de satisfação por este reconhecimento”. “É uma vitória de todos os cabo-verdianos”, acrescentou o MC. “Sempre disse que Cidade Velha era património mundial da humanidade, sobretudo por ter produzido essa sociedade nova que é a sociedade crioula. Faltava conseguir que o resto do mundo reconhecesse isso também”, declarou Manuel Veiga ao asemanaonline, ressalvando entretanto que ainda a comunicação oficial da Unesco não foi feita. Ainda assim, Manuel Veiga agradece a todos os cabo-verdianos “nomeadamente à comunicação social, que fez um excelente trabalho”, e estrangeiros que se empenharam na campanha de apoio à Cidade Velha. O reconhecimento da Cidade Velha como Património Mundial da Humanidade só será oficialmente comunicado no dia 30, mas o ministro da Cultura diz desde já que a vitória alcançada por Cabo Verde é resultado “de um profundo trabalho técnico e político e de um longo processo de lobbies junto de vários países”. MV está também consciente de que a distinção de Cidade Velha como Património da Humanidade “traz-nos grande responsabilidade”. “Temos de fazer uma gestão criteriosa tanto em relação ao património físico como imaterial, fazendo um trabalho pedagógico para que as pessoas sejam os principais elementos de preservação do sítio, e melhorar a condição de vida das pessoas da Cidade Velha”. A Semana, 26 de Junho de 2009

Bulgária: Dizer adeus com um sorriso

Dizer adeus com um sorriso Uma mulher observa imagens de Michael Jackson numa loja de música em Sofia, na Bulgária. O "Rei da Pop" morreu esta quinta-feira aos 50 anos depois de sofrer uma paragem cardíaca. Foto@Lusa/Anton Stankov

Marcelino dos Santos - "A independência política foi alcançada, o que importa hoje é construir a independência económica"

Marcelino dos Santos - "A independência política foi alcançada, o que importa hoje é construir a independência económica" "Desde 25 de Junho de 1962 que a História da Frelimo passou a ser a História de Moçambique, a história do povo moçambicano. Com o desencadear da luta armada, o objectivo da Frelimo era construir uma pátria livre e independente, construir um Moçambique livre de toda a forma de descriminação." Foi assim que Marcelino dos Santos começou o seu discurso do dia da independência nacional. Passados mais de 10 anos, o objectivo que a Frelimo traçou para o povo moçambicano fora alcançado. No dia 25 de Junho de 1975 deu-se a independência nacional. "A independência política foi alcançada, o que importa hoje é construir a independência económica. Neste momento o nosso desafio é liquidar a pobreza", enfatizou Marcelino dos Santos. O orador afirmou que sempre acreditou que a independência um dia chegaria a Moçambique. Essa visão esteve sempre presente nas suas poesias: "A vontade de ver o meu país livre, serviu de inspiração e instrumento para organizar ideias para as minhas poesias", acrescentou. O homem que viu o seu país a passar do socialismo para o capitalismo, como forma de assegurar a independência conquistada, sempre defendeu o sistema Marxista - Leninista como forma ideal de aproximar o Estado do povo, acredita que Moçambique está a caminhar novamente para o socialismo. Para o político, "o capitalismo fomenta a desigualdade entre o Estado e o povo. A ideia primeira do nosso Estado é o desenvolvimento do capitalismo e do empresariado, esquecendo-se, por exemplo, da classe operária e da classe camponesa." “O processo de libertação nacional construiu um homem novo. Por isso, devemos continuar a acreditar em nós próprios, acreditar no nosso valor, na grandeza daquilo que foi o processo de libertação nacional e ofereçamos ao mundo tudo aquilo que foram as ideais que construímos para o benefício do nosso povo, mas também, para o benefício de toda África”, concluiu o político e poeta. Sílvia Panguane SAPO MZ, 26 de Junho de 2009

Cabo Verde: Cidade Velha já é Património Mundial







Cidade Velha já é Património Mundial A Cidade Velha, 15 quilómetros a oeste da Cidade da Praia, foi hoje considerada Património Mundial da Humanidade pelo Comité da UNESCO, confirmou hoje à Agência Lusa o presidente da Câmara local. Manuel de Pina, presidente da também conhecida como Ribeira Grande de Santiago, encontra-se em Sevilha (Espanha), onde se reuniu o Fórum Mundial da UNESCO, que analisou a candidatura que estava a ser preparada há uma década. SAPO CV com Lusa, 26 de Junho de 2009

