31 de maio de 2009

África do Sul: Generais recusam escrever relatório sobre Zimbabwe

África do Sul: Generais recusam escrever relatório sobre Zimbabwe A Presidência sul-africana afirma que um relatório pedido em Maio de 2008 pelo então Presidente Thabo Mbeki, a seis generais na reserva, sobre as violações dos direitos humanos no Zimbabwe “nunca foi escrito”. Confrontado com pedidos de várias organizações da sociedade civil para que o relatório seja tornado público, o gabinete do presidente Jacob Zuma insiste que os generais nomeados pelo seu antecessor para se deslocarem ao Zimbabwe, logo após as eleições gerais de 29 de Março de 2008, apenas deram um “briefing” verbal ao presidente sobre as duas missões naquele país. Após Thabo Mbeki ter anunciado que um grupo de generais na reserva tinha sido nomeado para se deslocar ao Zimbabwe para estudar no terreno as causas da violência que se desencadeou após as eleições de Março, que ditaram a perda da maioria parlamentar pela ZANU-FP, de Robert Mugabe, uma cortina de silêncio caiu de imediato sobre a missão. O então vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Aziz Pahad, questionado sobre se os resultados da missão seriam tornados públicos, afirmou prontamente que o governo não deveria ser acusado de esconder factos do público mesmo que não divulgasse o conteúdo do relatório. A verdade é que, mais de um ano depois das duas viagens dos generais (uma em Maio e outra em Junho de 2008), organizações como o Centro da África Austral para os Sobreviventes de Tortura, o Centro de Litigação da África Austral, ou a oposição oficial – a Aliança Democrática – continuam sem ter qualquer pista sobre a localização do relatório que quase todos se recusam a aceitar ter sido “verbal”. Piers Pigou, director dos Arquivos Históricos Sul-Africanos (outra organização que pediu a divulgação dos resultados da missão dos generais), afirma não acreditar nas explicações da Presidência. “Não faz sentido nem tem lógica que nenhum relatório escrito tenha sido entregue ao governo”, afirma Pigou, que compara a situação às sistemáticas recusas do antigo presidente Frederik De Klerk em divulgar o “Relatório Steyn”, que investigara o envolvimento de membros das forças de segurança na violência política dos anos 1990. Entre os seis oficiais que compunham as duas missões ao Zimbabwe em Maio e Junho do ano passado encontravam-se o ex-chefe do Estado-Maior do Exército, tenente-general Gilbert Romano, o brigadeiro-general Ray Moerane e o tenente-general Lambert Moloi. Maputo, Sábado, 30 de Maio de 2009:: Notícias

Malária resiste às drogas - alerta a OMS

Doentes de malária numa unidade hospitalar de Maputo
Malária resiste às drogas - alerta a OMS Cientistas internacionais e a Organização Mundial da Saúde (OMS) dizem ter encontrado evidências de que o parasita causador da malária está a tornar-se resistente às drogas consideradas hoje mais eficientes contra a doença. Segundo eles, essa resistência, confirmada no Camboja, precisa deve ser eliminada urgentemente para evitar uma catástrofe global. As drogas à base de artemisinina são as mais utilizadas no mundo contra a forma mais comum e mortífera da malária. Normalmente, esses medicamentos são capazes de eliminar os parasitas da malária do sangue da pessoa infectada num prazo de dois a três dias, segundo estudos da OMS. Mas agora dois grupos de cientistas, trabalhando em pesquisas separadas, dizem ter encontrado evidências de que a eliminação dos parasitas leva de quatro a cinco dias entre pacientes cambodjanos. Segundo eles, esse aumento do prazo para a eficácia da droga seria um sinal do aparecimento de uma resistência ao medicamento. De acordo ainda com os especialistas, este é um motivo para preocupação, porque gerações anteriores de drogas contra a malária tiveram o seu uso inviabilizado por conta da resistência iniciada nessa mesma região do mundo. “Duas vezes no passado o sudeste asiático deu ao mundo um presente, inconscientemente, de parasitas resistentes a drogas, particularmente para África”, afirmou Nick Day, da Unidade de Pesquisas Médicas Tropicais de Oxford, um dos grupos envolvidos na pesquisa. “Este é o problema. Tivemos resistência à cloroquina e à sulfadoxina-pirimetamina (SP), ambas provocando uma grande perda de vidas em África. Se a mesma coisa acontecer agora, com a disseminação de parasitas resistentes da Ásia à África, isso terá consequências devastadoras para o controlo da malária”, avisou Day. Ainda não está claro por que é que essa região se tornou berçário para a resistência às drogas anti-malária. Mas, um dos factores pode ser o facto de que o sistema público cambodjano é precário e que o uso dessas drogas no país não é controlado. Além disso, há muitas drogas falsas à venda, que contêm uma pequena dose dos medicamentos verdadeiros para enganar os testes. Isso também pode levar à resistência. Segundo a OMS, um milhão de pessoas morre por ano por causa da malária. Crianças, particularmente em África, estão sob o maior risco, com a morte de uma criança pela doença por cada 30 segundos. Aproximadamente metade da população mundial, principalmente em países em desenvolvimento, está exposta à doença, transmitida por picadas de mosquito. Maputo, Sábado, 30 de Maio de 2009:: Notícias

Moçambique: Tracção animal impulsiona cultivo de algodão em Sofala

Tracção animal impulsiona cultivo de algodão em Sofala A prática de tracção animal está a constituir principal desafio do Executivo em Sofala, sobretudo na multiplicação de áreas de produção do algodão. Esta situação acontece numa altura em que muitos camponeses abandonam aquela cultura de rendimento a favor de gergelim, que tende a ganhar mercados nacional e internacional pela aplicação da tabela de preço julgado estimulante. De acordo com o delegado regional-centro do Instituto de Algodão de Moçambique (IAM), César Marrame, numa primeira fase foram distribuídas 15 juntas de bois para tracção animal no distrito de Marínguè e cinco para Caia. A fonte sublinhou que, diferentemente das outras, estas juntas, para além de charruas, possuem sachadores e ripas que garantem ao camponês efectuar todo o tipo de operações inseridas no cultivo de cereais e algodão. Para além disso, os mesmos factores de produção agrícola possuem igualmente carroças que permitirão ao camponês escoar a sua produção quer para a sua residência quer para os locais de comercialização cujos beneficiários têm ainda o privilégio de aumentar as suas rendas com o aluguer dos animais para os vizinhos interessados. “Há anos que o subsector do algodão tem estado preocupado com a melhoria de vida dos camponeses, desde a criação de condições condignas de trabalho até ao resultado final da comercialização. Por isso, julgamos que com a introdução de juntas de gado bovino teremos dado mais um passo rumo ao desenvolvimento” - referiu. Reconheceu que com a introdução de juntas nas regiões consideradas de potenciais na produção do algodão haverá muita diversificação de culturas, uma vez que o camponês vai diminuir o esforço e terá, por conseguinte, mais tempo para se dedicar as outras coisas. Ainda no dizer da nossa fonte, no âmbito do incremento da produção do algodão houve um trabalho de base que visava persuadir os camponeses destas potenciais zonas, nomeadamente Marínguè, Caia, Chemba e Gorongosa, a juntarem-se em associações. A propósito, o administrador de Caia, José Cuela, disse que o povoado de Tchetcha, no posto administrativo de Sena, é um dos que está a beneficiar da iniciativa, descrevendo a acção como podendo vir a mobilização a aderência de outros operadores agrícolas numa produção extensiva ao cultivo de algodão. Sentimento semelhante também foi manifestado por administrador de Marínguè, Absalão Chabela, o qual acrescentou que na sua área de jurisdição poderá reactivar a liderança no cultivo do algodão a nível da província de Sofala, havendo, para o efeito, movimento comparativo dos camponeses que sustenta esta afirmação. Dados do Instituto Nacional de Algodão de Moçambique apontam, entretanto, que na campanha finda 12.584 camponeses estiveram envolvidos na produção do algodão na província de Sofala, tendo sido cultivados 9550 hectares. Isto resultou numa produção de 6247 toneladas, num rendimento na ordem de 32 milhões de meticais. Maputo, Sábado, 30 de Maio de 2009:: Notícias

Cabo Verde: Cidade Velha integra candeeiros abastecidos pelo sol em candidatura a Património da Humanidade

Cidade Velha integra candeeiros abastecidos pelo sol em candidatura a Património da Humanidade A instalação de trinta candeeiros abastecidos com energia solar no bairro de São Sebastião, na Cidade Velha, a 15 quilómetros da capital, marcou o arranque do projecto “Iluminação Pública Solar”, enquadrado na candidatura da localidade a Património da Humanidade. O início do projecto “Iluminação Pública Solar”, financiado pela cooperação espanhola, coincidiu com o Dia Internacional da Energia, que se assinalou na sexta-feira, e insere-se nas melhorias da Cidade Velha, cuja candidatura a Património Mundial da Humanidade será dada a conhecer pela UNESCO em Junho próximo. O ministro da Cultura, Manuel Veiga, explicou que o projecto se enquadra nas exigências da UNESCO para a candidatura da Cidade Velha, também conhecida por Ribeira Grande de Santiago, aliando a melhoria da qualidade de vida da população à protecção ambiental. “Esse projecto vai aumentar a qualidade de vida e entra no rol de tudo aquilo que devemos fazer para que o sítio seja classificado como Património da Humanidade. Uma outra exigência, do ponto de vista do Ambiente, tem a ver com a harmonia entre a preservação ambiental e a do património histórico”, destacou. A primeira fase do projecto conta com 30 postes de iluminação pública, equipados com painéis solares, totalmente independentes e autónomos, na zona de São Sebastião, junto à Sé Catedral, a primeira construída por portugueses em África, entre 1556 e 1700. Os postes e o sistema de iluminação pública são flexíveis, de fácil manutenção, totalmente autónomos em termos de energia e com uma forte preocupação patrimonial e ambiental, estando orçamentado em 23 milhões de escudos (cerca de 208 mil euros). O projecto-piloto implementado na Cidade Velha pode vir a ser desenvolvido em outros pontos do país, principalmente nas zonas mais remotas, onde é difícil a instalação da rede eléctrica nacional, conforme explicou a ministra da Economia, Crescimento e Competitividade cabo-verdiana, Fátima Fialho. “Este foi um projecto-piloto concebido especialmente para esta zona, que está a candidatar-se a Património da Humanidade. Mas a nossa política energética envereda-se para a área de utilização de energias renováveis”, explicou. Cabo Verde pretende aumentar a penetração de energias renováveis (solar e eólica) para diminuir o uso de combustíveis fósseis. O Governo já estabeleceu como meta que até 2020, metade da energia consumida no país terá como fonte o sol ou o vento. Lusa, 30 de Maio de 2009