Embaixador de Moçambique em Portugal comemora o dia da Independência

Embaixador de Moçambique comemora o dia da Independência A música ouvia-se na rua que alberga a Embaixada de Moçambique em Portugal. Situada no Restelo com o Tejo por companhia. Os convidados foram recebidos com passadeira vermelha temperada com o já conhecido simpático sorriso moçambicano. Na piscina rodava uma bola gigante com uma bailarina lá dentro. Muito bonito. O som da marrabenta embalava o ambiente aquecendo o convívio, enquanto alguns convidados se iam deliciando com os petiscos enquanto reavivavam memórias ou simplesmente falavam dos temas da actualidade. Miguel Costa Mkaima, Embaixador e Plenipotenciário da República de Moçambique em Portugal é um homem afável, simples e acolhedor. Fez questão de ser fotografado ao lado de Eduardo Mondlane, por se completar 40 anos após a sua morte e, por 2009 ser o ano dedicado a este “soldado”. Eduardo Mondlane foi um dos fundadores e primeiro presidente da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), a organização que batalhou para que este dia chegasse. Eduardo foi assassinado por uma encomenda-bomba. Essa data é, por isso, assinalada como o Dia dos Heróis Moçambicanos. Mas o Embaixador fez ainda questão de tirar uma foto ao lado da sua mulher Glória. Relembra o dia em que esteve no estádio da Machava e que viu a nova bandeira a subir até ao céu. “Jamais esquecerei a imensa alegria que senti.” E conta que é do tempo da luta. Foi membro da Frelimo e agradece a Deus ter sobrevivido aos ataques dos aviões portugueses. Quando lhe pedimos que nos conte uma história que o tenha marcado, diz que são muitas. Mas puxando pela memória ressalta a ocasião em que estava no Festival Mundial da Juventude em Berlim e que jovens portugueses que iam para a guerra se abraçavam aos jovens moçambicanos que viviam sob o poder colonial. Cada um tinha de cumprir um destino…
Interessante que passados 34 anos nesta casa se reencontraram ex soldados portugueses com ex elementos da Frelimo. Hoje são amigos. Hoje deixou de haver dois lados da barricada. Hoje comia-se arroz com carne, bolinhos de canela, pãezinhos de leite e fiambre e saboreavam-se outras iguarias. Hoje era um dia feliz para todos. Hoje era dia de festa. Teresa Cotrim e Pedro R. Curto SAPO MZ, 26 de Junho de 2009

“Rei da música Pop”: Morreu o cantor americano Michael Jackson

Morreu o cantor Michael Jackson O cantor Michael Jackson morreu esta quinta-feira aos 50 anos depois de sofrer uma paragem cardíaca. Os médicos tentaram reanimá-lo durante mais de uma hora mas os esforços foram em vão. A notícia provocou uma onda de choque. Cidadãos anónimos e figuras conhecidas do espectáculo prestam homenagem ao “Rei da Pop”. O ícone do pop Michael Jackson morreu após sofrer uma paragem cardíaca, confirmou o Instituto Médico Legal de Los Angeles (IML), depois de a informação ter sido divulgada por vários meios de comunicação norte-americanos. Os socorristas tentaram durante mais de uma hora reanimar Michael Jackson, depois do cantor ter desmaiado em casa, após uma aparente crise cardíaca, afirmou quinta-feira Jermaine Jackson, irmão do cantor e porta-voz oficial da família. O tenente Fred Corral, porta-voz do IML, disse à CNN que Michael Jackson, 50 anos, foi declarado morto às 14H26 local. Segundo o porta-voz, será realizada uma autópsia "provavelmente" já esta sexta-feira. Morte inesperada aos 50 anos O site especializado em celebridades TMZ.com e o jornal Los Angeles Times foram os primeiros a noticiar a morte do cantor. Logo após as primeiras notícias, centenas de fãs concentraram-se às portas do Hospital da Universidade da Califórnia e da residência do cantor. Depois de ter praticamente desaparecido em 2005 por causa do julgamento em que era acusado de ter abusado sexualmente de uma adolescente, apesar de ter sido absolvido, o cantor cinquentenário tinha anunciado o seu regresso aos palcos, para uma série de concertos em Londres. «This Is It!» começava a 13 de Julho de 2009 e terminava a 6 de Março de 2010. Em Março, tinham esgotado os primeiros 750 mil bilhetes. Devido a vários rumores sobre o estado de saúde de Michael Jackson, que levaram mesmo ao cancelamento dos primeiros concertos, em 20 de Maio, a pedido da produtora dos espectáculos em Londres o cantor foi sujeito a vários exames médicos. Esta semana o jornal britânico The Sun revelou que Michael Jackson sofria de cancro na pele. Michael Jackson começou a sua carreira profissional aos cinco anos de idade como líder vocal do grupo Jackson 5. “Thriller”, um álbum e um filme dirigido por John Landis, foram, talvez, os seus maiores sucessos. O álbum permanece como o mais vendido de sempre. Sapo MZ, 26 de Junho de 2009