Hungria: 23º Festival Internacional de Veículos Todo-o-Terreno

Hungria Todo-o-Terreno Um dos muitos jeeps que passaram pela lama do 23º Festival Internacional de Veículos Todo-o-Terreno a decorrer em Somogybabod, a 150 kms de Budapest, na Hungria. Milhares de pessoas assistiram ao festival, um dos maiores da Europa. Foto@EPA/Gyoergy Varga

Tailândia: Panda há dois dias

Panda há dois dias Esta cria de panda nasceu num jardim zoológico da Tailândia há dois dias. Foi o primeiro filha da mãe, Lin Hui, e o primeiro panda a nascer em território tailandês. Foto@EPA/PRASERTSAK BUNTRAGULPOONTAWEE

30 de maio de 2009

Morreu Luís Cabral, primeiro presidente da Guiné-Bissau

Morreu Luís Cabral, primeiro presidente da Guiné-Bissau O primeiro presidente da Guiné-Bissau, Luís Cabral, irmão de Amílcar Cabral, morreu este sábado em Lisboa vítima de doença prolongada, noticia a agência Lusa. O extinto vivia desde os anos oitenta em Portugal, depois de afastado do poder por um golpe de Estado liderado por Nino Vieira. Com o irmão Amílcar, Aristides Pereira, Fernando Fortes e Abílio Duarte e Elysée Turpin, Luís Cabral integra a lista dos fundadores do PAIGC, partido formado em meados dos anos 50 do século passado, em Bissau, e que pugna pela independência da Guiné e Cabo Verde. Luís e Amílcar Cabral eram meio irmãos, pelo pai Juvenal Cabral, professor primário e figura destacada do seu tempo. Amílcar e Luís, a par de outros irmãos, nasceram na Guiné e trazidos depois para Cabo Verde, quando Juvenal e a família se transferem para a ilha de Santiago, mais concretamente para Santa Catarina, de onde era natural. Depois da morte de Amílcar, em Janeiro de 1973, Luís assume a co-direcção do PAIGC, com Aristides Pereira. A 24 de Setembro desse mesmo ano é eleito pela Assembleia Nacional Popular, em Madina do Boé, presidente da República da Guiné-Bissau, proclamada na mesma ocasião, unilateralmente, pelo PAIGC. Luís Cabral foi afastado do poder a 14 de Novembro de 1980 através de um golpe de Estado capitaneado pelo seu então primeiro-ministro, João Bernardo “Nino” Vieira, morto em Março passado. Esse golpe acaba também por representar o fim do projecto da unidade entre a Guiné e Cabo Verde, surgindo em Cabo Verde o PAICV a 20 de Janeiro de 1981. Depois de alguns meses retido em Bissau Luís Cabral é finalmente autorizado a embarcar para Cuba, onde permanece por algum período, altura em que viaja para Cabo Verde. Aqui também permanece pouco tempo, fixando finalmente residência em Portugal, onde agora acaba por morrer. Luís Cabral é autor de “Crónicas de libertação”, publicado em Portugal nos anos oitenta, onde narra a história do PAIGC e a sua própria trajectória pessoal. Há anos que acalentava publicar um segundo livro, neste caso, para contar a sua experiência presidencial e o que se seguiu. Ele tinha 78 anos, feitos a 10 de Abril passado. TSF, 30 de Maio de 2009

29 de maio de 2009

Londres: Parabéns Big Ben

Parabéns Big Ben O Big Ben está prestes a comemorar o seu 150º aniversário. A 31 de Maio de 1859 o Grande Relógio deu as primeiras badaladas. O seu som chega aos 118 décibeis (tão alto como o som de um jacto a levantar voo), o ponteiro dos minutos mede cerca de quatro metros e o ponteiro das horas quase três. O relógio mais famoso de Londres precisa de uma ajuda para funcionar: três vezes por semana é preciso «perder» uma hora para dar corda ao pontual simbolo da cidade. Foto@EPA/Andy Rain

Maputo: Jardim Tunduru (ex-jardim Vasco da Gama)

Jardim Tunduru Av. Samora Machel outrora conhecido como jardim Vasco da Gama. Foi desenhado em 1885 pelo paisagista inglês Thomas Honney que na época também concebeu o jardim do rei da Grécia e do Sultão da Turquia. O arco de entrada pertence ao estilo neo-manuelino, respeitando a evocação histórica da sua primeira denominação. Neste espaço botânico poderá admirar a colecção de Cicades e outras plantas indígenas exóticas. À entrada pode ver a estátua de Samora Machel, primeiro presidente de Moçambique, que faleceu num misterioso acidente de avião quando decorria o apartheid na África do Sul em 1986. Texto e foto: Teresa Cotrim

Tropical Band: Katita

Cabo Verde: Matchôna

CPLP aprova centros de excelência de paz

CPLP aprova centros de excelência de paz A XI Reunião dos Ministros da Defesa da CPLP aprovou na quarta-feira, em Luanda, o modelo dos Centros de Excelência de Formação em Operações de Paz, ideia avançada há três anos pelos membros. A questão relativa aos Centros de Excelência de Formação em Operações de Paz foi aprovada em relação ao modelo em que os países vão aprovar e definir os seus próprios centros de excelência. “Isto é importante na medida em que as intervenções em operações de paz e ajuda humanitária, sobretudo no continente africano, é muito frequente e é importante que os países africanos tenham capacidade para intervir no seu próprio continente”, afirmou o ministro português da Defesa, Nuno Severiano Teixeira. Estes centros de excelência vão ter particularidades e cada um dos países vai definir dentro das suas prioridades aquilo que lhe interessa, havendo países para quem a prioridade é a aeronáutica, outros os fuzileiros ou outras áreas. O modelo está aprovado e agora cada um dos países vai definir o seu centro de excelência. Outro tema que teve destaque nesta reunião foi a questão da segurança marítima, tendo sido abordada em duas linhas diferentes. A primeira tem a ver com as ameaças e riscos transnacionais que afectam as costas, quer ocidental quer oriental, do continente africano, onde estão situados países da CPLP e que constituem ameaças à segurança dessas áreas. “Estamos a falar de todo o tipo de tráficos ilegais, de droga, se seres humanos, e agora a pirataria. Nesta área ficou claro que, no quadro da CPLP, a dimensão naval dos países é importante e a colaboração do Brasil e Portugal são importantes para potenciar essa capacidade naval e a segurança nesses países”, descreveu o governante luso. A outra dimensão da segurança marítima levantada é a questão da extensão da plataforma continental. Todos os países da CPLP são países com costa ou são ilhas e têm, por isso, um interesse especial na sua plataforma continental. A Guiné-Bissau e os seus problemas internos gerados com os assassinatos do Presidente “Nino” Vieira e do CEMGFA, Tagmé na Waié, em Março último, foi um tema igualmente abordado, tendo os ministros da Defesa da CPLP concordado na manutenção dos esforços para ajudar o país a normalizar a sua democracia. Neste aspecto, foi continuada a persuasão sobre Bissau para acelerar o processo de reforma do sector de segurança e de desmobilização dos militares excedentes, sob compromisso de apoio da comunidade para o efeito. Maputo, Sexta-Feira, 29 de Maio de 2009:: Notícias

Zimbabwe: Congresso do MDC avalia progressos do novo Governo

Zimbabwe: Congresso do MDC avalia progressos do novo Governo O Movimento para a Mudança Democrática (MDC), do primeiro-ministro zimbabweano, Morgan Tsvangirai, realiza o seu congresso anual este fim-de-semana, em Harare, durante o qual serão "avaliados os progressos" realizados desde a instauração do governo de união, anunciou ontem uma fonte partidária. "Trata-se de avaliar os progressos do partido no que diz respeito aos seus objectivos, a saber, criar um novo Zimbabwe e um espaço democrático e de liberdade", explicou o porta-voz do MDC, Nelson Chamisa. "Alguns problemas que continuam em suspensão e foram transmitidos à SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral) serão igualmente abordados durante o congresso", precisou Chamisa. Em Março de 2008, o MDC, então principal partido da oposição, ganhou as eleições legislativas e o seu líder Tsvangirai chegou à frente da primeira volta da eleição presidencial, mas rejeitou participar numa segunda volta, ganha por Mugabe. Após onze meses de paralisia política, o MDC integrou-se em Fevereiro de 2009 num governo de união. Tsvangirai ocupa o posto de primeiro-ministro, enquanto Robert Mugabe, no poder desde 1980, conservou a presidência da República. Os pontos de discordância entre as partes continuam a ser numerosos. Na semana passada, Tsvangirai pediu à SADC que resolvesse o problema das nomeações aos cargos de governador do Banco Central e de Procurador-Geral da República. O MDC contesta o facto de que estas nomeações sejam realizadas unilateralmente pelo presidente Mugabe. Maputo, Sexta-Feira, 29 de Maio de 2009:: Notícias

Escritor moçambicano Carlos Paradona Rufino Roque, lança na cidade da Beira, o seu livro “Tchanaze: a donzela de Sena”