Tailândia: A diva da moda

A diva da moda Uma cadela desfila na Competição Internacional de Cães a decorrer em Banguecoque, na Tailândia, até dia 28. Além da categoria competitiva, o evento inclui espectáculos, seminários ou workshops. Foto@Lusa/Rungroj Yongrit

25 de junho de 2009

Cabo Verde: Grupo Refilon apresenta hoje "nôs Stória" na casa da Morna

Grupo Refilon apresenta hoje "nôs Stória" na casa da Morna Sapo CV, 25 de Junho de 2009

Cabo Verde: Gylito anuncia “Stribilim” para o Dia da Independência Nacional

Gylito anuncia “Stribilim” para Dia da Independência Nacional Vila Nova Sintra, 25 de Jun. (Inforpress) – O cantor cabo-verdiano Gylito tem aprazado para o dia da Independência Nacional, 5 de Julho, o lançamento do seu mais recente trabalho discográfico que se intitula “Stribilim”. Em conversa com Inforpress, Gylito avançou que este disco é ainda uma surpresa, tanto pelos temas que insere, como pelo elenco dos artistas que fizeram parte do trabalho. Contudo, adianta que traz muitas novidades com as quais promete abalar os fãs, tendo em conta que conseguiu apurar um trabalho mais maduro, muito bem concebido e preparado. “Trata-se de um trabalho mais maduro, mais independente, assim como eu estou, independente”, diz Gylito, ao ser entrevistado por ocasião da sua actuação nas festas do município da ilha Brava. O CD engloba doze faixas, num mesmo género do disco “Diamante africana”, e conta com a participação de grandes nomes da música cabo-verdiana. Todavia, Gylito faz questão de manter em segredo e não revela esses nomes, à excepção do grupo de samba “Rola Samba” que, segundo disse, teve uma participação especial. De acordo com o artista, este CD custou mais de quinze mil contos e pensa lançar no mercado, numa primeira fase, quinze mil exemplares. Conforme apurou a Inforpress, tanto o Gylito como os restantes artistas que participaram nas festividades de “Nho San Djon”, na ilha Brava – entre eles Kino Cabral, Beto Dias, Grace Évora, Eunice, Paulina e Tony Maryins – foram bem acolhidos pelo numeroso público. É algo para se dizer que o polivalente desportivo “Santana”, na ilha Brava, se tornou pequeno para tanto calor humano, harmonia e convívio que marcaram o arranque da festa do dia do padroeiro da ilha, São João Baptista e do município. AR Inforpress/Fim, 25 de Junho de 2009

História de Moçambique: De Norte a Sul… (Teresa Cotrim)

Independência de Moçambique História de Moçambique: De Norte a Sul… Em meados do Séc.XX, a influência portuguesa em terras de África Oriental era limitada. Os seus movimentos no interior eram quase sempre ameaçados por reinos africanos que se tinham fortalecido durante o comércio de escravos, explica Aurélio Rocha no seu livro Moçambique História e Cultura. No Sul do território, a autoridade portuguesa só tomou forma após ter vencido o maior foco resistente centrado do Estado de Gaza culminando com a prisão e deportação do Rei Gungunhana e dos seus principais colaboradores entre os quais o seu filho Godido. Segundo a mesma fonte no Centro de Moçambique, só após uma série de longas guerras as forças portuguesas conseguiram instituir uma administraçãp. O Norte seria ocupado e conquistado no final do Séc. XIX e algumas partes apenas no inicio do Séc. XX. Teresa Cotrim Sapo MZ, 25 de Junho de 2009

Independência de Moçambique: Onde é que estava no 25 de Junho?

Onde é que estava no 25 de Junho? Fernando Sousa Foi o dia de todas as emoções. Recordo-me particularmente do hastear da bandeira. Foi arrepiante. Finalmente éramos livres. Foi o dia de toda a alegria, foi lindo e, sem dúvida, que nos marcou a todos para sempre. Todos desejávamos muito o que se estava ali a passar. Era, acima de tudo, um desejo colectivo. Sapo MZ, 25 de Junho de 2009

Independência de Moçambique: Onde é que estava no 25 de Junho?

Onde é que estava no 25 de Junho? Victor Desejado Passei o dia independência em Quelimane, minha terra natal, e nesse dia completei 15 anos. Fui ao campo do Sporting de Quelimane assistir às cerimónias centrais com os meus amigos. Lembro-me que a juventude estava eufórica com os ensinamentos da Frelimo e abraçaram a causa sem pestanejar. Aquela marcha do Samora do Rovuma ao Maputo é que nos consciencializou efectivamente para a independência. Aquele que aos olhos dos portugueses era o turra apresentava-se agora como libertador. Recordo-me que houve um grande discurso no estádio e muita actividade cultural nos bairros. Seguíamos o discurso de Samora pela rádio. Sai de estádio por volta das quatro da madrugada. Quando cheguei a casa tinha um bolo com 15 velas para apagar. Sapo MZ, 25 de Junho de 2009

Independência de Moçambique: Onde é que estava no 25 de Junho?

Onde é que estava no 25 de Junho? Mussagy Geichande Devido aos meus compromissos profissionais, nesse dia cheguei muito cedo ao estádio da Machava. Eu trabalhava com o vice-ministro Manuel do Santos, que era chefe de protocolo do Governo de Transição, por isso chegámos bem cedo para receber as individualidades. Ver a bandeira a flutuar lá em cima foi um momento único. Comoveu-me ver moçambicanos de todas as cores a festejar efusivamente. Agora, depois do fim do apartheid, fala-se muito de “rainbow nation”, mas nós, naquela altura, já tínhamos o nosso arco-íris e de uma dimensão impressionante. Estávamos muito galvanizados e todos nos sentíamos identificados com a causa da independência e inevitavelmente com a Frelimo. Quando o Marcelino dos Santos diz que todo o povo é Frelimo, naquele momento eu entendo bem as suas palavras. Todos nos identificávamos com aquele partido, sobretudo pela forma correcta como a luta tinha sido conduzida. Nessa noite não me deitei. Quando sai do estádio vim para o bairro militar onde vivia porque na altura fazia parte das FPLM. Festejei até de manhã com os meus camaradas e vizinhos. Sapo MZ, 25 de Junho de 2009

Zimbabwe trabalha na nova Constituição

Zimbabwe trabalha na nova Constituição O Zimbabwe lançou ontem o processo de elaboração de uma nova Constituição que se acredita irá abrir espaço para a realização de novas eleições neste país da Africa Austral, dando deste modo um passo importante na implementação efectiva do acordo de partilha do poder assinado em Fevereiro último. “Contamos com a força de vontade de todo o povo zimbabweano e a determinação de abrir uma nova página nas nossas vidas, apesar dos obstáculos que temos enfrentado”, declarou o presidente do Parlamento zimbabweano, Lovemore Moyo, falando perante o corpo diplomático acreditado em Harare. Naquilo que constituiu o primeiro encontro público sobre o processo de revisão da Constituição, Lovemore Moyo apelou a comunidade internacional para apoiar este desafio dos zimbabweanos. “O processo de elaboração da Constituição está a ser levado a cabo num ambiente com poucos recursos”, disse Moyo. “Apelamos vossas excelências a emprestarem a vossa experiência e apoio durante o processo. Estamos satisfeitos com os progressos até aqui feitos, apesar dos recursos limitados”, acrescentou. Em Abril último, o Parlamento elegeu um Comité composto por 25 elementos, membros da ZANU-FP, e as duas formações políticas do Movimento para a Mudança Democrática (MDC) encarregue pela redacção da nova Constituição. Nos termos do acordo de partilha do poder, a nova Constituição será apresentada ao Parlamento em Fevereiro do próximo ano, estando previsto um referendo sobre a mesma cinco meses depois, ou seja, em Julho do mesmo ano. Moyo também garantiu a diplomatas que o processo de elaboração da Constituição será transparente e não será manipulado por nenhum poder político. “Como Parlamento queremos garantir que este processo seja o mais aberto, transparente, democrático e o mais inclusivo possível de forma a acomodar os pontos de vista de todos os cidadãos” zimbabweanos, garantiu o líder parlamentar. Entretanto, o primeiro-ministro zimbabweano, Morgan Tsvangirai, chegou ontem a Paris para uma visita oficial de três dias à França. Segundo o porta-voz adjunto do MNE francês, Frédéric Desagneaux, Tsvangirai manterá encontros com o MNE, Bernard Kouchner, a ministra da Economia, Christine Lagarde e será recebido pelo presidente do Senado, Gérard Larcher, e na Comissão dos Negócios Estrangeiros do Parlamento francês. A visita do governante zimbabweano a Paris é a última etapa de um longo périplo que já o levou a Haia (Países-Baixos), Washington (EUA), Berlim (Alemanha), Bruxelas (Bélgica), Londres (Inglaterra), Oslo (Noruega) e Estocolmo (Suécia). Maputo, Quinta-Feira, 25 de Junho de 2009:: Notícias

Moçambique celebra hoje os 34 anos da independência nacional assinalada a 25 de Junho de 1975