Escritor Paradona lança “Tchanaze” na Beira O escritor moçambicano Carlos Paradona Rufino Roque lança na próxima terça-feira, na cidade da Beira, o seu livro “Tchanaze: a donzela de Sena”. É um romance surpreendente, onde Paradona desafiou-se e, em cerca de 200 páginas, faz-nos discorrer serenamente pelo vale do Zambeze, inspirado em histórias contadas à volta da fogueira, nas demandas regulares que se faziam às margens do rio e seus confluentes, nas armadilhas de peixes e noutras histórias carregadas de mistérios. É um livro que também não só exalta o deslumbramento do grande rio, assim como se curva perante a beleza da mulher personificada em Tchanaze. Sobre os mistérios, Paradona conta-nos nesta sua obra o episódio inacreditável de Nhamphadza, que, depois de morto, é encontrado, passado um tempo, num canavial a cortar cana. É este mesmo Nhampadza que não reconhece ninguém e nem ele próprio sabe quem é. Sobre esta passagem do livro de Paradona, o próprio autor diz não poder provar que o Nhampadza que tinha sido visto depois de morto era ele mesmo. Mas ele parte – segundo as suas próprias palavras - de uma base de histórias que foram sendo contadas no vale do Zambeze, e toda uma série de vivências, para fazer esta ficção”. Carlos Paradona Rufino Roque nasceu em Inhaminga, a 29 de Maio de 1963, onde inicia os seus estudos primários na Missão Nossa Senhora de Sameiro. Mas é na Escola Oficial do Dondo onde conlui a 4ª classe, em 1973. Em 1977, depois de trinta dias no mar, aporta a Ilha da Juventude, em Cuba, para dar continuidade aos seus estudos, tendo-se diplomado em Altos Estudos Militares. Foi distinguido com o Diploma de Melhor Combatente das FPLM no exterior em 1979 pelo então Comissário Político Nacional das FPLM. Licenciou-se em Direito pela Universidade Eduardo Mondlane e é Mestre em Sociologia Industrial e Estudos Laborais pela Universidade de Pretória. É o mesmo Paradona que, em 1982, publica os seus primeiros poemas na página Diálogo do extinto Notícias da Beira. Em 1992 publica o seu primeiro livro de poemas “A Gestação do Luar”. “Tchanaze, a donzela de Sena”, curva-se às almas agrilhoadas no fundo do Zambeze. Maputo, Sexta-Feira, 29 de Maio de 2009:: Notícias

África do Sul: Sindicatos apresentam ultimato a dirigente provincial para remodelar governo

África do Sul Sindicatos apresentam ultimato a dirigente provincial para remodelar governo Pretória (Canal de Moçambique) - O Congresso dos Sindicatos Sul-Africanos (Cosatu) apresentou um ultimato à primeiro-ministro da Província do Cabo Ocidental, Helen Zille, para que proceda a uma remodelação do seu executivo, nomeando um novo elenco governativo que inclua mulheres. Um porta-voz do Cosatu disse que Zille devia igualmente apresentar desculpas às mulheres por ter demonstrado “falta de sensibilidade” em relação a elas. Zille, que é líder do partido da oposição, a Aliança Democrática, venceu as eleições provinciais no Cabo Ocidental, e de imediato passou a ser alvo de uma campanha por parte de círculos afectos ao regime de Pretória, incluindo o ANC e o Cosatu. Estas duas organizações, conjuntamente com o Partido Comunista Sul-Africano (SACP) constituem a chamada Aliança Tripartida. Para além do ultimato, o Cosatu recorreu a um tribunal da Cidade do Cabo, tendo inclusivamente ameaçado tomar medidas no “interesse do povo”. Entretanto, a Associação dos Veteranos de Guerra MK, ligada ao ANC, apresentou um memorando de protesto contra a composição do elenco governativo de Hellen Zille, ameaçado tornar a província “ingovernável”. Helen Zille apelou ao ANC para disciplinar os seus aliados. Aquando da sua nomeação para presidente do Concelho Executivo da Cidade do Cabo, Zille foi alvo de idêntica campanha por parte dos dirigentes do ANC a nível desta urbe, na sequência da derrota sofrida pelo partido dirigente sul-africano nas primeiras eleições autárquicas realizadas na África do Sul após o fim do regime do apartheid. Antiga jornalista do diário Rand Daily Mail, Hellen Zille militou contra o regime de segregação racial que vigorou na África do Sul até 1994. (Redacção/SABC News) 2009-05-29

Sobre tráfico de Pessoas em Moçambique: Autoridades governamentais estão confusas

Sobre tráfico de Pessoas em Moçambique Autoridades governamentais estão confusas Cada uma das instituições do Governo diz o que lhe convém, mostrando falta de cooperação inter-sectorial para combater o fenómeno Maputo (Canal de Moçambique) – A falta de coordenação inter-sectorial no combate ao tráfico de seres humanos, está a provocar contradições no seio das autoridades moçambicanas, deixando subjacente que pode nada estar a ser feito para travar este fenómeno maléfico. Segundo a ministra da Mulher e Coordenação da Acção Social, Virgília Matabele, que esta semana dirigiu, aqui em Maputo, os trabalhos da abertura e encerramento da Conferência Ministerial da Comunidade dos Países da África Austral (SADC) sobre o Combate ao Trafico de Seres Humanos, particularmente Mulheres e Crianças”, “em Moçambique não existe base de dados sobre casos de tráfico de seres humanos, particularmente de mulheres e crianças, mas sim, suspeitas desta prática”. Ainda de acordo com a ministra, “não se pode dizer que no país existe ou não tráfico de pessoas, uma vez que nunca houve registo de tais factos, mas sim suposições. Não temos casos de tráfico de seres humanos”. Contudo, em declarações à margem do referido encontro que terminou ontem, a chefe do Departamento da Mulher e Criança Vítima de Violência Doméstica no Comando Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), a sub-inspectora Lurdes Mabunda, afirmou existirem provas de tráfico de seres humanos em Moçambique. Segundo aquela porta-voz policial, pelo menos cerca de 23 casos de tráfico de pessoas foram reportados àquela corporação da polícia ao longo do ano passado. Embora sem avançar pormenores sobre o ponto de situação em que se encontram ao nível do Ministério Publico os casos reportados, a fonte referiu que a Polícia estava bastante preocupada com o evoluir da situação. Outrossim, ainda de acordo com Mabunda, os casos têm vindo a se multiplicar devido à forma sofisticada que os supostos traficantes usam para conquistar as suas vítimas que são, a maior parte delas, mulheres e crianças. Para ainda elucidar de que no país ocorrem casos de trafico, a mesma fonte da Polícia referiu que na semana passada, foram reportados à Polícia 3 casos de tentativa de tráfico de crianças. O secretário Permanente do Ministério da Mulher e Coordenação da Acção Social, Agostinho Pessane, referiu em declarações exclusivas ao «Canal de Moçambique», que “Moçambique tem sido usado como corredor para tráfico de seres humanos, cujo destino preferencial tem sido vizinha África do Sul, com finalidades comerciais, particularmente para a exploração sexual e mão-de-obra barata”. Sobre a falta de dados estatísticos, aquela fonte referiu que ainda não existe um trabalho de base que possa determinar se o que está acontecer se trata de tráfico ou não, de seres humanos. Acrescentou que tal se deve ao facto dos traficantes usarem métodos camuflados para a prática desta actividade criminosa. A Organização Internacional de Migração (IOM - sigla inglesa) refere que muitos zimbabueanos têm sido frequentemente traficados para Moçambique para fins tais como actividades comerciais, sexuais e domésticas. No caso dos traficados de Moçambique, segundo referiu a IOM e o secretário permanente do MMCAS, o destino têm sido a África do Sul, onde para além de serem vendidos para actividade sexual, comercial e de exploração de mão-de-obra, muitas das vítimas têm sido mortas e dos seus cadáveres extraídos órgãos para fins obscurantistas. (Bernardo Álvaro) 2009-05-29

28 de maio de 2009

Festival Internacional de Publicidade de Maputo termina em apoteose

Festival Internacional de Publicidade de Maputo termina em apoteose Encerrou ontem, com um jantar de gala, a 4ª Edição do Festival Internacional de Publicidade de Maputo. A cerimónia, realizada no complexo Indy Village, destinou-se à entrega dos prémios ‘Concha de Prata’ e ‘Concha de Ouro’, este último o mais importante do certame. A agência Executive Center de Angola foi quem mais arrebatou o troféu ‘Concha de Ouro’ num total de nove, nas diversas categorias como Print, Outdoor, Rádio, TV Cinema, Campanha e Campanha Integrada, tendo em algumas delas conquistado mais do que um prémio, escapando-lhe apenas a categoria Internet, cujo troféu foi conquistado pela agência Djomba de Portugal. A agência moçambicana Golo mostrou ser uma boa corredora de fundo tendo vencido a ‘Concha de Ouro’ na categoria de Campanha (TV) e Campanha Integrada com o título “Verdade em cada palavra”, onde anunciava o único periódico gratuito no país, o jornal @ Verdade. À margem do evento, o Sapo MZ falou com Mário Ferro, presidente da AMEP (Associação Moçambicana de Agências de Publicidade). No momento do balanço Ferra realçou: “O festival está a ser um êxito. Está a decorrer de uma forma magnífica e o sucesso não é só ditado pelos resultados mas sobretudo pelo interesse manifestado pelos parceiros, agências de publicidade e por outras entidades que nos apoiaram. O evento está a crescer de ano para ano e esperamos que o sonho seja totalmente concretizado em 2015 quando Maputo for a capital da publicidade em África. Este é o grande objectivo do festival.” Sobre se a actual crise financeira terá afectado o evento, Ferro foi peremptório: “De maneira nenhuma, antes pelo contrário. Em termos de parcerias nunca tivemos tantas, isto significa que a tão badalada crise económico-financeira internacional não teve quaisquer reflexos no evento, antes pelo contrário porque as pessoas já entenderam que comunicar é crescer.” À despedida Mário Ferro prometeu que a 5ª Edição será, na sequência do que vem acontecendo todos os anos, ainda melhor do que foi a 4ª. “Basta olharmos para o panorama da comunicação no país para observarmos o crescimento que se tem vindo a registar. Hoje existem muito mais órgãos de comunicação do que havia há meia dúzia de anos. Hoje existem quatro estações de televisão e a publicidade tem dado um importante contributo financeiro para que esses órgãos possam existir. E é ainda com a existência destes órgãos que se aprofunda a democracia se alarga o leque de liberdade de opinião e discussão. Penso que estamos no bom caminho.” Cristóvão Araújo Sapo MZ, 28 de Maio de 2009

Cabo Verde: Celina Pereira entre Mornas e Fados

Celina Pereira entre Mornas e Fados A cantora cabo-verdiana Celina Pereira prossegue a sua tournée de comemoração dos 40 anos de carreira, com um espectáculo, esta noite, no auditório do Instituto Franco-Português, em Lisboa. "Entre Mornas e Fados" conta com as participações da vencedora da Grande Noite do Fado e neta do treinador/compositor Moniz Pereira, Carminho Moniz Pereira, com a revelação do fado Duarte e com a voz doce da filha do grande Paulino Vieira, Vilma Vieira. O espectáculo tem por base, como explica a cantora, "a ideia da mestiçagem a mistura da guitarra portuguesa e do cavaquinho cabo-verdiano". O quadro poderia ser este: "Vislumbra-se a vela, ao longe, nesse mar de prata e desassossego. Cresce a ansiedade da viagem, ouvem-se os primeiros cantos do cavaquinho. Chora de alegria e festa, de sonho e emoções renovadas. A guitarra, a bordo, responde, no seu tom alegre e triste, de varina apregoadeira, com cheiro a vielas da Madragoa." "Eis que chega um violão. Pelo bordão se percebe que tem sabor a trópicos. Mas logo se junta o seu irmão europeu, mais a compasso e firme.Mãos cumprimentam-se em abraços e juntam-se em percussão. Adivinham-se as primeiras vozes, em suspiros e sussurros, afogueando a vontade de expressar alegria e dor, guerras e amor." "Entre mornas e fados viaja esta lusofonia, transportando-nos a alma e o coração por oceanos e povos distantes. Como um eco das nossas emoções." Neste formato, Celina Pereira convida artistas cabo-verdianos e portugueses, para uma apaixonante viagem entre as mornas quentes e o fado intimista, estilos de raízes entrelaçadas e alma comum. JA Sapo CV, 28 de Maio de 2009

Chefe de Estado Maior da Força Aérea Portuguesa aguardado em Luanda

Chefe de Estado Maior da Força Aérea Portuguesa aguardado em Luanda Chefe de Estado Maior da Força Aérea Nacional (FAN), general Francisco Lopes Gonçalves Afonso "Hanga" Luanda - O chefe do Estado Maior da Força Aérea de Portugal, general Luís Envangelista Esteves de Araújo, inicia, de 01 a 05 de Junho, uma visita oficial de trabalho a Angola, no quadro da cooperação militar existente com a sua congénere angolana, soube hoje a Angop de fonte oficial. A informação foi prestada pelo chefe de Estado Maior da Força Aérea Nacional (FAN), general Francisco Lopes Gonçalves Afonso "Hanga", acrescentado que a visita do seu homológo português, surge em resposta de uma por si efectuada o ano passado em Portugal. O programa da delegação militar lusa, segundo a fonte preve uma deslocação a provincia Benguela, para visitarem a escola de avião do Lobito, onde o general Luís Araújo manterá um encontro com os instrutores portugueses que aí se encontram em missão no quadro de um acordo de cooperação existente entre as duas Forças Aéreas. Ainda no Lobito o chefe da delegação lusa vai visitar o regimento aéreo de caças bombardeiros da Força Aérea Nacional. A visita será extensiva a cidade do Lubango, provincia da Huíla onde os visitantes vão constatar o nível organizativo da direcção da região aérea sul. Em Luanda, estão previstas visitas ao Comando da Força Aérea, Regimento Aéreo (Base nº 1), Instituto Superior Técnico Militar (ISTM) e a Escola Superior de Guerra (ESG) estabelecimentos vocacionados ao ensino militar, sedeados no campo do Grafanil. Angola Press, 28 de Maio de 2009

“A Renamo só vai acabar no dia que o povo desaparecer” (Afonso Dlhakama)

“A Renamo só vai acabar no dia que o povo desaparecer” Afonso Dlhakama, líder da Renamo Dlhlakama encontra-se em Nampula em visitas de trabalho O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, disse ontem no distrito de Mussuril, em Nampula, que contrariamente ao que a Frelimo anda a propalar, o seu partido jamais irá desaparecer. “A Renamo só vai acabar no dia que o povo moçambicano desaparecer”, dis­se o líder da “perdiz”. De acordo com Dlhakama, que orientava um comício bastante concorrido, a Renamo é o “único partido que representa os interesses do povo. “Nós somos um partido forte e não de ladrões. Somos um partido democrata e eu (Dhlakama) sou filho do povo”. “A Frelimo tem dias contados” Num outro desenvolvimento, Dlhakama disse que a Frelimo tem dias contados no poder, por não estar a representar a vontade do povo. “O governo da Frelimo não tem nada a ver convosco. Jamais irá mudar a sua governação, porque é a sua maneira de trabalhar. Há 34 anos que andam a enganar o povo. Nós da Renamo estamos a lutar dia e noite por forma a governarmos este país, numa base verdadeiramente democrática.” Segundo aquele dirigente, caso seja eleito presidente da República a 28 de Outubro, vai acabar com a partidarização do Aparelho do Estado. “A Frelimo continua a pautar por atitudes macabras que remotam do tempo do comunismo. Nós não vamos obrigar as pessoas a se aliarem a nós para viverem bem como acontece actualmente com a Frelimo”. No rol das promessas, o líder da Renamo prometeu ainda acabar com a criminalidade, pobreza extrema, bem como melhorar as condições sanitárias dos moçambicanos. “Derrotas são orquestra das pela Frelimo” Dlhakama prometeu aos po­pulares que nestas eleições o seu partido será mais vigilante com vista a não permitir que a Frelimo “roube os votos”. “Quem anda orquestrar a nossa derrota é a Frelimo”, justificou-se. O País, Quinta, 28 Maio 2009 11:08 Redacção

Bangladesh: O rasto do ciclone

O rasto do ciclone Uma mulher chora enquanto olha em seu redor e vê o rasto de destruição deixado pela passagem do ciclone Aila em Harinagar, Bangladesh. A tempestade causou a morte de mais de 190 pessoas, incluindo crianças, e milhares ficaram feridos. Foto@EPA/Abir Abdullah

Angola e Namíbia reforçam cooperação no domínio da justiça

Angola e Namíbia reforçam cooperação no domínio da justiça Luanda – Uma delegação namibiana chefiada pela ministra da Justiça, Pendukeni Livula Ithana, chegou hoje, quarta-feira, a Luanda, a fim de com as autoridades angolanas incrementar os acordos já existentes no âmbito do reforço da cooperação bilateral. À sua chegada Pendukeni Ithana disse à imprensa que durante a sua estada no país vai discutir com a sua homóloga angolana, Guilhermina Prata, questões de interesse mútuo. “Durante a minha visita vamos dar sequência ao trabalho que já tem sido feito e tentarmos chegar a uma plataforma comum”, afirmou. Ainda de acordo a governante, os dois estados para além de partilharem uma longa fronteira terrestre, fazem parte da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e da União Africana (UA), dois “grandes pilares” para a cooperação entre os seus membros. A agenda de trabalhos da ministra namibiana, reserva visitas as instalações do Ministério da Justiça, Tribunal Supremo, Procuradoria Geral da República e ao Instituto Nacional de Estudos Judiciários. Na qualidade de secretária-geral da SWAPO (partido no poder na Namíbia), Pendukeni Ithana, deverá manter encontros com os secretários gerais do MPLA e da Organização da Mulher Angolana (OMA). Angola Press, 27 de Maio de 2009

Ministros da CPLP reunidos em Luanda

Ministros da CPLP reunidos em Luanda Os ministros da defesa da comunidade dos países de língua portuguesa, defendem o garante da paz e a estabilidade dos territórios membros da CPLP como desafios para os próximos doze meses. O repto foi lançado por ocasião da décima primeira reunião dos ministros da defesa da comunidade lusófona, que decorre em Luanda. O encontro empossou o ministro angolano da defesa nacional, Kundy Payhama para o cargo de presidente do referido órgão. Para Kundy Payhama, essa magna reunião é de suma importância, porque vai fazer uma apreciação, da experiência acumulada, pela nossa comunidade, assim como também, se constituir num momento de profunda reflexão. A preocupação dos participantes, é de empreender esforço de solucionar, pacificamente os conflitos latentes, promover a paz e a segurança internacional. Televisão Pública de Angola, 28 de Maio de 2009