CONSOLIDAR A INDEPENDÊNCIA - APELA A FRELIMO O país celebra hoje os 34 anos da independência nacional, assinalada a 25 de Junho de 1975. Trata-se duma data que marcou a derrocada final do colonialismo português em Moçambique, dando termo a 500 anos de colonização e dez de luta de libertação nacional. A efeméride não só constitui um momento de festa como também de reflexão sobre os desafios presentes e futuros. O combate à pobreza absoluta, a necessidade da consolidação da independência nacional e de o país se fortificar economicamente são alguns dos desafios a ter conta, segundo defenderam os partidos políticos e algumas agremiações sociais a propósito da efeméride. Afirmaram ser também pertinente que os moçambicanos consolidem a unidade nacional, cerrem fileiras contra a corrupção e todos os outros males que ainda enfermam a sociedade. Lançaram apelos para uma participação massiva dos cidadãos com idade de votar, no processo de actualização do registo eleitoral em curso no país, visando as eleições legislativas e presidenciais, bem assim as primeiras para as assembleias provinciais a ocorrerem a 28 de Outubro próximo. O partido Frelimo apelou ontem a todos os moçambicanos para que continuem unidos na consolidação da independência nacional, através da consolidação da unidade nacional, da paz e da participação activa na luta contra a pobreza e pelo bem-estar de todos os cidadãos, numa mensagem alusiva aos 34 anos da independência nacional que hoje se assinala. Na mensagem, um apelo foi também dirigido aos jovens para que se apropriem da história da Luta de Libertação Nacional, buscando nela as referências e a inspiração para enfrentar e superar os desafios do presente e do futuro. “A Frelimo exorta a todos os cidadãos em idade eleitoral activa para que participem no processo de actualização do recenseamento eleitoral e na votação nas eleições presidênciais, legislativas e das assembleias provinciais que terão lugar no dia 28 de Outubro próximo, pois votando estarão a exercer a soberania resultante da conquista da independência nacional. Exortamos ainda a todos os moçambicanos para que façamos do processo eleitoral um momento de festa, de reforço e consolidação da cultura de paz, estabilidade política, harmonia social e cultura democrática”, indica a mensagem do partido no poder. Num outro passo, a Frelimo frisa que a celebração do 25 de Junho de 2009, o 34º aniversário da proclamação da independência nacional, coincide num período proclamado como “Ano Eduardo Mondlane”, em homenagem ao fundador, primeiro Presidente da FRELIMO e Arquitecto da Unidade Nacional. Coincide igualmente com a celebração do 47º aniversário da fundação da FRELIMO e do 45º aniversário do desencadeamento da Luta Armada de Libertação Nacional, “a qual tinha como objectivo conquistar a independência total e completa para libertar a terra e os homens”. RENOVAR COMPROMISSO COM A UNIDADE E LIBERDADE - EXORTAÇÃO DO PDD O PDD, Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento, exortou os moçambicanos para que renovem continuamente o seu compromisso com a unidade, a liberdade, a justiça, a igualdade e o respeito pelos direitos e liberdades fundamentais estabelecidos há 60 anos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e juridicamente consagrados desde 1990 na Constituição da República de Moçambique. O apelo vem expresso numa mensagem daquela agremiação política, por ocasião do 34º aniversário da independência nacional que hoje se assinala. “O dia 25 de Junho simboliza desde 1975 a inauguração de uma nova página na história de todos os moçambicanos, pois a partir daquela data a terra, a soberania, as riquezas e a direcção dos destinos da nação passaram a estar por lei sob controlo dos nacionais. É justo aqui sublinhar que há 34 anos deixou de existir, nos termos da Constituição e da lei, a segregação entre indígenas, assimilados, portugueses de 2ª e de 1ª classe. Por outras palavras, quer isto dizer que com a independência os moçambicanos conquistaram o direito à dignidade e à igualdade perante a lei”, refere a mensagem do PDD. Segundo a missiva, os moçambicanos partilham desde os tempos da escravatura aos da colonização efectiva um longo período comum de repressão, discriminação e segregação. “O futuro deve ser perspectivado tendo em conta que os sofrimentos do passado jamais voltarão a ser impostos ao povo moçambicano, qualquer que seja o Governo”. CONSOLIDAR A PAZ - MIGUEL MABOTE, LÍDER DO PT A necessidade de consolidação da paz, foi realçada na mensagem do Partido Trabalhista (PT) alusiva a mais um aniversário da independência nacional. O presidente daquele movimento, saudou a todos os moçambicanos pela passagem da efeméride, considerando que o 25 de Junho é um marco indelével na história do país, por ter selado a vitória da luta secular e heróica contra o colonialismo português. “O Partido Trabalhista entende que com a paz e com a liberdade todos os cidadãos moçambicanos devem empenhar-se com afinco nas tarefas de produção para o combate à pobreza absoluta, ao HIV/SIDA, à criminalidade, consolidando firmemente a unidade nacional e a democracia, que são os pilares para a garantia da prosperidade e justiça social”. O PT aproveitou a ocasião para exortar os moçambicanos com capacidade eleitoral activa para participarem massivamente no processo de actualização do processo de recenseamento eleitoral visando as eleições legislativas e presidenciais, bem assim as primeiras eleições para as assembleias provinciais a decorrer simultaneamente a 28 de Outubro do ano corrente. JOVENS DEVEM PRESERVAR PATRIOTISMO - SEGUNDO PARLAMENTO JUVENIL O Parlamento Juvenil também associa-se às celebrações dos 34 anos da independência nacional, apelando aos jovens para preservarem o espírito de patriotismo. Para aquela organização juvenil, o desafio da juventude de hoje reside em buscar inspiração nos ideais de Eduardo Mondlane, abandonando o comodismo e equacionando de forma patriótica e sábia os interesses individuais com os desafios que se impõem no âmbito do Estado de Direito que se pretende que Moçambique seja. “A independência moçambicana é fruto do esforço e entrega do povo que, liderada pela sua juventude, percebeu a necessidade de se libertar do jugo colonial português e caminhar rumo à sua independência, tarefa que o nosso sofrido povo persegue até aos dias de hoje”. O Parlamento Juvenil ressalta ainda que o grande desafio de hoje é assegurar uma independência em todas as suas dimensões, com destaque para a económica. “Compete ainda à juventude de hoje inspirar-se nos mais elevados princípios da moçambicanidade, que se consubstanciam nos nobres valores da paz, da democracia e da unidade nacional, como condições indispensáveis para a superação das nossas adversidades. Os jovens, independentemente das suas crenças religiosas, convicções partidárias e classe social, não devem medir esforços para a sua união quando diante da procura de soluções para os problemas do país”, refere a mensagem. Indica igualmente que a data deve também servir de reflexão para uma maior entrega de todos os moçambicanos na luta contra a pobreza, contra a corrupção, contra a violação dos Direitos Humanos e outras formas de abusos por aqueles a quem compete servir com zelo o povo. Maputo, Quinta-Feira, 25 de Junho de 2009:: Notícias