José Craveirinha: Tributo ao vate

José Craveirinha: Tributo ao vate O poeta-mor José Craveirinha será homenageado sexta-feira na província de Inhambane, num acto promovido pela Casa-Museu José Craveirinha e a editora moçambicana Alcance Editores. A homenagem ao poeta insere-se na celebração do 28 de Maio, dia do nascimento daquele é que o maior poeta moçambicano e que se estivesse vivo completaria 87 anos de idade. Anualmente e a 28 de Maio, amigos, familiares e confrades do poeta-maior brindam-no com uma confraternização, recordando a sua vida e obras. Desta vez, para ser diferente do que tem acontecido, onde tudo acontece em Maputo, variando-se entre a casa onde viveu o poeta e outros espaços de cultura da capital do país, decidiu-se criar espaço para a homenagem acontecer na província de Inhambane. Assim, foi traçada uma homenagem para ser feita na província de Inhambane, onde se juntarão os amantes da literatura, serão exibidos os seus trabalhos poéticos – o poeta dos vaticínios infalíveis – palestras e uma feira de livros do poeta e de outros autores amigos de Craveirinha e ou que com ele privaram. Haverá ainda uma exposição fotográfica de Craveirinha, de pintura e ainda será exposto parte do espólio daquele que é um dos maiores poetas da Língua Portuguesa. José Craveirinha muito cantou as maravilhas da província de Inhambane e exaltou a sua beleza. Basta recordar o poema “Doces tangerinas d’Inhambane”, um poema épico, por isso não está distorcida o tributo do autor de “Maria” naquele ponto do país. Aliás, a dimensão de Craveirinha merece que ele seja exaltado em todo o espaço moçambicano, de África e do mundo, porque José Craveirinha ultrapassou as raias de Moçambique para ser um poeta do mundo. O escritor e académico Calane da Silva, director do Centro Cultural Brasil-Moçambique irá dissertar sobre a vida e obras de Craveirinha e a sua ingluência no espaço moçambicano. José João Craveirinha nasceu a 28 de Maio de 1922, na cidade de Lourenço Marques (Maputo) e perdeu a vida a 6 de Fevereiro de 2003, numa das unidades hospitalares da África do Sul, para onde tinha sido evacuado para tratamentos hospitalares. Os seus restos mortais repousam na cripta da Praça dos Heróis Moçambicanos, em Maputo. Foi funcionário público, desportista, associativista, ensaísta e folclorista. Na década de 50 desempenhou um papel de relevo na Associação Africana, chegando a ser presidente desta agremiação no início dos anos 60. Recebeu importantes prémios pelos seus trabalhos poéticos, dos quais se destaca o Prémio Camões (1991), que é o maior galardão literário da Língua Portuguesa, sendo o primeiro escritor africano a ser tal distinção. Recebeu vários prémios literários e foi também medalhado. Destes destaque vai para “Prémio Cidade de Lourenço Marques (1959); Prémio Reinaldo Ferreira do Centro de Arte e Cultura da Beira (1961); Prémio de Ensaio do Centro de Arte e Cultura da Beira (1961); Prémio Alexandre Dáskalos da Casa dos Estudantes do Império, Lisboa, Portugal (1962); Prémio Nacional de Poesia de Itália (1975); Prémio Lotus da Associação de Escritores Afro-Asiáticos (1983) Medalha Nachingwea do Governo de Moçambique (1985); Medalha de Mérito da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, Brasil (1987); e Prémio Voice of Africa, da Ordfront Publishing House, na Suécia, em 2002. Foi ainda o primeiro escritor moçambicano a ser agraciado com o título Doutor Honoris Causa pela Universidade Eduardo Mondlane, em 2002. Como jornalista, colaborou nos periódicos moçambicanos O Brado Africano, Notícias, Tribuna, Notícias da Tarde, Voz de Moçambique, Notícias da Beira, Diário de Moçambique e Voz Africana. Utilizou os seguintes pseudónimos: Mário Vieira, J.C., J. Cravo, José Cravo, Jesuíno Cravo e Abílio Cossa. Foi presidente da Associação Africana na década de 1950. Esteve preso entre 1965 e 1969 por fazer parte de uma célula da 4.ª Região Político-Militar da Frelimo. Foi o primeiro presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação dos Escritores Moçambicanos, entre 1982 e 1987. Publicou, dentre outros, os livros “Xigubo”, “Karingana ua Karingana”, “Cantico a un Dio di Catrame”, “Cela-1”, “Maria” “Babalaze das Hienas”, “Hamina e Outros Contos” e “Poemas da Prisão”. DEPOIMENTO AUTOBIOGRÁFICO “Nasci a primeira vez em 28 de Maio de 1922. Isto num domingo. Chamaram-me Sontinho, diminutivo de Sonto. Pela parte da minha mãe, claro. Por parte do meu pai fiquei José. Aonde? Na Av. do Zichacha entre o Alto-Maé e como quem vai para o Xipamanine. Bairros de quem? Bairros de pobres. Nasci a segunda vez quando me fizeram descobrir que era mulato. A seguir fui nascendo à medida das circunstâncias impostas pelos outros. Quando o meu pai foi de vez, tive outro pai: o seu irmão. E a partir de cada nascimento eu tinha a felicidade de ver um problema a menos e um dilema a mais. Por isso, muito cedo, a terra natal em termos de Pátria e de opção. Quando a minha mãe foi de vez, outra mãe: Moçambique. A opção por causa do meu pai branco e da minha mãe negra. Nasci ainda mais uma vez no jornal “O Brado Africano”. No mesmo em que também nasceram Rui de Noronha e Noémia de Sousa. Muito desporto marcou-me o corpo e o espírito. Esforço, competição, vitória e derrota, sacrifício até à exaustão. Temperado por tudo isso. Talvez por causa do meu pai, mais agnóstico do que ateu. Talvez por causa do meu pai, encontrando no Amor a sublimação de tudo. Mesmo da Pátria. Ou antes: principalmente da Pátria. Por causa da minha mãe só resignação. Uma luta incessante comigo próprio. Autodidacta. Minha grande aventura: ser pai. Depois eu casado. Mas casado quando quis. E como quis. Escrever poemas, o meu refúgio, o meu país também. Uma necessidade angustiosa e urgente de ser cidadão desse país, muitas vezes altas horas da noite”. José Craveirinha, Janeiro de 1977
Francisco Manjate Maputo, Quarta-Feira, 27 de Maio de 2009:: Notícias

27 de maio de 2009

Turismo em Moçambique: Mais quatro mil camas para reforçar alojamento

Turismo em Moçambique: Mais quatro mil camas para reforçar alojamento A capacidade de alojamento em Moçambique poderá ser acrescida em quatro mil camas dentro dos próximos meses, no quadro dos investimentos em curso para o aproveitamento das oportunidades a serem criadas pela realização do Mundial-2010 na África do Sul, passando assim o número de camas de 17 mil para 21 mil. Esta informação foi ontem prestada pelo Ministro do Turismo, Fernando Sumbana, no quadro da realização, em Maputo, do quinto Conselho Consultivo Alargado daquele ministério. Constitui um dos objectivos do encontro, que junta quadros daquele órgão do Estado, a análise do desempenho do sector e das instituições subordinadas nos últimos quatro anos. Ponto assente é que em Moçambique o Turismo figura entre os sectores que nos últimos quatro anos têm vindo a registar um crescimento significativo, quer nos investimentos quer no número de chegadas de turistas internacionais, com impacto positivo nas receitas geradas para a economia. Relativamente às chegadas internacionais, o número de visitantes passou de 954 000 em 2005 para 1508 000 em 2008. Durante os últimos cinco anos, a taxa média de crescimento foi de cerca de 165 por cento do número total de visitantes. As cifras ontem apresentadas apontam ainda que, durante os últimos três anos, quanto à chegada de turistas a taxa média de crescimento estimada é de 21.3 por cento tendo evoluído de 578 mil em 2005, para 1025554 em 2008. No concernente à capacidade hoteleira, durante o presente quinquénio registou-se uma expansão na indústria de mais de 3698 camas, das quais 16,9 por cento são de estabelecimentos de luxo, 18,3 por cento da categoria de primeira, 24,8 por cento da categoria económica e 39,9 por cento em outras categorias como pensões, aluguer de quartos, estalagens e campismo. Quanto às receitas do turismo internacional, os dados apresentados por Fernando Sumbana referem que elas apresentam uma tendência sempre crescente, tendo de 2005 a 2008 aumentado cerca de 604 milhões de dólares norte-americanos, o que em termos percentuais corresponde a 466 por cento, um crescimento de cerca de 14 por cento ao ano. Além do desempenho do sector, os participantes deverão nestes três dias discutir também sobre as experiências da província de Nampula no zoneamento de áreas para a implantação de projectos turísticos; o plano estratégico de desenvolvimento do turismo da Zambézia, o enquadramento legal dos projectos comunitários, assim como o impacto e desafios do processo da descentralização e desconcentração de competências no licenciamento das actividades turística, entre outros temas. No encontro será debatida ainda a estratégia de divulgação da Marca Moçambique recentemente aprovada pelo Governo. O Ministro do Turismo considera que todos estes assuntos são oportunos e relevantes para o debate, pelo que o seu aprofundamento terá o condão de oferecer aos presentes uma visão clara da “estrada” percorrida até hoje pelo sector, dos desafios ainda por enfrentar e dos obstáculos a suplantar. Maputo, Quarta-Feira, 27 de Maio de 2009:: Notícias

Suiça: Grandes dentes, mãe!

Grandes dentes, mãe! Uma cria de lobo da Sibéria, nascida no fim de Abril, vê, através do exemplo da mãe, os grandes dentes que terá daqui a uns tempos. A família feliz vive num jardim zoológico suíço. Foto@EPA/Dominic Favre

Austrália: Cemitério de luxo

Cemitério de luxo Esta linda paisagem pode encontrar-se no cemitério Centennial Park de Adelaide, na Austrália. Foto@EPA/Centennial Park Images

26 de maio de 2009

NBA: A diputa para o cesto

NBA: A diputa para o cesto Kobe Bryant, dos Lakers, avança para o cesto com a ajuda do colega Lamar Odom, contra os adversários dos Denver Nuggets, Kenyon Martin e Nene, na segunda metade do jogo da Final de Western Conference em Denver, Colorado, nos Estados Unidos. Os Denver Nuggets venceram por 120-101. Foto@EPA/LARRY W. SMITH

Municípios da Matola (Moçambique) e Loures (Portugal) mais próximos

Municípios da Matola e Loures mais próximos Os Municípios da Matola e de Loures (Portugal) pretendem revitalizar a cooperação bilateral, no âmbito do Protocolo de Geminação entre as duas autarquias, que vigora desde 1996 Para efeito, os presidente do Conselho Municipal da Matola, Arão Nhancale, e o de Loures, Carlos Teixeira, rubricaram quinta-feira, na cidade da Matola, província de Maputo, uma adenda ao protocolo de geminação, que reafirma a necessidade de fortalecer e adequar a cooperação existente entre os dois municípios. Falando na ocasião, os dois autarcas comprometeram-se a levar a cabo, em conjunto, acções visando a materialização de mais iniciativas em vários domínios em benefício das respectivas comunidades. Neste aspecto, as prioridades vão para as áreas de bombeiros, saneamento básico e capacitação institucional. O presidente do Conselho Municipal da Matola disse ser necessário tornar o protocolo em realidade e, para isso, a Matola reafirma a continuação da cooperação com a congénere de Loures. “A visão que tivemos antes era ampla e, ao longo desses anos, fomos aprendendo mais, por isso reafirmamos de que somos um povo irmão, daí que queremos fazer mais e melhor para o bem dos nossos munícipes”, disse Nhancale. Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Loures considerou que a reactivação das relações de cooperação vai permitir que os técnicos dos dois municípios possam, em conjunto, desenvolver actividades que promovam o crescimento socioeconómico de ambos os municípios. “ Estamos dispostos a desenvolver esta interacção ao nível político, social e económico em benefício das nossas comunidades”, reiterou Teixeira. O autarca português chamou atenção para o facto de, mais do que assinar protocolos, as partes se sentirem comprometidas em materializá-los. “Não basta assinar o protocolo manifestando só a vontade de trabalhar. É importante que as partes intervenientes manifestem o seu comprometimento e realizem acções concretas”, afirmou Teixeira, que chefia uma delegação da Câmara de Loures de visita a Matola. Teixeira aproveitou a ocasião para fazer a entrega ao seu homólogo da Matola a chave da Câmara de Loures, um gesto que ele próprio considerou de “ímpar”, pois é a primeira vez, em sete anos de sua governação, que fá-lo fora de Portugal e também a primeira a um autarca. A delegação de Loures visitou a Escola Primária “Tunduro”, no Bairro do Fomento, Município da Matola, onde ofereceu material escolar. Maputo, Terça-Feira, 26 de Maio de 2009:: Notícias

Moçambique: Mudanças climáticas, aumentam riscos de desastres naturais

Mudanças climáticas : Aumentam riscos de desastres naturais A probabilidade de virem aumentar episódios relacionados com calamidades naturais em resultado das mudanças climáticas é maior no nosso país, segundo João Ribeiro, director geral do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades. Um estudo científico ontem apresentado em Maputo indica que Moçambique não está, neste momento, em condições de dar resposta adequada à situação e adianta que caso não sejam tomadas medidas concretas e urgentes, as consequências podem ser catastróficas nos próximos 50 anos, mas num período menos delatado de 10 anos muitos estragos podem ocorrer. João Ribeiro afirmou, por outro lado, que actualmente se está a trabalhar no sentido de evitar que as mudanças climáticas afectem o nosso desenvolvimento. Foram realizados estudos sobre aviso prévio para saber como agir para prevenir as consequências destas mudanças climáticas, o que significa saber e definir onde se deve construir infra-estruturas e quais são as intervenções a ter em consideração para não sermos afectados. “Moçambique é um país propenso a ciclones, cheias, secas e outras calamidades e com estes aspectos de mudanças climáticas que nos são apresentados estas probabilidades podem aumentar. Pretendemos mostrar e buscar junto da sociedade civil e de privados, a sensibilidade necessária para que no período indicado até 2060 possamos ver que medidas a tomar. O assunto será apresentado no Conselho Coordenador de Gestão das Calamidades para depois ser levado ao Conselho de Ministros, para ver que políticas e acções devem ser adoptadas para reduzir os efeitos das mudanças que estão a acontecer no mundo inteiro”, disse João Ribeiro, para quem existem acções cuja implementação não deve esperar. Tal é por exemplo a prevenção e combate }a erosão costeira que atinge vastas zonas do país. Face à situação, João Ribeiro disse que na segunda fase do estudo serão consideradas acções em função do que pode acontecer, não só nas regiões costeiras como nos rios, cidades, na agricultura, saúde, nos transportes, entre outros. Conforme afirmou, este estudo vai integrar muitos sectores da sociedade e de instituições, no sentido de se ver que projectos devem ser implementados para reduzir os efeitos da erosão. Durante a apresentação num seminário nacional sobre estudos científicos do impacto dos desastres naturais face às mudanças climáticas, que juntou na mesma sala directores nacionais, técnicos, ONG e jornalistas, Rui Brito, docente da Universidade Eduardo Mondlane, disse que Moçambique faz parte dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas em África. “Os dados indicam que as mudanças climáticas já estão a acontecer em Moçambique e num período de 45 anos, entre 1960 e 2005 a temperatura aumentou em media entre 1.1 grau centígrado e 1.6 grau centígrado. Por outro lado, o número de noites e dias frios reduziu, dando lugar ao aumento de dias e noites quentes sobretudo na zona norte. Aqui os dias secos caracterizados por temperaturas m]edias elevadas aumentam a evaporação e há indicações de início tardio da esta;ão chuvosa”, disse Rui Brito, para quem esta tendência aumenta o risco que o país enfrenta. Maputo, Terça-Feira, 26 de Maio de 2009:: Notícias

25 de maio de 2009

Maputo: 4º Festival Internacional de Publicidade

4º Festival Internacional de Publicidade O 4º Festival Internacional de Publicidade de Maputo vai ter início hoje, segunda-feira, dia 25 de Maio de 2009. Para a AMEP (Empresa Moçambicana de Empresas de Marketing, Publicidade e Relações Públicas,) organizadora do certame, pela voz do seu presidente, Mário Ferro, afirma-se satisfeita e honra com a adesão crescente de concorrentes e parceiros, o que permite dizer que “o festival é já uma referência internacional, impondo-se como uma marca moçambicana”. De acordo com o apuramento final, 20 agências e produtores de publicidade nacionais e estrangeiros (mais oito do que no ano passado) submeteram a concurso peças de TV/Cinema, rádio, print, poster, billboard, internet site, internet banner, promoções na internet e também campanhas e campanhas integradas de publicidade (mais cerca de 35 por cento do que em 2008). Para o 4º. Festival estão inscritas agências e produtores de Publicidade, como Executive Center de Angola, Joe Public da África do Sul, Golo e Ogilvy de Moçambique, Circus Advertising das Maurícias, Djomba de Portugal, entre outros. O júri será constituído por 13 professionais de Moçambique e de outros países, que analisará as peças a concurso, atribuindo os respectivos prémios, depois de ter elaborado uma “short list”. O festival terá a duração de três dias e terá como patrocinadores a Mcel, Rádio Moçambique, Congress Rental, Mediaprint, entre outros. SAPO MZ, 25 de Maio de 2009

Suiça: Amor de mãe

Amor de mãe Uma mãe carinhosa lambe a sua cria no Zoo Alpines des Marecottes, na Suiça. Foto@EPA/Jean-Christophe Bott

África do Sul: De Klerk considera racista acção afirmativa do Governo

África do Sul: De Klerk considera racista acção afirmativa do Governo O antigo Presidente sul-africano e Nobel da Paz FW De Klerk considera que a política oficial de acção afirmativa, implementada pelo Congresso Nacional Africano (ANC, no poder), é «racista e inconstitucional». Em entrevista, sexta-feira, ao sítio na Internet do sindicato Solidariedade, Frederik De Klerk defendeu o fim da acção afirmativa que, na prática, significa reservar empregos e vagas universitárias para os não brancos, mesmo quando os candidatos mais qualificados para determinada posição são brancos. “Dizer que a igual representação deve ser implementada no mundo social, no mundo cultural e no mundo empresarial é, em minha opinião, uma total distorção da Constituição, é desequilibrada e muitas vezes inconstitucional”, afirmou o ex-presidente. De Klerk disse estar convencido de que o espírito do artigo nono da lei fundamental está a ser manipulado pelo Governo “para fazer crer que a acção afirmativa baseada na raça é aceitável”. O artigo em questão decreta que “a igualdade inclui o gozo de todos os direitos e liberdades por igual. Para promover a igualdade, medidas legislativas e outras destinadas a proteger ou promover pessoas, ou categorias de pessoas, desfavorecidas por discriminação injusta, podem ser tomadas”. O último Presidente branco da África do Sul, que libertou os presos políticos e negociou a transição para a democracia representativa com o ANC liderado por Nelson Mandela, defendeu uma acção afirmativa que proteja todos os que sejam ou tenham sido desfavorecidos independentemente da cor da pele. “A melhor forma de dar poder às pessoas é pôr à sua disposição uma boa educação, habitação condigna e serviços municipais adequados e o verdadeiro poder advém de governação efectiva ao serviço do povo”, concluiu. O “Solidariedade”, um sindicato que representa maioritariamente trabalhadores e técnicos de origem «afrikaner» que se opõem à linha da central sindical COSATU (aliada do Governo do ANC), trava neste momento uma batalha judicial contra o Estado, dado que várias vagas nos serviços forenses de Polícia não estão a ser preenchidas por todos os candidatos qualificados serem brancos. No passado recente, o “Solidariedade” já venceu processos judiciais por discriminação contra técnicos brancos na administração pública que resultaram em admissões forçadas decretadas pelos tribunais e/ou indemnizações. Maputo, Segunda-Feira, 25 de Maio de 2009:: Notícias