Mensagem do Presidente da República aos moçambicanos alusiva aos 34 anos da independência nacional


País está a desenvolver-se – Presidente da República, na mensagem aos moçambicanos pelo 25 de Junho O Presidente da República, Armando Guebuza, afirmou ontem em mensagem ao país alusiva aos 34 anos da independência nacional, que Moçambique está a desenvolver-se, destacando o aumento das redes escolar e sanitária, de fontes de água, de mais localidades electrificadas e com acesso à telefonia móvel. Deu também conta do crescente número de estradas reabilitadas e pontes construídas, enfatizando a conclusão das obras da ponte sobre o Rio Zambeze que ligará por via terrestre o sul, centro e norte do país. Referiu-se, igualmente, ao facto do distrito estar a assumir as suas responsabilidades de pólo de desenvolvimento, facto impulsionado pela descentralização de competências e de recursos, humanos e financeiros. “Todavia, mais do que as mudanças físicas que temos estado a protagonizar como Nação, apraz-nos registar que também cresce a nossa auto-estima e a nossa maior tomada de consciência de que esta é a nossa pátria, resgatada pelos obreiros da nossa nacionalidade, e cujo futuro depende daquilo que cada um de nós fizer e tem estado a fazer para o seu desenvolvimento”, frisou. O estadista moçambicano reconheceu ainda o facto de existirem ainda casos de cidadãos nacionais que vivem em zonas cobertas pela rede de telefonia celular mas que não têm recursos para adquirir o aparelho que lhes permita usufruir das tecnologias de comunicação e informação, para além doutros que habitam em zonas onde certos serviços, como energia eléctrica estão disponíveis, mas dos quais eles não se beneficiam por falta de recursos financeiros. “Estes exemplos demonstram que nenhum de nós, moçambicanos, está imune aos efeitos dolorosos e até frustrantes da pobreza. A Unidade Nacional, a cultura de paz e a democracia multipartidária, são importantes ingredientes para o célere sucesso nesta luta que travamos contra esse flagelo chamado pobreza. Persistamos que venceremos, como vencemos na luta pela conquista da nossa Independência Nacional e pelo resgate da Paz”, enfatizou. Porém, o Presidente da República congratulou-se pelo facto de 34 anos depois da independência nacional continuar a cristalizar-se, em cada moçambicano, o sentimento de que valeu a pena ter-se lutado e persistido na luta, até à vitória final. A este respeito, Armando Guebuza destacou a consolidação do sentido de auto-estima, de pátria “e de orgulho de sermos filhos desta Pátria de Heróis; desponta o sentimento de que Moçambique é nosso e de cada um de nós e que a nós cabe livrá-lo da pobreza; cresce, entre nós, a consciência de que devemos todos promover o bom nome desta Pérola do Índico, no concerto das nações, como terra de muita hospitalidade, oportunidades e potencialidades”. Num outro excerto da mensagem, Armando Guebuza referiu-se também ao facto desta efeméride coincidir com as celebrações do Ano Eduardo Mondlane, apelando para que se continue a conceber e a diversificar as actividades em homenagem à vida e obra do Herói Nacional. Destacou ainda a realização, a 28 de Outubro próximo, das eleições presidenciais, parlamentares e para as assembleias provinciais, exortando a todos para participarem em todos os processos que culminarão com o pleito, como forma de enriquecer o firmamento multipartidário em Moçambique . Maputo, Quinta-Feira, 25 de Junho de 2009:: Notícias