Maputo: Jardim Nangade, mais conhecido por Jardim D. Berta, foco de poluição

Jardim Nangade foco de poluição Os moradores dos prédios adjacentes ao Jardim Nangade, mais conhecido por Jardim D. Berta em Maputo, reclamam poluição sonora tendo como origem espectáculos musicais promovidos por um restaurante localizado naquele recinto de lazer. Este jardim, que se localiza na esquina da avenidas Vladimir Lénine com Maguiguane está rodeado por vários prédios, onde residem centenas de famílias. O som alto da aparelhagem tem estado a incomodar a quem precisa de repousar, depois de um dia de trabalho, muitas vezes passado no meio de muito stress. Segundo alguns moradores contactados pela nossa Reportagem, os referidos espectáculos são levados a cabo a partir de quinta-feira e só terminam na madrugada de domingo. Este situação é descrita pelos moradores de “um inferno total”, pois, no seu entender, não tem sossego nos seus lares. “Quando chegamos a casa, ao fim da tarde, depois de mais uma jornada laboral e julgamos que vamos poder ter um merecido tempo de sossego e de silêncio, nos nossos próprios lares, aquele maldito festival já começou...e pior ainda é que nunca se sabe a que horas vai terminar”, disse uma das moradoras. João Munguambe, director de Actividades Económicas do Município de Maputo, contactado pelo “Noticias”, confirmou ontem a nossa Reportagem a denúncia desse facto. “Confirmo esta denuncia dos moradores do prédio junto do jardim Nangade, mais conhecido por D.Berta. Sei que deu entrada no município um abaixo-assinado dos moradores que se sentem perturbados com a poluição sonora naquele espaço. O assunto foi encaminhado e está’a a ser tratado com a maior atenção. Há esta preocupação por parte do município em tentar resolver este conflito de interesses”. Por seu turno Rúben Valter do restaurante apontado pelos moradores como fomentador da alegada poluição sonora, confirmou ontem ao nosso jornal que a gerência sabe do abaixo-assinado entregue às autoridades municipais. Recentemente, este restaurante recebeu um membro do Conselho municipal, cuja tónica do encontro girou em volta desse assunto que preocupa estes moradores. E foi em respeito a estas reclamações que, neste momento nós baixamos o som e paramos de tocar às quintas-feiras”. Uma moradora que não quis se identificar, com medo de retaliação dos promotores desse ambiente sonoro, desabafa: “se há um silêncio às 22.00 horas, julgamos que acabou. Daí a pouco recomeça. Se o silêncio aparece às 23.00 horas, julgamos que terminou. Daí a pouco recomeça. É uma tensão nervosa permanente. À meia-noite recomeça. À 1.00 hora recomeça, à 1.30 hora recomeça, às 2.15 horas recomeça, às 3.40 horas recomeça. E quando a pessoa é vencida por um sono extenuante e reacorda, esgotada, às 5.30 horas, este inferno, às vezes, ainda continua!!! E para agravar ainda mais a situação, à medida que as horas vão passando, o volume do som vai subindo. Quem pode aguentar isto? Quem pode sobreviver nestas condições?” Recordar que em tempos o Jardim Nangade estava degradado e sem nenhuma iluminação se durante a noite. albergava vagabundos e era também um esconderijo de malfeitores onde não raras vezes se ouviam, na calada da noite gritos, de socorro de pessoas, vitimas de assaltos. Mais tarde, e em boa hora, as autoridades municipais, em coordenação como o sector privado foi levado a cabo uma reabilitação que trouxe uma nova imagem, facto que foi aplaudido pelos citadinos que já podem desfrutar do lazer daquele jardim baptizado por Nangade, nome histórico da Luta de Libertação Nacional . Hoje, este jardim está iluminado e o flagelo da criminalidade desapareceu. Porém, de há uns tempos para cá instalaram-se novas formas de perturbação publica, através de musica alta. Os moradores não têm estado a desfrutar do merecido repouso devido a este fenómeno. Sabe-se no entanto que parte dos moradores destes prédios fizeram um abaixo-assinado as autoridades competentes, onde mostravam a preocupação e indignação por aquilo que consideram uma violação aos seus direitos. Todos são unânimes em apelar para o fim urgente desta situação. Maputo, Segunda-Feira, 25 de Maio de 2009:: Notícias

Ilha de Moçambique palco de exposição de arqueologia

Ilha de Moçambique palco de exposição de arqueologia Uma exposição de Arqueologia vai exibir, no próximo mês de Junho no Museu de Marinha, na Ilha de Moçambique, província de Nampula, peças recolhidas no fundo do mar. A exposição será inaugurada no dia 25 de Junho, data da celebração de mais um aniversário da Independência de Moçambique. As peças foram recolhidas numa parceria Arqueonautas e Património Internacional (Moçambique), segundo o Boletim “A Ilha - Património da Humanidade”, na sua edição de Março último. Espera-se que nessa data seja também oficialmente inaugurado o Museu de Marinha, sendo ainda necessário concluir os trabalhos já agendados para arranjo das instalações. Estas decisões foram tomadas no decorrer de um encontro entre o director nacional de Cultura, Domingos do Rosário, e o presidente do Conselho de Administração da Património Internacional SA, Jacinto Veloso. Jacinto Veloso é General na reserva e autor do livro biográfico “Memórias em Voo Rasante”. Espera-se que alguns objectos em prata e ouro, recuperados há algum tempo e até agora depositados no Banco de Moçambique, sejam exibidos na exposição. Para o efeito, terão de ser criadas condições de segurança, segundo apurou a AIM. Recorde-se que o mundo reflectiu no decurso da semana finda sobre o contributo dos museus no desenvolvimento sócio cultural, durante a passagem do Dia In­ternacional dos Museus (18 de Maio) que decorreu sob o lema “Museus e Turismo”. Maputo, Segunda-Feira, 25 de Maio de 2009:: Notícias

Preservação da tradição e cultura moçambicana

Preservação da tradição e cultura moçambicana Escritores e pesquisadores devem privilegiar fontes orais - escritor austríaco, José Pampalk, à partida da Beira, depois de lançar dois livros de provérbios e contos de tradição Sena “A educação cívica começou há 2.500 anos na Grécia, onde os municípios tinham seu teatro público, onde a sociedade era teatralizada por essa via, através de criticas a fenómenos latentes. Pela tradição africana, senta-se à volta da fogueira e se teatraliza os acontecimentos candentes e decorrentes. É nesta fogueira que se ridiculariza, e se reflecte a africanidade” – palavras do autor em entrevista ao «Canal de Moçambique Beira (Canal de Moçambique) - José Pampalk, autor dos Livros “Nzerumbawiro” e “Mphyanga?”, de provérbios e contos, respectivamente, chamou à atenção, em entrevista exclusiva ao “Canal de Moçambique” na Beira, sobre a necessidade dos escritores e pesquisadores nacionais valorizarem as fontes orais na perspectiva da preservação da cultura moçambicana. Falando à partida da cidade da Beira para Maputo, onde também foi para lançar as suas obras, Pampalk realçou que “Mphyanga?” é produto de recolha oral a Miguel Ndapassoa Passo, já falecido. “Nzerumbawiri”, cuja primeira edição saiu há pouco mais de quatro anos, é também fruto da mesma relação com os nativos sena, com que Pampalpak, austríaco, partilhou a sua vivência nos anos 60, enquanto missionário na então colónia de Moçambique. Aquando da sua estadia em território moçambicano ainda sob administração portuguesa, entre os anos 1960 a 71 Pampalk viveu no campo, onde, diz, “ouvi e admirei a expressão da identidade dos africanos locais”. “Eu era missionário. Acreditei que havia várias coisas válidas aqui. Naquele tempo não recolhi nada. Quando voltei a Moçambique depois da independência, tinha começado a guerra e não podia lá voltar (ao campo). Aqui havia pessoas educadas, formadas, mas não alienadas. No meu regresso após a independência trouxe o meu gravador comigo, que o usei gravando grande parte dos contos que estão no livro, da boca de Miguel Ndapassoa Passo. O trabalho a seguir consistiu na transcrição e revisão do material recolhido. Havia 55 contos mais outros que não estavam gravados”. De acordo com Pampalk, com esta sua edição ele pretende lançar um desafio para que outros o prossigam, em prol da preservação da oralidade e da cultura moçambicana. “Sinto que há ausência de estima pelas línguas nacionais”, deplorou Pampalk, um austríaco, que fala sena. Pampalk também relevou o pluralismo dos contos no concerto da moçambicanidade. Segundo pesquisas suas, pôde perceber que os mesmos contos são contados em outras línguas com ligeiras e pequenas diferenças. Quanto a “Mphyanga?” ele referiu que “é um espelho que pode levar as pessoas a se retratarem e a abrirem os olhos”. Muitos deles são uma sátira às pessoas que concorrem para maus caminhos. “Os contos desse livro são uma análise das pessoas, levando-as a reflexão sobre os seus actos e comportamento. Ninguém pode ficar passivo. Os alvos são sujeitos responsáveis”, frisou. O nosso entrevistado lançou um aviso à navegação nos seguintes termos: “Uma árvore não pode crescer a partir das folhas. Tem que ser das raízes. Para que Moçambique seja um país moderno terá que valorizar as suas raízes, a tradição. É tal como se passa no Japão. A elite aqui está desenraizada, mas o povo não. Antigamente havia muita relação inter-presoal, mas agora reina o egoísmo, daí o nome “Mphyanga?” (é meu?). E noto que isto está a progredir”. Instado a falar das duas obras, ele afirmou que “o primeiro é mais manso, o segundo é mais profundo”. “É preciso que o país avance sem hesitação no reconhecimento da diversidade no seu seio, partindo do princípio que deveria ter ratificado a convenção da UNESCO de 2005, sobre a promoção da diversidade cultural. A SADC é uma comunidade da África Austral, mas também é uma comunidade cultural. É preciso valorizarmos a dimensão cultural desta área. E isto seria feito a partir da mobilização de agentes de base, nos distritos”. O escritor opinou entretanto que na promoção e respeito pela diversidade cultural os meios de comunicação social tem um papel forte, daí que têm que agir de forma conjugada. Lembrou que “nos últimos três anos a PNUD fez um programa para dar a voz quem não tem voz”. Perguntado sobre os seus futuros projecto, ele afirmou que “é ver os moçambicanos entre si, debatendo ideias, quer ao nível distrital como nacional, sobre livros. Nós últimos quinze anos apoiei os jornalistas em projectos da NSJ, rádio, mulheres e desenvolvimento municipal. Houve muito progresso. Mas a dimensão económica que se pretende alcançar tem que caminhar junto com a dimensão cultural. São factores indissociáveis em todas as culturas e identidades”, opinou. Pampalk referiu também a importância dos conselhos consultivos, onde o povo faz planos e apresenta as suas necessidades, o que é uma ideia nova neste meio, mas é preciso também avançar-se para a parte cultural, sugere, para que o povo seja ele próprio a afirmar quais são as suas aspirações e necessidades nesta área. “Que isto seja feito em respeito à sua língua, o que é importante dentro da diversidade cultural”, defendeu. Questionado sobre o interesse do Estado na preservação da tradição ele afirmou que nos anos 80 havia pouco interesse, agora é uma realidade visível. Mas acontece que a geração que devia dar o seu contributo apagou-se e os jovens, poucos tem dado o devido valor a tradição. “Mas isto tem valor artístico. A educação cívica começou há 2.500 anos na Grécia, onde os municípios tinham seu teatro público, onde a sociedade era teatralizada por essa via, através de criticas a fenómenos latentes. Pela tradição africana, senta-se à volta da fogueira e se teatraliza os acontecimentos candentes e decorrentes. É nesta fogueira que se ridiculariza, e se reflecte a africanidade”, rematou. (Adelino Timóteo) 2009-05-25

24 de maio de 2009

África comemora mais um aniversário


África comemora mais um aniversário Luanda - O continente africano comemora a 25 de Maio, segunda-feira, 54 anos desde a proclamação da Organização de Unidade Africana (OUA), actual União Africana, num contexto de várias perturbações caracterizadas por confrontos político-militar e pela crise económica mundial. Nessa data, em 1963, os chefes de estados, reunidos em Addis Abeba, Etiópia, proclamaram a Organização de Unidade Africana (OUA), cujo objectivo principal era o de libertar o continente africano das garras do colonialismo e do Aparttheid, bem como promover a emancipação dos povos africanos. A OUA deu lugar à actual União Africana, em 2002. Passados que são quadro décadas e meia, e conseguida a independência do continente, assiste-se ainda em muitas partes de África o desentendimento entre políticos. No Zimbabwe, depois da incerteza pós-eleitoral, que durou mais de um ano, o líder do maior partido da oposição, Tsvangirai, e o presidente Robert Mugabe, concluiram a 15 de Setembro do ano transacto um acordo de partilha de poder, que conduziu a um Governo de União, em Fevereiro. O Novo governo enfrenta uma grave crise para obter recursos financeiros e alertou a comunidade internacional que precisa mais de 8,5 biliões de dólares (6,2 biliões de euros), em três anos, para reconstruir infra-estruturas e relançar o sistema económico em ruína no país. Já no Madagáscar, o presidente Andry Rojoelina governa de forma interina desde Março deste ano, após uma onda de protestos contra o seu antecessor, Marc Ravalamanana. A chegada de Rajoelina ao poder foi considerada, por alguns países, golpe de Estado. A data do pleito ainda não foi marcada e o actual regime rejeita que isso aconteça até final do ano. Fatídicos foram os acontecimento recentes na Guiné-Bissau, em que o chefe doe estado-maior do Exército, Tagame na Waie, e o Presidente da República, Nino Vieira, foram barbaramente assassinados, respectivamente nos dias um e dois de Março último. O continente assiste ainda ao rompimento das relações entre o Tchad e o Sudão. pois o primeiro país, na pessoa do presidente, Idriss Deby Itno, acusa o seu vizinho de apoiar a rebelião. A África é um continente com aproximadamente 30,27 milhões de quilómetros quadrados de terra. Ao norte é banhado pelo Mar Mediterrâneo, ao leste pelas águas do oeano Índico e a oeste pelo oceano Atlântico. O Sul do continente africano é banhado pelo encontro das águas destes dois oceanos. É o segundo continente mais populoso do Mundo (depois da Ásia), com aproximadamente 800 milhões de habitantes. Basicamente agrário, pois cerca de 63% da população habita no meio rural, enquanto somente 37 % mora em cidades. No geral, é um continente pobre e subdesenvolvido, apresentando baixos índices de desenvolvimento económico. A renda per capita, por exemplo, é de aproximadamente Usd 800,00. O PIB (Produto Interno Bruto) corresponde a apenas 1% do produto mundial. Grande parte dos países possui parques industriais poucos desenvolvidos, enquanto outros nem se quer são industrializados, vivendo basicamente da agricultura. O principal bloco económico é a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), formada por 14 países: Angola, África do Sul, Botswana, República Democrática do Congo, Lesoto, Madagáscar, Malawi, Ilhas Maurícias, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe. Para saudar o aniversário do continente, realizam-se em Angola várias actividades desportivas e culturais, conferências, exposições fotográficas, desfiles de trajes tradicionais e outras. Por Rufino Marcelino Angola Press, 24 de Maio de 2009

Vandoma: Todos à Feira

Todos à Feira A Feira da Vandoma, que se destina exclusivamente à venda de objectos usados, realiza-se aos sábados na zona das Fontainhas. São muitos os que procuram bons negócios juntos dos vendedores que se aglomeram no Passeio das Fontainhas. Foto@Lusa/Estela Silva

Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa dedica quinzena a África

Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa dedica quinzena a África Está neste momento a decorrer a Quinzena de África na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que leva aos portugueses a cultura africana através de diversas actividades. No programa, destacam-se apresentações de livros, nomeadamente When Things Came Together. Studies on/Estudos sobre Chinua Achebe e A Herança Africana em Portugal - séculos XV – XXI, o visionamento dos filmes O Herói, Tsotsi e Ilhéu de Contenda, a degustação de gastronomia africana, exposições, mesas-redondas e o workshop de danças africanas, que decorreu hoje. Na Quinzena de África, passeamos pelos vários países do continente, entre os quais Moçambique. E a adesão a estas actividades está a ser bastante boa, a julgar pelo número de pessoas africanas e não africanas que se juntaram para dançar com Cazuza. Neste workshop, dançou-se kuduro, kizomba, e outras danças africanas, miscelando-as ou isolando-as, de acordo com a vontade das aprendizes. Diversão, novos conhecimentos e identificação cultural são o que espera a quem adira às actividades, moderadas por professores universitários, alunos, ex-alunos e personalidades das diversas áreas representadas. Helga Costa SAPO, 22 de Maio

22 de maio de 2009

O eclipse que provou as teorias de Einstein

O eclipse que provou as teorias de Einstein
Dentro de dias, assinalam-se os 90 anos da expedição científica que apresentou, pela primeira vez, provas empíricas de que Einstein tinha razão: a observação do eclipse total do sol na ilha do Príncipe (S. Tomé), a 29 de Maio de 1919, um momento decisivo na ciência do século XX. Quando começou a publicar artigos com as suas ideias revolucionárias, em 1905, Albert Einstein não tinha provas experimentais. Não há nada de estranho nisto - Einstein era um físico teórico, e a sua investigação destinava-se precisamente a desenvolver teorias. Foram necessários anos para que a teoria da relatividade ganhasse popularidade. Primeiro, foi preciso que a comunidade científica internacional dedicasse atenção às suas ideias; esta demora foi agravada por Einstein ser alemão, e por a I Guerra Mundial ter provocado uma desconfiança generalizada face a tudo o que vinha da Alemanha. Mas foi também preciso tempo até surgirem as primeiras observações que comprovavam as teorias de Einstein. O astrofísico Arthur Stanley Eddington foi o primeiro a apresentá-las. Deve-se a Eddington, aliás, a divulgação da teoria geral da gravitação de Einstein no mundo de língua inglesa, antes mesmo destas observações. Em 1919, o cientista organizou duas expedições, ao Brasil e à ilha de Príncipe, para observar o eclipse solar. Este primeiro teste empírico permitiu medir a deflexão da luz devido ao campo gravitacional do sol: segundo a teoria da relatividade, quando a luz de uma estrela passa perto do campo gravítico do Sol, ela é obrigada a curvar devido à força gravítica deste. Era preciso um eclipse para que a luz do sol não obscurecesse este fenómeno. Eddington fotografou as estrelas e publicou os resultados das suas observações no ano seguinte - um trabalho que foi recebido com entusiasmo pela comunidade científica, embora mais tarde se levantassem algumas dúvidas quanto à qualidade das observações. Para a ciência, era a primeira prova que afirmava a física de Einstein sobre a física de Newton. As comemorações deste aniversário, a cargo da Sociedade Portuguesa de Geografia, incluem uma Conferência Internacional, em Lisboa, e um Encontro Científico na Ilha do Príncipe. Imagem: Negativo da imagem do eclipse solar de 1919, de Arthur Eddington (domínio público) 20 de Maio de 2009

Alemanha: Ida, o mais antigo antepassado do homem

Ida, o mais antigo antepassado do homem Chama-se Ida e é o mais velho antepassado do homem, com 47 milhões de anos. O pequeno fóssil, em estado de conservação quase perfeito, foi descoberto em 1983 na pedreira de Messel (Alemanha), mas os resultados da análise do achado só agora foram divulgados, e são já considerados um acontecimento científico excepcional. Embora se assemelhe aparentemente aos lémures, uma análise mais cuidada revelou características distintas, pelo que foi considerado uma nova espécie: o Darwinius masillae, nome escolhido em homenagem a Charles Darwin, pai da teoria da evolução, de que este ano se comemora o 200º centenário. Esta espécie era herbívora, via a três dimensões, tinha cinco dedos e polegar oponente. O fóssil encontrado era do sexo feminino. A qualidade do achado permite inclusivamente ver os contornos dos pêlos e os restos de uma refeição. A descoberta entusiasmou a comunidade científica pelo facto de ser o mais antigo antepassado comum dos primatas encontrado - uma espécie de elo até agora perdido. O norueguês Jorn Horum liderou a equipa do Museu de História Natural de Oslo que coordenou a investigação, e os resultados foram publicados na Public Library of Science. Ida está neste momento em exposição no Museu de História Natural de Nova Iorque. Depois, regressa a Oslo. Imagem Ida na exposição que inaugurou ontem em Nova iorque. Foto: EPA/JUSTIN LANE 20 de Maio de 2009

Mértola: Festival Islâmico...

Festival Islâmico... Visitantes observam os produtos do Souk (mercado) no decorrer do Festival Islâmico de Mértola, Alentejo, 22 de Maio. O festival vai decorrer até ao próximo domingo, dia 24. Foto@lusa/Nuno Veiga

Espanha: Um entre milhares...

Um entre milhares... Um imigrante ilegal reage desta forma perto de um funcionário da Cruz Vermelha no Porto de Motril, Granada, no sul de Espanha. O pequeno barco proveniente da África Subsariana onde seguia juntamente com outras 41 imigrantes ilegais foi interceptado a 32 milhas de Motril. A Espanha, através de Granada, tem sido o ponto de passagem de milhares de imigrantes ilegais provenientes do continente africano em busca de uma vida melhor. 21 de Maio de 2009. Foto@EPA/Paquet

19 de maio de 2009

Paulino Pinheiro: Merengue rebita

Teta Lando: Muato Wa N'Ginjila

Teta Lando: Menina de Angola