24 de junho de 2009

Moçambique: Estudo desvenda riqueza nos montes


Moçambique: Estudo desvenda riqueza nos montes Novos registos de espécies de plantas, répteis e anfíbios, borboletas e pássaros acabam de ser detectados nos ecossistemas mantanhosos do país, o que representa o alargamento da sua ocorrência e necessidade de uma maior conservação pelas autoridades e sociedade no geral. Os dados constam de um estudo que demonstra a riqueza da biodiversidade e importância dos aspectos de conservação biológica em Moçambique que, considera, entretanto, existir ainda muito trabalho por realizar na componente de identificação e registo. O facto foi tornado público semana passada na cidade de Maputo pelo Ministro da Ciência e Tecnologias, Venâncio Massingue, num seminário promovido pelo Instituto de Investigação de Moçambique (IIAM) destinado a divulgar os resultados preliminares do estudo dos ecossistemas montanhosos. A pesquisa foi realizada entre Maio do ano passado e igual período do ano em curso nos montes Chiperone, Namúli, Mabu, Inago e Mchese, este último no Malawi. Os maciços montanhosos escalados pelas expedições científicas são de particular significado biológico, uma vez que ocorrem em pradarias de altitude que comportam espécies de plantas endémicas bem como extensas áreas de floresta húmida. Cerca de 15 espécies de plantas foram encontradas em Chiperone e aproximadamente 40 por cento das detectadas em Namúli não estão referenciadas no “checklist” de plantas vasculares do país. No mesmo monte, sete espécies são novos registos na flora zambesíaca. Resultados preliminares do monte Mabu indicam uma lista de 250 espécies das quais duas são novos registos para Moçambique. Relativamente à répteis e anfíbios foi apurado que as espécies que eram consideradas endémicas no monte Mulanje (Malawi) existem em Namúli, o que alarga a sua área de ocorrência natural. Em Mabu os pesquisadores registaram uma espécie nova de víbora de floresta, a qual se deu o nome científico de “atheris mabuensis”. A mesma espécie foi, entretanto, observada no monte Namúli.
Ainda em Namúli foram registadas cinco novas espécies de borboletas, incluindo igual número em monte Mabu que estão ainda em estudo para a sua confirmação. Em relação aos pássaros não houve novas espécies mas realça-se a existência de espécies ameaçadas e de novos registos de áreas de ocorrência natural. A título exemplificativo, em Chiperone oito espécies estão ameaçadas. De destacar que o Namúli Aplis, único pássaro endémico do país e que até à data da pesquisa só tinha registos de ocorrência no monte Namúli foi encontrado em Mabu. De acordo com a pesquisa, actividade humana como queimadas descontroladas, abertura de machambas, corte de madeira têm contribuído para a destruição das espécies raras no País. Perante este cenário, os pesquisadores aconselham para maior coordenação entre as instituições ligadas à protecção das espécies ao nível interno e internacional. “Neste momento, o desafio é a devolução deste conhecimento das espécies para as comunidades pelos próprios cientistas. É preciso fazer a avaliação do seu impacto social e económica porque o estudo não deve ser só para a nossa satisfação”, disse o Ministro. Para Venâncio Massingue, é necessário estabelecer um programa nacional de investigação nesta área bem assim que urge o enquadramento de jovens cientistas. “Encorajamos os programas transfronteiriços de modo a facilitar os pesquisadores do nosso País e de Malawi ou outras nações”, destacou. Maputo, Quarta-Feira, 24 de Junho de 2009:: Notícias

Angolana Karina Silva considerada melhor manequim africana

Angolana Karina Silva considerada melhor manequim africana Manequim angolana destaca-se no África Fashion Week, na África do Sul Luanda - A top model angolana Karina Silva foi galardoada com o troféu de melhor de África fruto da sua participação na Semana da Moda Africa (África Fashion Week), evento que teve lugar de 12 a 20 deste mês na África do Sul. A informação foi avançada hoje, quarta-feira, à Angop em Luanda, pelo agente da modelo, Joffer Silva, que disse tratar-se de uma premiação resultante do trabalho que vem desenvolvendo em várias passerelles nacionais e internacionais nos últimos tempos. No cômputo geral, segundo a fonte, a angolana ficou em terceiro lugar entre as melhores manequins presentes no evento. De acordo com Joffer Silva, o prémio, apesar de ser individual, pode ser visto como um reconhecimento do trabalho dos angolanos no mundo da moda. Além de Karina Silva, o evento contou ainda com a participação da estilista Lisete Pote, que apresentou algumas das suas criações. A Semana da Moda Africana, uma iniciativa da revista Arise que contou com uma vasta lista de patrocinadores, levou a Joanesburgo cerca de cinco dezenas de estilistas de mais de 20 países situados entre o Cairo e o Cabo e tem merecido grande destaque na comunicação social desde a abertura no passado sábado. Entre 52 criadores, com nomes que vão de Ade Bakare, da Nigéria, a Abigail Keats, da África do Sul, Christie Brown, do Gana, House of Imane, do Quénia, Soucha, do Egipto, a Sandra Muendane, de Moçambique, Lisete Pote foi uma presença marcante na grande mostra de moda organizada pela Arise na capital económica da África do Sul. Nascida em Benguela, Karina Silva, manequim com 1.80 metros de altura, iniciou a sua carreira aos 12 anos na África do Sul, após um curso de moda, voltando em Angola onde trabalha em moda desde os 14 anos de idade. É considerada a mais internacional angolana. A nível nacional já participou em todos os eventos de moda, desde o Moda Luanda, Angola Fashion Week e outros na capital e em algumas províncias, tendo sido distinguida três vezes com o prémio de melhor manequim feminino. No plano internacional desfilou em vários países, entre os quais França e Portugal. Este ano a top model esteve presente no Ethiopia Fashion Week (African Mosaique), Joburg Fashion Week, e recentemente em Espanha onde desfilou e fez catálogos de moda. No seu curriculo constam , entre outros, os prémios Melhor Corpo da Africa Austral (2003), Melhor Corpo e Pernas no Moda Lisboa (2003) Fashion UK (2004), South Africa Top Model (2005), Best Body And Legs, no South African Fashion Week (2005) e Model Of The World (2006), na Tanzânia, onde no meio de 200 candidatas Karina Silva ficou em 2º lugar. Angola Press, 24 de Junho de 2009

23 de junho de 2009

Espanha celebra 30 anos de cooperação com Moçambique


Espanha celebra 30 anos de cooperação com Moçambique A embaixada de Espanha em Maputo comemorou esta segunda-feira o 30º aniversário das relações diplomáticas e de cooperação entre Espanha e Moçambique. A cerimónia, que teve lugar na Fortaleza de Maputo, contou com as presenças do embaixador daquele país Ibérico, Juan Manuel Molina, e do vice-ministro da Educação e Cultura de Moçambique, Luís António Covane. Este último, na sua intervenção, disse que “a Espanha tem sido, praticamente desde a independência de Moçambique, um dos maiores parceiros na cooperação com este país e Moçambique tem sabido aproveitar bem essa experiência transmitida por Espanha.” Já o embaixador Molina salientou que a Espanha aprovou recentemente o segundo plano de acção para África. “Há um espírito muito profundo entre os dois países porque são ambos países do sul: a Espanha está situada no sul da Europa e Moçambique no sul de África. A prova é que, apesar da crise internacional, a Espanha apostou na ajuda ao desenvolvimento neste país.” Cinco mil milhões de euros foi o montante que o Estado espanhol aprovou recentemente para projectos de cooperação em todo o mundo nos próximos cinco anos. “O plano director já foi aprovado mas especificamente para este ou aquele país não está ainda nada determinado. Mas desde já posso garantir que Moçambique irá continuar a ser uma das prioridades da cooperação espanhola”, assegurou Molina, para acrescentar que “esta exposição celebra a intervenção de toda a sociedade civil espanhola comprometida com Moçambique.” No interior da Fortaleza estavam expostas as várias etapas da cooperação espanhola em Moçambique, desde o Hotel-Escola Andalucía em 1983, passando pela assistência técnica ao Corredor Ferroviário da Beira em 1988 e pela recolha de resíduos sólidos na cidade de Maputo em 1989, até à capacitação da polícia em 1997 e ao actual Centro de Investigação de Saúde da Manhiça conhecido sobretudo pelos seus esforços de combate à malária. Cristóvão Araújo SAPO MZ, 23 de Junho de 2009